| Fonte: Valor Econômico |
| Autor: Sergio Adeodato |
Sob pressão de grandes ONGs ambientalistas aliadas ao setor florestal, que abrange principalmente a indústria de celulose e papel e de exploração madeireira, o governo brasileiro tentará incluir a certificação socioambiental na lista dos instrumentos de políticas públicas que serão negociados pelos países em junho na Rio+20 - a conferência das Nações Unidas que definirá os rumos da economia verde. "Não será uma tarefa fácil, porque o assunto é polêmico até entre os países em desenvolvimento", afirma o embaixador André Correa do Lago, diretor de meio ambiente do Ministério das Relações Exteriores. "Alguns países entendem esses mecanismos de mercado como precificação e não valorização da natureza; outros os enxergam como protecionismo, barreira ao livre comércio", revela o embaixador. Além dessas dificuldades, os países florestais mais pobres alegam incapacidade financeira e tecnológica para atingir padrões mais altos de produção sustentável. Para Lago, "temos que seduzir os países do G-77, pois há um grande temor de que a responsabilidade pelo desafio climático seja transferida aos países emergentes". O assunto entrará no contexto do debate entre as nações em desenvolvimento, tendo como estratégia a importância da certificação como algo complementar às legislações nacionais. Países florestais mais pobres alegam incapacidade financeira para atingir padrões mais altos de produção "A posição dos países é mais influenciada por lobbies de quem teme perdas do que por propostas de setores ambientalmente mais avançados", diz o embaixador, lembrando que "o Brasil precisa fazer acima da média mundial porque tem mais força internacional, melhores condições econômicas, minérios, petróleo, água e biodiversidade". Se o cenário mundial com a Rio+20 não incorporar legalmente pontos que o Brasil defende, acrescenta Lago, "não significa que não precisamos aplicá-los". |
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Adoção de selo ambiental é polêmica
Brasil quer parceria do Uruguai em energia eólica e indústria naval
| Fonte: Valor Econômico |
| Autor: Sergio Leo |
O Brasil quer cooperação com o Uruguai na produção de embarcações e peças navais e na instalação de parques de energia eólica e outras iniciativas de energia renovável, disse a presidente Dilma Rousseff ao presidente uruguaio, José Mujica, com quem se reuniu e almoçou ontem, no Palácio do Alvorada. "É uma oportunidade histórica de desenvolver um novo modelo de integração entre Uruguai e Brasil", comentou o ministro de Relações Exteriores, Antônio Patriota, ao relatar o encontro. Patriota citou o encontro no Alvorada como demonstração da "fraterna amizade" e do "momento histórico" da relação bilateral. O governo Dilma quer prestigiar Mujica, que declarou sua intenção explícita de ligar o projeto de desenvolvimento do país vizinho ao que os uruguaios chamam o "grande vizinho do Norte". A cooperação "promissora" na indústria naval e em peças para embarcações deve ser "emblemática", segundo Patriota, que espera abrir caminho a outros projetos de integração de cadeias produtivas. A Eletrobras e a UTE - a estatal energética uruguaia - firmaram acordo de cooperação para desenvolvimento de fontes de energia renovável, a começar por um projeto de parques de energia eólica que poderão gerar cerca de 300 megawatts. Patriota informou que há planos também para programas de cooperação entre institutos acadêmicos e de inovação, para projetos tecnológicos e de pesquisa, como já vem acontecendo com a TV digital. |
UE vota hoje retaliação comercial à Argentina
Fonte: O Globo
Autora: Priscila Guilayn
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Por expropriação da YPF, Parlamento europeu analisa excluir o país de sistema que permite tarifas privilegiadas
MADRI. O Parlamento europeu votará hoje uma resolução para suspender a Argentina do Sistema Geral de Preferências (SGP), em retaliação à expropriação do grupo espanhol Repsol do controle acionário da petrolífera YPF. Se confirmada, seria a primeira medida concreta da União Europeia (UE) contra o governo da presidente Cristina Kirchner. O SGP é um tratado que beneficia a troca comercial por meio tratamento tarifário privilegiado.
Também hoje, no Conselho de Ministros espanhol, serão analisadas as medidas que a Espanha tomará contra a Argentina, e será definida a pauta a ser discutida com os ministros de Relações Exteriores da UE na reunião da próxima segunda-feira, na qual a reestatização da YPF estará na ordem do dia. O chanceler espanhol, José Manuel García-Margallo, se reuniu ontem com dez membros do Clube de Berlim, restrito grupo de ministros europeus formado para discutir o futuro europeu, e pediu seu apoio no litígio que a Madri pretende empreender contra Buenos Aires. García-Margallo disse que obteve resposta positiva de todos, embora não tenha sido elaborado um plano concreto.
Madri tem apoio dos EUA e do Banco Mundial
A Espanha também recebeu o apoio dos EUA, depois de uma reunião entre García-Margallo e a secretária de Estado americana, Hillary Clinton. Juntos, estudarão a possibilidade de recorrer ao Banco Mundial (Bird), ao Fundo Monetário Internacional (FMI), ao G-20 (grupo das 20 maiores economias mundiais) e ao Clube de Paris (instituição informal que renegocia dívidas, formada em 1956 quando a Argentina aceitou reunir-se com seus credores). A intenção é conseguir que Cristina Kirchner retifique sua decisão de expropriar YPF.
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Argentina expropria, mas Brasil investe
| Fonte: Correio Braziliense |
A presidente argentina, Cristina Kirchner, realizou a expropriação do controle acionário de uma segunda subsidiária da espanhola Repsol. Depois de confiscar, na segunda-feira, 51% das ações da petroleira YPF, o novo alvo foi a YPF Gás, distribuidora de gás butano e propano, conforme decreto publicado ontem no Diário Oficial. Os interventores anunciaram também a perfuração e reparação de mil poços da empresa. "Esta medida não só é central para o abastecimento normal da indústria e da agricultura, mas também garante o acesso a setores de baixa renda que não têm serviço de rede através do Garrafa para Todos", informou o governo.
Mesmo com a segunda nacionalização em menos de uma semana, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, informou ontem que o governo brasileiro está avaliando a possibilidade de ampliar os seus investimentos na Argentina. Segundo Lobão, a intensificação dos negócios da Petrobras no país vizinho foi um pedido da própria presidente Cristina Kirchner durante sua visita à Casa Rosada em março. O assunto será tratado hoje em reunião dele e da presidente da estatal brasileira, Maria das Graças Foster, com o ministro do Planejamento argentino, Julio Miguel de Vido. |
Mantega diz que opinião de Lagarde sobre câmbio no país é 'um equívoco'
| Fonte: O Globo |
| Autora: Flávia Barbosa |
A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou ontem que os países emergentes devem trabalhar para corrigir desequilíbrios como, por exemplo, em relação à taxa de câmbio. Num recado que pode ser compreendido como endereçado ao Brasil, ela disse que a apreciação de moedas frente ao dólar é um efeito dos grandes fluxos de capitais para estas economias. Para ela, há dois caminhos: implementação de medidas que visem a corrigir a valorização cambial ou simplesmente aceitar moedas mais apreciadas. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, considerou a afirmação "um equívoco".
O Brasil, segundo relatórios de FMI e Banco Mundial, é um dos que mais atraem capitais estrangeiros desde o estouro da crise, em 2008. Além de estar mais vulnerável à volatilidade dos mercados, o país arca com o efeito colateral de ter o real valorizado frente ao dólar, o que reduz a competitividade nacional.
Governo vai continuar intervindo, diz Mantega
Lagarde também alertou que, diante da volatilidade dos mercados, alguns emergentes devem reorientar as bases do crescimento para o mercado doméstico, adicionando o consumo como motor da expansão, hoje centrada no investimento. Para isso, são necessárias "significativas e profundas reformas em casa", disse em recado à China.
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FMI terá ajuda de Brics em aporte de US$ 400 bi
| Fonte: Valor Econômico |
| Autor: Alex Ribeiro |
O Brasil deu indicações de que irá contribuir no reforço do caixa do Fundo Monetário Internacional (FMI), junto com os outros países que formam os Brics, pavimentando o caminho para o anúncio hoje de um aporte de pelo menos US$ 400 bilhões no organismo em reunião do G-20 em Washington. Ontem pela manhã, o aporte ainda estava cercado de incerteza, e a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, evocou o espírito multilateralista dos Brics, numa tentativa de persuadi-los a contribuir. O Brasil e outros países do grupo ameaçavam fazer jogo duro para liberar recursos, exigindo a aceleração na reforma nas quotas do FMI, que teoricamente dará maior peso aos países emergentes nas votações do organismo. O clima melhorou apenas depois de reunião dos ministros das finanças dos Brics, no início da tarde. "O Brasil desde o início vê a necessidade de reforço no FMI, mesmo porque a crise internacional não está resolvida", disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, logo após o encontro. Ele, porém, evitou falar em cifras, alegando que primeiro será preciso um compromisso de países europeus com as reformas do FMI. Mas não são esperados impasses muitos sérios, já que as exigências não são muito ambiciosas: o Brasil quer uma declaração no comunicado do G-20 reafirmando, mais uma vez, o cronograma da reforma das quotas. A expectativa é que a contribuição da China chegue a até US$ 60 bilhões, mesmo volume de recursos já anunciado pelo Japão. O Brasil deverá injetar algo em torno de US$ 10 bilhões, quase repetindo a quantia emprestada em 2009. O FMI pede um reforço no seu caixa de US$ 400 bilhões para criar uma muralha de proteção para impedir que a crise europeia se espalhe dentro da própria Europa e a outras partes do mundo. Inicialmente, o FMI pedia até US$ 600 bilhões, mas reviu suas pretensões, diante da resistência de alguns países em contribuir, como os Estados Unidos e Canadá. Países europeus e o Japão já se comprometeram com US$ 320 bilhões. |
Atraso nas importações
| Fonte: Correio Braziliense |
"A intenção não é que a certificação deixe de ser adotada. A regra é boa, mas precisamos de uma força-tarefa para evitar o desabastecimento", explica o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, Carlos Ruiz. Segundo a presidente da Comissão de Silicone da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Wanda Correa, os médicos estão em alerta porque não sabem quando os estoques do produto serão repostos. "Nossa preocupação é que falte prótese para a paciente que retirou a mama em decorrência de um câncer e precisa colocar o implante imediatamente", acrescenta o especialista. O presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, afirmou que o órgão deu prazo de 10 dias para que as fabricantes e importadoras enviem relatórios com os dados sobre o estoque e o processo de certificação. Barbano garante que irá discutir o problema com as empresas a fim de evitar a falta de implantes no mercado. (GC) "Nossa preocupação é que falte prótese para a paciente que retirou a mama e precisa colocar o implante imediatamente" Carlos Ruiz, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia |
Acordo com Argentina na carne suína segue travado
| Fonte: Valor Econômico |
| Autor: Luiz Henrique Mendes |
Anunciado há um mês, o acordo que permitirá a retomada das exportações brasileiras de carne suína para a Argentina ainda terá novos capítulos na próxima semana, contrariando a promessa feita na última terça-feira pelo ministro da Agricultura argentino, Norberto Yauhar, de que o acerto para os embarques de uma cota mensal da ordem de 3 mil toneladas entraria em vigor ontem. Em reunião realizada ontem em Buenos Aires, o ministro Yauhar afirmou ao embaixador do Brasil na Argentina, Enio Cordeiro, que se reunirá nesta sexta-feira com os importadores de suínos de seu país para esclarecer os detalhes do acordo e finalmente liberar as compras de carne suína do Brasil. O Valor apurou, contudo, que até a noite de ontem os importadores não foram convidados para a reunião, o que deve atrasar ainda mais a efetivação do acordo. Ainda que o encontro marcado para hoje com os importadores ocorra, o governo brasileiro já considerava difícil que a efetiva retomada das exportações acontecesse, visto que o possível encontro com os importadores não contará com a presença do secretário de Comércio Interior da Argentina, Guillermo Moreno, titular da Pasta responsável pela restrição e, portanto, o único habilitado a fazer valer o acordo, conforme afirmou ao Valor uma fonte bem informada sobre as negociações. A resistência de Moreno é o principal entrave ao acordo, anunciado em março pelo ministro da Agricultura brasileiro, Mendes Ribeiro, e por seu colega argentino Yauhar. Conforme já informou o Valor, o secretário argentino deseja permitir apenas as compras de carne suína para a produção de embutidos de baixo custo - o que, na prática, inviabilizaria o acordo costurado pelos ministros, que prevê a retomada das exportações brasileiras de carne suína in natura. |
Acordo com EUA depende do Senado
| Fonte: Valor Econômico |
O governo federal pretende atuar no Congresso Nacional na tentativa de aprovar um acordo de troca de informações tributárias assinado entre o Brasil e os Estados Unidos em 2007, mas que até hoje não entrou em vigor, à espera de votação no Senado. Embora seja anterior à lei americana "Foreign Account Tax Compliance Act" (Fatca), o acordo representaria a base legal para que os dois países entrem em um entendimento sobre a troca direta de dados fiscais entre a Receita Federal e o Internal Revenue Service (IRS) americano. De acordo com Flávio Araújo, coordenador-geral de Relações Internacionais da Receita Federal do Brasil, os ministérios da Fazenda e das Relações Exteriores deverão encaminhar ao Congresso uma manifestação, explicando a necessidade de aprovação do acordo já assinado. "Somos demandados pelo setor financeiro em relação ao Fatca", diz. "Vislumbramos uma possibilidade clara de fazer um acordo e temos condições de avançar, desde que esse pilar [o acordo de 2007] entre em vigor." O acordo entre Brasil e EUA para o intercâmbio de informações relativas a tributos foi assinado pelos dois países em 20 de março de 2007. Nos EUA, ele foi aprovado. No Brasil, chegou a passar pela Câmara dos Deputados, mas encontrou resistências no Senado, onde aguarda votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O entrave foi justamente a preservação do sigilo bancário e fiscal, garantias previstas na Constituição Federal. "Mas o ambiente hoje é outro, não se discute mais se devemos ou não ser transparentes", diz Araújo. "O interesse na troca de informações é recíproco." |
Lei americana pode acabar com o sigilo bancário no mundo
| Fonte: Valor Econômico |
| Autora: Cristine Prestes |
Em 2009, o sigilo bancário ao redor do mundo levou seu mais duro golpe com a entrega, pelo banco suíço UBS, dos nomes de 4.450 correntistas americanos investigados pelo Fisco dos Estados Unidos por suspeita de evasão fiscal e sonegação de impostos. Hoje, o episódio, decorrente de uma enorme pressão do governo americano sobre a Suíça, parece até irrelevante, considerando o que está por vir. No ano que vem, entra em vigor a Foreign Account Tax Compliance Act - conhecida pela sigla Fatca. Por meio da nova legislação, o Internal Revenue Service (IRS) - a Receita Federal americana - pretende descobrir quem são os contribuintes americanos que enviam dinheiro para fora do país para não pagar impostos. Pelas regras do Fatca, instituições financeiras estrangeiras de todo o mundo serão "convidadas" a aderir à lei e, com isso, a informar ao Fisco americano, a partir de 2013, os nomes de todos os seus clientes que sejam contribuintes nos Estados Unidos, além dos valores que mantêm em suas contas e investimentos. A legislação não inclui apenas bancos, mas quaisquer instituições que aceitem depósitos, mantenham ativos financeiros por conta de outros agentes - como custodiantes e câmaras de compensação - ou tenham como atividade principal investimentos ou negociação de valores, bens de consumo ou participações. Embora o Fatca não possa obrigar essas instituições a quebrarem o sigilo bancário de seus clientes americanos, a lei tem argumentos de sobra para convencer o sistema financeiro mundial a aderir em peso às suas regras. Isso porque o banco que não aderir será considerado não cooperante e, assim, poderá ter 30% dos rendimentos obtidos em transações realizadas nos EUA retidos na fonte. Na prática, diante do tamanho da economia americana, quem não aderir ficará fora do mercado. "Considerando-se um investimento nos EUA com custo de 3% e ganho de 4%, se o banco investidor não tiver aderido ao Fatca, terá retenção de 30% do valor de seus ganhos, o que o levará a ter prejuízo na aplicação", explica Álvaro Taiar, sócio e líder de serviços financeiros da PwC Brasil, que assessora bancos no processo de adequação à legislação. Além da esperada adesão das instituições financeiras estrangeiras, que não querem correr o risco de ser taxadas nas transações feitas nos EUA, há um movimento em curso que pode ferir de morte o sigilo bancário. O Departamento do Tesouro americano está estimulando os países a assinarem acordos bilaterais para o intercâmbio de informações tributárias exigidas no Fatca. Em troca, oferece reciprocidade. Ou seja, por meio desses acordos, o Fisco dos EUA tanto recebe as informações relativas aos cidadãos americanos quanto envia ao país signatário informações bancárias de seus cidadãos. Até agora, Reino Unido, Alemanha, França, Itália e Espanha já assinaram acordos bilaterais com os EUA - o que significa que o sigilo bancário dos contribuintes desses países nos EUA também está perto do fim. Luxemburgo - até há pouco considerado um paraíso fiscal - e Irlanda já deram passos no mesmo sentido e o Tesouro americano se esforça para expandir os acordos - inclusive com o Brasil (veja reportagem nesta página). |
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Câmara aprova três acordos internacionais; sessão é suspensa
Fonte: Agência Câmara
A Câmara aprovou há pouco, em sessão extraordinária, três projetos de decreto legislativo (PDCs) que permitem a ratificação de acordos internacionais firmados pelo Brasil. Os texto aprovados seguem para o Senado.
Um dos acordos aprovados (PDC 540/11), firmado entre Brasil e União Européia (UE), autoriza a dispensa de vistos para viagens de turismo e negócio de curta duração a portadores de passaportes comuns.
Pela proposta, cidadãos do Brasil e da UE – exceto Reino Unido e Irlanda – ficam autorizados a entrar, transitar e permanecer sem visto no território do outro Estado signatário por um período máximo de estada de três meses.
Também foram aprovados:
- PDC 474/11, que aprova acordo sobre auxílio judicial em matéria civil e comercial entre Brasil e China;
- PDC 523/11, que aprova a inclusão do Brasil no Tratado de Amizade e Cooperação (TAC), firmado em Bali, em 1976, pelos países-membros da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).
Após a votação dos projetos, a 1ª vice-presidente da Câmara, deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), suspendeu a sessão para que possa ser realizada a sessão do Congresso em que será lido o requerimento de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigará negócios do contraventor Carlinhos Cachoeira. A sessão da Câmara deverá ser retomada em seguida.
Um dos acordos aprovados (PDC 540/11), firmado entre Brasil e União Européia (UE), autoriza a dispensa de vistos para viagens de turismo e negócio de curta duração a portadores de passaportes comuns.
Pela proposta, cidadãos do Brasil e da UE – exceto Reino Unido e Irlanda – ficam autorizados a entrar, transitar e permanecer sem visto no território do outro Estado signatário por um período máximo de estada de três meses.
Também foram aprovados:
- PDC 474/11, que aprova acordo sobre auxílio judicial em matéria civil e comercial entre Brasil e China;
- PDC 523/11, que aprova a inclusão do Brasil no Tratado de Amizade e Cooperação (TAC), firmado em Bali, em 1976, pelos países-membros da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).
Após a votação dos projetos, a 1ª vice-presidente da Câmara, deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), suspendeu a sessão para que possa ser realizada a sessão do Congresso em que será lido o requerimento de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigará negócios do contraventor Carlinhos Cachoeira. A sessão da Câmara deverá ser retomada em seguida.
Tempo real:
Íntegra da proposta:
Reportagem – Murilo Souza
Edição – Wilson Silveira
Edição – Wilson Silveira
BC força alta do dólar para ajudar indústria
| Fonte: Correio Braziliense |
| Autor: Carlos Franco |
O dólar encerrou o dia ontem a R$ 1,8797, a maior cotação desde 25 de novembro do ano passado. As cifras por extenso podem parecer complicadas, mas revelam a intenção do Banco Central (BC) em chegar logo ao patamar de R$ 1,90. Para tal, o BC tem realizado todos os dias dois leilões para "enxugar" o dólar no mercado, forçando a sua alta, que também ajuda a indústria nacional a ter preços mais competitivos no exterior. Como a inflação está cadente, o maior valor da moeda norte-americana, se pode ter algum reflexo nos importados, não chegará a impactar a inflação. Desde a quinta-feira passada a autoridade monetária faz dois leilões de compra de dólares no mercado à vista por dia e, no pregão de ontem, não foi diferente: o BC atuou mesmo com a moeda norte-americana em alta, fazendo leilões à tarde com taxas de corte de R$ 1,8703 e R$ 1,8800, testando o mercado financeiro e pagando pela moeda norte-americana mais que o valor que era negociada no balcão naquele instante. Novo patamar |
Espanha ameaça guerra comercial com Argentina, mas faltam opções
| Fonte: Valor Econômico |
A Espanha ameaça promover uma guerra comercial contra a Argentina após a estatização dos 51% das ações da YPF que estavam nas mãos da espanhola Repsol. Mas analistas dizem que isso poderia ser mais prejudicial para empresas europeias, incluindo espanholas, com interesses no país. Sem muitas opções, Madri tem pressionado a União Europeia (UE) a retaliar. A cúpula do governo espanhol tem reunião marcada para amanhã para decidir que tipo de resposta pode ser dada à expropriação anunciada nesta semana pela presidente argentina Cristina Kirchner. O ministro da Indústria, José Manuel Soria, afirmou as medidas podem atingir o comércio e o setor energético. Ontem, o porta-voz do Partido Popular (PP, governista) para assuntos exteriores, José María Beneyto, disse que a Espanha pode deixar de comprar soja e biocombustíveis da Argentina. "O governo está vendo exatamente que consequências terão esse tipo de represálias comerciais e o que se pode fazer", disse ele. "Já foi anunciada a possibilidade de que as importações importantes para a Argentina, como soja e bioetanol, sejam eliminadas, além de uma série de outras medidas." |
Espanha vai recorrer à UE
| Fonte: Correio Braziliense |
| Autor: Silvio Ribas |
A Espanha intensificou a pressão diplomática sobre a Argentina e vai pedir à União Europeia (UE) que apresente queixa formal contra o país na Organização Mundial do Comércio (OMC) em razão do confisco do controle acionário da espanhola Repsol na petroleira YPF. O confronto entre os dois países será incluído na pauta para discussão na reunião de chanceleres da UE na próxima segunda-feira, uma semana após a presidente Cristina Kirchner ordenar a intervenção na maior companhia petrolífera do seu país e de enviar projeto de lei ao Congresso para desapropriar 51% da empresa de propriedade da Repsol. A decisão espanhola ocorreu antes de o senador argentino Aníbal Fernández anunciar estudo para expropriar também uma empresa de gás da Repsol. "Queremos informar aos senadores que a bancada da Frente para a Vitória (partido do governo) vai incluir um anexo ao projeto de lei para expropriar as ações de uma empresa de gás da Repsol", disse em sessão do Congresso em Buenos Aires. A Repsol Gás tem 45% da Metrogas, que fornece o insumo a 2,2 milhões de consumidores, a maioria residente na capital do país, e detém 30% da Gás Natural Fenosa, que controla 50,4% da Gas Natural BAN. O anúncio deve causar mais desgate nas relações com a Espanha. |
Brasil destaca diálogo com Argentina e minimiza os riscos para a Petro
| Fonte: Valor Econômico |
| Autor: Sergio Leo |
O governo brasileiro conta com os mecanismos de cooperação e diálogo na área de energia para evitar danos aos interesses da Petrobras na Argentina; e há expectativas na diplomacia brasileira de que o governo argentino possa até ampliar oportunidades de atuação da empresa no país vizinho, apurou o Valor. Na sexta-feira, como informou o Valor, o ministro de Minas e Energia, Édson Lobão, e a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, terão reunião com o ministro do Planejamento argentino, Júlio De Vido, marcada antes do anúncio de tomada das ações da espanhola Repsol na YPF. O próprio de Vido havia anunciado a reunião, na semana passada, após reunião com executivos da Petrobras em que, segundo o ministério, foram discutidos "projetos de desenvolvimento" no setor de petróleo e gás. Em comunicado oficial, o ministro argentino previu a discussão de projetos de investimento com a Petrobras nessa próxima reunião de sexta-feira. O governo brasileiro e a Petrobras querem, porém, explicações sobre a decisão do governo da Província de Neuquén, no sudoeste argentino, de retirar da empresa brasileira a concessão do campo de Veta Escondida, sob argumento de que não teria havido investimentos ou produção suficientes. A "parceria" entre Brasil e Argentina no setor de energia vai além de petróleo e gás, e há projetos conjuntos em biocombustível, energia nuclear e hidreletricidade. O Brasil já garantiu a Argentina contra apagões, com "empréstimos" de energia no passado; essa relação é apontada no governo brasileiro como razão para que não haja muita preocupação com riscos de intervenção governamental da Argentina na Petrobras. |
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