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quarta-feira, 20 de junho de 2012

China e Índia acertam parceria para atuação global

Fonte: Valor Econômico
Autor: Rakesh Sharma | The Wall Street Journal, de Nova Déli

As maiores empresas petrolíferas da Índia e da China fecharam acordo para explorar conjuntamente petróleo e gás natural em todo o mundo. Trata-se de uma tentativa de pôr de lado uma longa rivalidade e fazer melhor uso dos seus conhecimentos e recursos financeiros para garantir o suprimento de combustível às suas economias em rápido crescimento.

Embora os dois países deficientes em energia já trabalhem juntos em projetos internacionais de petróleo, eles têm um histórico de relações ruins e de propostas de alianças para comprar ativos estrangeiros e petróleo bruto que na maioria das vezes não vingaram.

De acordo com pacto preliminar assinado segunda-feira entre a estatal indiana Oil & Natural Gas Corp. e a chinesa National Petroleum Corp., elas vão explorar conjuntamente ativos em outros países, consolidando parcerias existentes em Mianmar, Síria e Sudão.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Brasil e Japão assinam memorandos em tecnologia naval e petróleo

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, assinou dois Memorandos de Entendimento durante visita ao Japão. Na última terça-feira, Pimentel e o ministro japonês da Terra, Infraestrutura, Transportes e Turismo, Takeshi Maeda, assinaram documento que prevê transferência de tecnologia entre os dois países na área naval.
O memorando, com validade prevista de cinco anos, é parte do esforço brasileiro para importar e desenvolver tecnologia em um setor que deverá passar por grandes transformações com o início da exploração da camada de petróleo do pré-sal. Pimentel estima que nos próximos seis anos o Brasil precisara de aproximadamente 5 mil embarcações – desde sondas de extração de alta complexidade a barcos de apoio – para explorar o petróleo em águas profundas.
Já nesta quarta-feira, ultimo dia da visita a Tóquio, Pimentel e o ministro da Economia, Comércio e Indústria do Japão, Yukio Edano, participaram da cerimônia de assinatura de um memorando para a associação entre as empresas SOG Óleo e Gás S/A, do Brasil, e Toyo Engineering Corporation, do Japão. As duas companhias vão formar duas empresas que atuarão no Brasil justamente na área de construção e integração de plataformas marítimas. O inicio das operações está previsto para junho de 2012.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

China e Filipinas acirram disputa por área rica em petróleo e gás

Fonte: RFI
Autora: Janaína Silveira


As relações diplomáticas entre China e Filipinas enfrentam um momento de tensão. O gigante asiático disputa com o vizinho uma área rica em petróleo no Mar do Sul da China. Na mesma região, a China mantém disputas territoriais com Vietnã, Brunei, Malásia e Taiwan.


O tom das conversações entre China e Filipinas sobre a disputa de ilhas desabitadas no arquipélago de Scarborough, no Mar do Sul da China, é cada vez mais bélico.

A área rica em petróleo e gás voltou ao centro das tensões em abril, quando os chineses afirmaram que navios pesqueiros haviam sido intimidados pelos filipinos.

Desde então, a China já fez três reclamações formais aos filipinos, sobre o que considera atuação sobre suas águas. A última ocorreu nesta terça-feira, num movimento visto como um recrudescimento nas negociações. Os próprios chineses dizem que é difícil ser otimista em relação ao impasse.

Um alento veio com o anúncio de uma possível parceria sino-filipina para exploração de gás na região. Certo é que a primeira perfuração de petróleo em águas profundas por parte da China começará em breve no Mar do Sul da China, a 320 quilômetros de Hong Kong. Não é a zona disputada, mas está próxima.

Apenas neste mar, a China mantém disputas territoriais também com Vietnã, Brunei, Malásia e Taiwan.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

UE vota hoje retaliação comercial à Argentina


Fonte: O Globo
Autora: Priscila Guilayn
Por expropriação da YPF, Parlamento europeu analisa excluir o país de sistema que permite tarifas privilegiadas

MADRI. O Parlamento europeu votará hoje uma resolução para suspender a Argentina do Sistema Geral de Preferências (SGP), em retaliação à expropriação do grupo espanhol Repsol do controle acionário da petrolífera YPF. Se confirmada, seria a primeira medida concreta da União Europeia (UE) contra o governo da presidente Cristina Kirchner. O SGP é um tratado que beneficia a troca comercial por meio tratamento tarifário privilegiado.

Também hoje, no Conselho de Ministros espanhol, serão analisadas as medidas que a Espanha tomará contra a Argentina, e será definida a pauta a ser discutida com os ministros de Relações Exteriores da UE na reunião da próxima segunda-feira, na qual a reestatização da YPF estará na ordem do dia. O chanceler espanhol, José Manuel García-Margallo, se reuniu ontem com dez membros do Clube de Berlim, restrito grupo de ministros europeus formado para discutir o futuro europeu, e pediu seu apoio no litígio que a Madri pretende empreender contra Buenos Aires. García-Margallo disse que obteve resposta positiva de todos, embora não tenha sido elaborado um plano concreto.

Madri tem apoio dos EUA e do Banco Mundial

A Espanha também recebeu o apoio dos EUA, depois de uma reunião entre García-Margallo e a secretária de Estado americana, Hillary Clinton. Juntos, estudarão a possibilidade de recorrer ao Banco Mundial (Bird), ao Fundo Monetário Internacional (FMI), ao G-20 (grupo das 20 maiores economias mundiais) e ao Clube de Paris (instituição informal que renegocia dívidas, formada em 1956 quando a Argentina aceitou reunir-se com seus credores). A intenção é conseguir que Cristina Kirchner retifique sua decisão de expropriar YPF.

Argentina expropria, mas Brasil investe

Fonte: Correio Braziliense
Ministro Edison Lobão ignora risco no país vizinho e assegura que planos da Petrobras na região estão mantidos. Ontem, foi a vez de Cristina Kirchner reestatizar empresa de gás da YPF
A presidente argentina, Cristina Kirchner, realizou a expropriação do controle acionário de uma segunda subsidiária da espanhola Repsol. Depois de confiscar, na segunda-feira, 51% das ações da petroleira YPF, o novo alvo foi a YPF Gás, distribuidora de gás butano e propano, conforme decreto publicado ontem no Diário Oficial. Os interventores anunciaram também a perfuração e reparação de mil poços da empresa. "Esta medida não só é central para o abastecimento normal da indústria e da agricultura, mas também garante o acesso a setores de baixa renda que não têm serviço de rede através do Garrafa para Todos", informou o governo.

O capital da distribuidora está dividido entre Repsol Butano (84%), Pluspetrol (15%) e outros (1%). A empresa separa, embala, transporta, distribui e vende gás liquefeito de petróleo (GLP). A Butano S.A tem forte presença na Espanha e a Pluspetrol é a quarta produtora argentina de hidrocarbonetos. A Casa Rosada ressaltou que a intervenção da YPF começou também a delinear um plano para perfurar e reparar mais de mil poços em diferentes áreas em que atua, como parte das atividades destinadas a aumentar a produção e refino de hidrocarbonetos e normalizar as atividades da companhia petrolífera.

Mesmo com a segunda nacionalização em menos de uma semana, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, informou ontem que o governo brasileiro está avaliando a possibilidade de ampliar os seus investimentos na Argentina. Segundo Lobão, a intensificação dos negócios da Petrobras no país vizinho foi um pedido da própria presidente Cristina Kirchner durante sua visita à Casa Rosada em março. O assunto será tratado hoje em reunião dele e da presidente da estatal brasileira, Maria das Graças Foster, com o ministro do Planejamento argentino, Julio Miguel de Vido.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Brasil destaca diálogo com Argentina e minimiza os riscos para a Petro

Fonte: Valor Econômico
Autor:  Sergio Leo

O governo brasileiro conta com os mecanismos de cooperação e diálogo na área de energia para evitar danos aos interesses da Petrobras na Argentina; e há expectativas na diplomacia brasileira de que o governo argentino possa até ampliar oportunidades de atuação da empresa no país vizinho, apurou o Valor.

Na sexta-feira, como informou o Valor, o ministro de Minas e Energia, Édson Lobão, e a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, terão reunião com o ministro do Planejamento argentino, Júlio De Vido, marcada antes do anúncio de tomada das ações da espanhola Repsol na YPF.

O próprio de Vido havia anunciado a reunião, na semana passada, após reunião com executivos da Petrobras em que, segundo o ministério, foram discutidos "projetos de desenvolvimento" no setor de petróleo e gás. Em comunicado oficial, o ministro argentino previu a discussão de projetos de investimento com a Petrobras nessa próxima reunião de sexta-feira.

O governo brasileiro e a Petrobras querem, porém, explicações sobre a decisão do governo da Província de Neuquén, no sudoeste argentino, de retirar da empresa brasileira a concessão do campo de Veta Escondida, sob argumento de que não teria havido investimentos ou produção suficientes.

A "parceria" entre Brasil e Argentina no setor de energia vai além de petróleo e gás, e há projetos conjuntos em biocombustível, energia nuclear e hidreletricidade. O Brasil já garantiu a Argentina contra apagões, com "empréstimos" de energia no passado; essa relação é apontada no governo brasileiro como razão para que não haja muita preocupação com riscos de intervenção governamental da Argentina na Petrobras.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

REESTATIZAÇÃO NA ARGENTINA VAI A TRIBUNAL INTERNACIONAL

Fonte: O Globo
Autores: Janaína Figueiredo e Priscila Guilayn

Argentina diz que não reconhece os US$ 10 bi cobrados pela Repsol por expropriação
Um dia após ter anunciado a expropriação da Repsol-YPF e provocado uma crise com a Espanha, o "governo K", da presidente argentina, Cristina Kirchner, deixou claro que não pagará uma indenização de 8 bilhões (cerca de US$ 10 bilhões), como quer a empresa. O encarregado de anunciar a posição da Casa Rosada na queda de braço que chegará a tribunais internacionais foi o vice-ministro da Economia, Axel Kicillof, autor do projeto de lei que começou a ser debatido ontem no Congresso . Em quase três horas, o jovem economista defendeu a ação do governo argentino e assegurou que a criação de uma nova YPF foi necessária já que "os objetivos da Repsol não estavam em sintonia com os objetivos do país".

Dirigentes da oposição lembraram ontem que a própria presidente votou a favor da privatização da YPF na década de 90, quando era deputada. Os funcionários de seu governo argumentaram que "os tempos mudaram e hoje as necessidades do país são outras".

- Vamos pagar o custo real, não os US$ 10 bilhões que diz (Antonio) Brufau (diretor-executivo da Repsol). Onde diz isso? - questionou Kicillof, que acusou a Repsol de ter usado os recursos obtidos na Argentina para ampliar negócios em outros países, prejudicando a produção nacional de petróleo, e obrigado o governo a desembolsar quase US$ 10 bilhões para importar combustíveis no ano passado. - Nosso crescimento não pode estar ameaçado por empresas estrangeiras que têm lógicas diferentes.

Rajoy: medida afeta todo o continente

O objetivo do governo argentino é que, na próxima semana, seja aprovado no Senado o projeto que declara de interesse público a produção, exploração, comercialização e distribuição de petróleo. A votação na Câmara ficaria para maio. Ontem, Kicillof, acompanhado pelo ministro do Planejamento, Julio De Vido, lembrou que o valor da indenização à companhia espanhola, após a transformação do projeto em lei, será determinado pelo Tribunal de Avaliação do Estado argentino.

Longe de se preocupar com a reação internacional e possíveis retaliações por parte da Espanha e de outros países da União Europeia (UE), o governo argentino transmitiu por Kicillof uma mensagem às empresas que operam no país, nacionais e estrangeiras:

terça-feira, 17 de abril de 2012

Espanha anuncia represálias à estatização da Repsol na Argentina

Fonte: RFI
Fonte: Luisa Belchior


A reação da Espanha ao anúncio feito pelo governo argentino de estatizar a YPF, filial da Repsol, foi de grande indignação, tanto por parte do mercado, quanto do governo e até mesmo da oposição. O grupo petrolífero espanhol anunciou que vai pedir compensações em instâncias internacionais.
Em menos de 24 horas, o anúncio da estatização criou uma espiral de tensão diplomática entre os dois países e tomou todas as atenções da imprensa.

Na noite de segunda-feira o governo espanhol já havia anunciado fortes represálias a Argentina. Já a Repsol prepara uma ação jurídica contra o governo de Cristina Kirchner e vai exigir o pagamento de oito bilhões de euros (18 bilhões de reais).

O presidente da companhia, Antonio Brufau, que falou pela primeira vez sobre o caso nesta manhã, afirmou que Kirchner quer controlar a YPF por causa da recente descoberta de um campo de petróleo pela empresa espanhola em território argentino.

Também nesta manhã o ministro de Indústria, José Manoel Soria, acusou a Argentina de desapropriar a YPF para esconder uma crise social interna e afirmou que o país latino já não é um mercado seguro para empresas europeias.

O mercado já reagiu à notícia. As ações da Repsol caíram 8% logo depois da abertura da bolsa de Madri, que conseguiu abrir em alta de 1,1%. Nesta terça-feira, o Banco Central espanhol faz novo leilão para tentar vender mais títulos da dívida e teme que a crise com a Argentina contagie a operação.

Ataque à parte, o primeiro contato direto entre os dois governos será feito ainda nesta terça-feira através do embaixador argentino na Espanha, que foi convocado para uma audiência no Ministério de Assuntos Exteriores. O premiê Mariano Rajoy, que ainda não fez declarações sobre o caso, viajou nesta terça-feira para o México e a Colômbia, onde tentará angariar apoio contra a Argentina.

Medida Argentina abala relação com Espanha

 
 
É realmente triste como em pouco tempo alguns governos conseguem destruir um ambiente de segurança jurídica que leva anos para ser conquistado.
 
 
Com uma concepção antiga e perigosa de soberania absoluta, rompem  compromissos já firmados, repelindo investimentos estrangeiros diante da insegurança jurídica que fomentam!
 
 
Lamentável!



Argentina reestatiza YPF e torna petróleo de 'interesse público'
Fonte: Valor Econômico

Autores: Matt Moffett e Taos Turner | The Wall Street Journal, de Buenos Aires
A presidente argentina Cristina Kirchner, em decisão que marca um divisor de águas na expansão do controle do Estado sobre a economia, vai estatizar a maior empresa de petróleo do país, a YPF, que pertence à espanhola Repsol. Projeto de lei enviado ao Congresso dispõe que 51% da empresa pertencerão aos governos federal e provinciais e que o setor de hidrocarbonetos é de "interesse público nacional". É praticamente certo que o projeto será aprovado.
O governo não perdeu tempo para afirmar seu controle. Uma fonte a par da situação disse que executivos espanhóis foram impedidos de entrar na sede da YPF, em Buenos Aires. Depois do discurso de Cristina, o governo publicou decreto de emergência anunciando uma "intervenção" nas operações da companhia, que ficará sob a autoridade do ministro do Planejamento, Julio de Vido.

A presidente argentina Cristina Kirchner, numa decisão que marca um divisor de águas na expansão do controle do Estado sobre a economia, disse que enviará um projeto de lei ao Congresso para estatizar a maior petrolífera do país, a YPF. A medida põe mais lenha na batalha com a controladora da empresa, a espanhola Repsol.

A decisão acirrou uma batalha com os acionistas da Repsol e com o governo espanhol.

Segundo a proposta, que declara o setor de hidrocarbonetos de "interesse público nacional", os governos federal e provinciais da Argentina terão 51% da empresa. É praticamente certo que o projeto será aprovado pelo Congresso argentino, onde o partido peronista de Cristina detém a maioria.

O projeto diz que o governo obterá sua fatia somente com ações em poder da Repsol, o que deixaria a empresa espanhola com 6% da YPF, em vez dos atuais 57%.

A nacionalização marca o ápice de uma batalha de mais de um mês entre a YPF e o governo de Cristina. O governo culpa a YPF pela queda na produção petrolífera, o que obrigou a Argentina a gastar muito com a importação de combustível, num momento em que o país sofre uma escassez de dólares devido a uma fuga de capitais.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Medidas podem dificultar exploração do xisto

Fonte: Valor Econômico
Autores:  Mateus Craze e Brian Swint | Bloomberg

A Argentina terá dificuldades em atrair investidores para explorar seus campos de xisto, que contêm estimados 22 bilhões de barris de petróleo equivalentes, após ter revogado as licenças da YPF e da Petrobras devido a uma desavença sobre investimentos.

A exploração dos recursos naturais no campo de Vaca Muerta, na Província de Neuquén, é de "fundamental importância" para que o país revitalize sua centenária indústria de petróleo e gás, disse a YPF em fevereiro, ao anunciar a descoberta. O país poderá dobrar sua produção em uma década, investindo US$ 25 bilhões por ano para explorar os campos, disse a companhia.

A Argentina está buscando ajuda para explorar os recursos numa área que abriga cerca de metade das reservas de 50 bilhões de barris contidas no chamado pré-sal brasileiro, após ter revogado licenças da YPF e da Petrobras e congelado o preço do petróleo em US$ 42 por barril durante a década passada.

"Nenhuma das grandes companhias petrolíferas gostaria de entrar num campo expropriado de outra grande petroleira", disse Peter Hutton, analista da RBC Capital Markets, de Londres. "O xisto está no radar de todo mundo, mas há incertezas, no momento."

quarta-feira, 21 de março de 2012

Arábia Saudita diz que preços do petróleo são "injustificados"

Fonte: Valor Econômico

A Arábia Saudita pode elevar sua produção em até 25% imediatamente caso seja necessário. A informação foi dada ontem pelo ministro do Petróleo do país, Ali al-Naimi, em Doha, no Catar.

Al-Naimi disse que os atuais preços da commodity são "injustificados" e descartou a possibilidade de o estreito de Hormuz, principal rota para o transporte de petróleo no mundo, ser fechado. Anteriormente, autoridades do Irã chegaram a ameaçar interromper a rota, por causa das sanções internacionais contra o país. "Se vocês acreditam que Hormuz será fechado, eu venderei a vocês o Empire State ou as pirâmides do Egito", disse al-Naimi. "Eu quero garantir a vocês que não há falta de abastecimento no mercado. A Opep está suprindo o necessário e temos reservas adicionais."

Em novembro, a Arábia Saudita elevou sua produção para 10 milhões de barris ao dia, o maior volume em pelo menos três décadas. O país, maior exportador de petróleo mundial, tem capacidade para produzir 12,5 milhões de barris ao dia e deve produzir por volta de 9,9 milhões de barris ao dia neste mês e em abril, segundo o ministro.

Até 1 milhão de barris ao dia do Irã podem ser perdidos por conta do embargo imposto por Estados Unidos e União Europeia, afirmou a Agência Internacional de Energia em relatório na semana passada.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Argentina corta incentivos e exige alta na produção de petróleo

Fonte: O Estado de S. Paulo

A Argentina exigirá que as petroleiras do país operem campos de petróleo e gás a plena capacidade, informou a agência estatal Telam neste sábado, um dia após o governo cortar 461 milhões de dólares em benefícios fiscais anuais de empresas que atuam no setor de combustíveis.

A redução de incentivos fiscais anunciada na sexta-feira afeta a Petrobras, além de empresas como Panamerican Energy, de propriedade da BP e Bridas firmes locais; YPF, a unidade local da espanhola Repsol, e a Sinopec, da China.

O governo da presidente Cristina Fernandez culpa as empresas petrolíferas do setor privado pelo declínio da produção de óleo bruto do país.

A terceira maior economia da América Latina é cada vez mais dependente das importações de energia para atender a demanda de gás natural e petróleo, que subiu desde 2003, depois de uma profunda crise econômica.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

México debate abrir setor de petróleo

Fonte: Valor Econômico - 25/11/2011
Enrique Peña Nieto, o candidato favorito para vencer as eleições presidenciais do México, que no mês passado havia revelado a intenção de abrir o setor petrolífero do país, vem nos últimos dias dando mais detalhes da sua proposta e cita a Petrobras como um exemplo a ser seguido.

O candidato do Partido Revolucionário Institucional (PRI), que governou o México durante 71 anos até 2000 e agora faz oposição ao Partido da Ação Nacional (PAN), do presidente Felipe Calderón, afirmou em entrevista à agência Bloomberg que quer fazer da abertura do setor o seu "tema emblemático". Ele vinculou o sucesso de um governo seu à atração de investimentos privados para o setor e à venda ao público de ações da estatal Pemex. A Constituição mexicana atualmente reserva somente ao Estado a exploração de reservas petrolíferas. Essa restrição está limitando a capacidade da Pemex de trabalhar com empresas privadas.

"Parece-me que teremos que esperar muito tempo se seguirmos aguardando que a Pemex sozinha desenvolva a infraestrutura e sua capacidade produtiva de exploração, produção, refino e petroquímica básica", disse em entrevista ao canal Foro TV. "Estamos perdendo uma janela de oportunidade para atrair um grande investimento de capital que gere empregos e libere o potencial que essa empresa tem."