Um país que oferece altas taxas de crescimento, ambiente macroeconômico estável, oportunidades de investimentos em diversos setores e um crescente acesso ao mercado internacional. Essa é uma face da imagem que a Colômbia tem transmitido internacionalmente.
Com crescimento de 5,2% no Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado; inflação anual sob controle, em 3,73%; e contas públicas em patamares internacionais - débito na faixa dos 35% do PIB - o país recebeu em 2011 o grau de investimento de agências de classificação de risco. Um "selo de qualidade", uma classificação que mostra o mais alto nível de segurança de um país honrar seus compromissos.
O cenário, que tem atraído empresas e investidores, tem também projetado o país andino em diversos acordos de livre comércio, como os fechados com o Canadá e os EUA. A Colômbia negocia ainda um acordo com a União Europeia. "Esses são sinais poderosos para os setores público e privado colombiano e para seus parceiros comerciais", afirmou, em entrevista ao Valor, Hernán Vallejo, professor do Departamento de Economia da Universidad de los Andes, uma das mais importantes do país.
Ele lembra, ainda, que a Colômbia está em processo de análise para se tornar membro da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo que reúne países ricos. "Se isso acontecer, o país estaria demonstrando um sinal de compromisso com a comunidade internacional, dentro dos padrões do globais econômicos em vários setores", disse Vallejo.
Mas, guardando muitas semelhanças com os demais países latino-americanos, as questões sociais ainda são um grande desafio do país e mostram sua outra face. A miséria e a pobreza foram reduzidas desde 2002, todavia ainda estão em elevados patamares. O governo conseguiu controlar as guerrilhas e os grupos paramilitares, mas, de acordo com o professor, os conflitos internos do país parecem estar longe de serem completamente resolvidos.
O setor privado colombiano, em várias áreas, ainda carece de um nível de desenvolvimento mais elevado. Grande parte das empresas não são maduras e internacionalizadas, estando em fase de estruturação dos negócios. Vallejo observa, todavia, que "cenário macroeconômico positivo, melhorias do papel das comissões regulatórias e da segurança nacional, além dos pacotes de acordos comerciais" são fatores que fazem com que o setor privado tenha uma base fértil para se desenvolver em um futuro próximo.
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