Fonte: O Estado de S. Paulo
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Autora: Vera Thorstensen
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Por mais de seis décadas, ao longo da história do Acordo Geral de Tarifas e Comércio (Gatt, na sigla em inglês) e da Organização Mundial do Comércio (OMC), o tema câmbio e comércio despertou, e ainda desperta, acalorados debates. Para muitos, a instituição internacional responsável pela supervisão do câmbio é o Fundo Monetário Internacional (FMI), criado, juntamente com o Banco Mundial e o Gatt, na década de 1940. Com a produção e o comércio globalizados, no entanto, desalinhamentos cambiais passaram a fazer parte da estratégia comercial. E, como tal, passam a ser assunto também da OMC.
Quando o Brasil levantou o tema do câmbio na OMC, algumas vozes se insurgiram contra a iniciativa. Uns alegam que ela seria apenas uma manobra para esconder os verdadeiros problemas do País, como altas taxas de juros, de impostos e custos de infraestrutura. Outros temem que o feitiço possa voltar-se contra o Brasil. Essas são visões estreitas. Na verdade, desde 1980, em ciclos, o número de anos em que o câmbio do Brasil esteve desvalorizado é o mesmo em que esteve valorizado. A questão do câmbio não afeta só o Brasil. Ela é sistêmica.
Com o desmoronamento do padrão-ouro nos anos 1970, os países passaram a praticar regimes mais ou menos livres de flutuação. Mas um dado é evidente: no comércio, câmbio desvalorizado representa subsídio direto às exportações e câmbio valorizado significa a redução ou anulações das tarifas negociadas na OMC.
Já existem diversas metodologias para estimar desalinhamentos cambiais a partir de seu equilíbrio teórico. |
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terça-feira, 28 de agosto de 2012
Câmbio na OMC
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Mudança de imposto não mexe no dólar
| Fonte: Valor Econômico |
| Autores: Eduardo Campos e João José Oliveira |
Depois de três altas seguidas e ganho acumulado de 2,4%, o dólar fechou a quinta-feira em baixa. A moeda americana caiu 0,68%, para R$ 2,058. No entanto, não foi a mudança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre as captações externas que chamou os vendedores ao mercado (leia mais sobre IOF na página ao lado). De fato, o dólar passou a maior parte do dia rondando a estabilidade. As vendas tomaram corpo por volta das 15h30, conforme passaram a circular pelas mesas de operação informações de que o governo poderia rever o IOF de 1% que incide sobre ampliação de posição vendida em derivativos de dólar. As ordens de venda cresceram ainda mais e o dólar atingiu a mínima do dia a R$ 2,05 (-1,06%) depois que saíram notícias no mercado externo dando conta de que os bancos centrais estão prontos para promover ações coordenadas de injeção de liquidez dependendo do resultado das eleições gregas do fim de semana. De volta aos fatos, segundo o economista e professor da PUC-Rio, André Cabus Klotzle, a mudança do IOF tem efeito apenas residual, pois a maior parte das empresas vem captando com prazos superiores. |
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Governo pode reverter medidas da 'guerra cambial'
Fonte: O
Estado de S. Paulo
Autor:
Fernando Nakagawa
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A entrada de dólares no início de junho é um respiro após a forte saída em maio. O alívio, porém, não é uma mudança radical de ares, já que a tensão com a crise continua. Às vésperas de eleições na Grécia e com a situação nebulosa na Espanha e na Itália, o mercado tende a seguir volátil. Por isso, o governo já fala abertamente que pode reverter algumas das restrições impostas recentemente à entrada de moeda estrangeira no Brasil.
Exatamente como pede parte do
mercado há algumas semanas, o governo avalia acabar com alguns dos obstáculos
ao ingresso de dólares criados nos últimos meses para a defesa do País na
chamada "guerra cambial".
A cobrança de Imposto sobre
Operações Financeiras (IOF) em empréstimos no exterior de até cinco anos é
uma das medidas adotadas para encarar a "guerra", mas pode agora
ser desmontada.
Isso poderia ser feito porque a
crise se alastra pela Europa. O efeito é um aumento da desconfiança, os
ativos do Brasil perdem a atratividade e diminui a oferta de crédito externo.
Nos últimos dias, declarações mostram que o ministro da Fazenda, Guido
Mantega, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, compartilham a
mesma avaliação.
Ao jornal O Globo, Mantega
reconheceu que algumas dessas ações foram fortes e, no atual cenário, podem
ser repensadas. "Algumas medidas poderão ser revistas no seu devido
tempo. O aumento do IOF para empréstimos de até cinco anos é uma medida
rigorosa. Poderia dizer que é a primeira da fila para ser revogada",
disse o ministro.
A linha de raciocínio é
semelhante à defendida por Tombini. No Senado, na terça-feira, o presidente
do BC defendeu que as ações adotadas não eram "controle de capital"
e sim "prudenciais". E por terem esse caráter, podem ser
revertidas.
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quarta-feira, 6 de junho de 2012
BC muda orientação para o câmbio
| Fonte: Valor Econômico |
| Autor: Cristiano Romero |
Em outra frente, o BC dá indicações de que promoverá mais um corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic), na reunião de 11 de julho, e de que outros cortes dependerão da avaliação da crise. O desempenho medíocre da economia no primeiro trimestre não mudou a estratégia. O crescimento de apenas 0,2% já estava na conta do BC, que, por meio do IBC-Br, indicador que estima a atividade econômica, projetara expansão de apenas 0,15% entre janeiro e março. O desempenho decepcionante do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre não muda a estratégia da política de juros do Banco Central (BC). O crescimento de apenas 0,2% da economia já estava na conta do BC, que, por meio do IBC-Br, indicador que estima o comportamento da atividade econômica, projetara expansão de apenas 0,15% entre janeiro e março. Se nada de extraordinário ocorrer até a próxima reunião, marcada para 11 de julho, o Comitê de Política Monetária (Copom) promoverá mais uma redução de 50 pontos-base na taxa básica de juros (Selic), fixando-a em 8% ao ano. Dado o elevado grau de incerteza da economia mundial e de seus efeitos sobre o Brasil, o movimento seguinte do Comitê ainda é incerto. As indicações do que será feito serão dadas apenas em meados de junho, à época do próximo encontro do Copom. O ambiente internacional, variável-chave no cenário com que o BC trabalha, é dado por baixo crescimento na Europa, com recessão em alguns países; recuperação moderada da economia americana; e pouso suave da China (crescimento entre 7,5% e 8%). Esse quadro só se altera se houver um evento nas próximas semanas. |
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Governo pode reverter restrição no câmbio
| Fonte: Valor Econômico |
| Autor: Claudia Safatle |
O governo brasileiro tem uma larga margem de atuação para reagir à crise caso a situação na Europa se agrave a ponto de gerar uma parada abrupta do crédito externo, dentre outros efeitos perversos sobre o país. Além de dispor de US$ 372,5 bilhões em reservas cambiais para enfrentar uma escassez temporária de recursos internacionais, há um leque de medidas de restrição cambial tomadas quando a taxa de câmbio se valorizava que poderiam ser alteradas, como o IOF sobre empréstimos externos com prazo inferior a cinco anos e até mesmo a taxação no mercado de derivativos (neste caso, a resistência a mexer é maior). |
terça-feira, 29 de maio de 2012
Argentina amplia controle cambial
Fonte: O Globo
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Autora: Janaína Figueiredo
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Quem quiser comprar dólar para viajar terá de informar previamente ao Fisco
Depois de ter reforçado o controle no mercado cambial, há dez dias, e provocado uma disparada da cotação do dólar paralelo - que chegou a 6 pesos, contra 4,46 do oficial -, ontem o governo Cristina Kirchner publicou no Boletim Oficial (o Diário Oficial argentino) novas regras para a compra de moeda americana em viagens ao exterior. A partir de hoje, os argentinos que desejem adquirir dólares para usar em outros países deverão informar à Afip (a Receita Federal local) detalhes da viagem e apresentar uma série de documentos, equivalentes ao CPF e à carteira de trabalho brasileiros.
Segundo fontes do mercado, o objetivo é evitar que as agências de turismo, que têm livre acesso às moedas estrangeiras, comprem dólares no mercado oficial e vendam no paralelo para ficar com a diferença. Com as informações fornecidas pelo contribuinte, a Afip determinará se este pode ou não comprar dólares e autorizará um montante máximo.
A medida, que já vem sendo chamada de "corralito verde" por muitos argentinos, foi implementada pelo governo depois da confirmação de que, em abril, a venda de dólares chegou a US$ 1,2 bilhão. As primeiras ações do Executivo para conter a demanda pela moeda americana foram adotadas em novembro de 2011. No mês anterior, em plena campanha eleitoral, os argentinos adquiriram US$ 3 bilhões, e grande parte desse montante foi transferido para contas no exterior. Após a adoção dos primeiros controles, a venda mensal de dólares caiu para cerca de US$ 500 milhões.
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segunda-feira, 28 de maio de 2012
BC oferta US$ 12 bi em swaps, e dólar recua
| Fonte: Valor Econômico |
| Autores: Eduardo Campos e João José Oliveira |
Ainda é cedo para falar que o dólar perdeu completamente a tendência de alta, pois nunca se sabe que notícias o quadro externo pode produzir, mas é certo que a corrida de compra entrou em pausa e não foram as condições de mercado que mudaram. O que mudou foi a postura do governo com relação ao câmbio. Em seis leilões de swap cambial o Banco Central (BC) colocou à disposição do mercado nada menos do que US$ 12,075 bilhões. Desses, cerca de US$ 5,4 bilhões foram tomados. Cabe uma breve distinção, mas o que ocorreu foi uma venda de dólar futuro nessas proporções. O BC primeiro "zerou" os swaps reversos (que equivalem à compra de dólar futuro) que tinha ofertado quando o dólar caía e depois vendeu "novos" contratos. Essa atuação, aliada ao aceno de que o grau de volatilidade preocupa a autoridade monetária, descolou o câmbio local do movimento externo. |
Argentina aumenta rigor sobre compra de dólares
| Fonte: Valor Econômico |
| Autor: César Felício |
O governo argentino reagiu com ainda mais rigor sobre a demanda de dólar por parte de pequenos poupadores. Hoje entra em vigor outra restrição, obrigando a compradores de pacotes turísticos a informarem à AFIP, o órgão da receita, dados como a duração da estadia no exterior, o destino final e as escalas aéreas. A justificativa do governo é que a medida visa a coibir fraudes: as agências podem adquirir dólares pelo mercado oficial, onde a cotação está 4,48 pesos pela moeda americana e os pacotes são vendidos na moeda local, parceladas em prestações congeladas pela cotação do dia do fechamento do contrato. Desde novembro, diversas medidas foram tomadas pelo governo argentino para restringir a compra de dólares por pessoas físicas ou jurídicas. Dado o costume no país de se entesourar moeda estrangeira, as reservas do país passam por constantes crises de volatilidade. No ano passado, saíram do mercado financeiro cerca de US$ 23 bilhões. O turismo não havia sido afetado por nenhuma das restrições já existentes. |
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Moeda chinesa atinge ponto de equilíbrio e pode até se desvalorizar
| Fonte: Valor Econômico |
| Autor: Robert Cookson |
Por ser um preço que afeta todo o comércio e os investimentos entre as duas maiores economias do mundo, o câmbio entre o yuan e o dólar há muito vem sendo uma fonte de controvérsia política. Assim foi mais uma vez na semana passada, quando o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Tim Geithner, afirmou aos seus colegas chineses, mais uma vez, que o yuan "precisa" se valorizar mais em comparação ao dólar e a outras moedas. Desta vez, o tom foi mais brando que no passado. Ao falar no encontro anual EUA-China, em Pequim, Geithner disse que o yuan subiu 13% em relação ao dólar, em termos reais, nos últimos dois anos. |
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Taxas de câmbio mostram tensão quanto à Argentina
| Fonte: Valor Econômico |
| Autor: Ken Parks - The Wall Street Journal |
A atitude da Argentina de nacionalizar sua maior petrolífera está aumentando os temores dos investidores sobre as políticas econômicas do país e pressionando ainda mais o valor de sua moeda. A preocupação com o direcionamento econômico adotado pelo governo da Argentina aumentou a diferença entre o câmbio oficial e o paralelo - determinado principalmente por empresas que fazem transações complexas nos mercados de ações e títulos de dívida para poder conseguir dólares - para o maior nível dos últimos anos. Essa cotação do dólar, chamada de "blue-chip swap", caiu em 18 de abril, dois dias depois do comunicado governamental, para 5,69 pesos argentinos por dólar, 29% abaixo do câmbio oficial. Foi a maior diferença desde novembro de 2008, auge da crise financeira. O catalisador mais recente surgiu quando a presidente Cristina Kirchner disse que seu governo iria nacionalizar uma fatia majoritária da YPF SA. A diferença entre as duas taxas de câmbio já vinha aumentando desde que a presidente implementou uma série de controles cambiais e restrições às importações, após sua reeleição em outubro. O blue-chip swap envolve a compra de dívida soberana argentina ou ações locais de companhias listadas nos Estados Unidos, e a subsequente troca desses papéis no exterior por dólares. A blue-chip swap é a taxa de câmbio implicita nessas transações. |
segunda-feira, 23 de abril de 2012
EXPORTADOR INSEGURO COM DÓLAR
| Fonte: Valor Econômico |
| Autores: Vanessa Jurgenfeld, Sérgio Ruck Bueno, Rodrigo Pedroso e Marta Watanabe |
A principal dúvida dos empresários é quanto à manutenção desse patamar. Apesar das recentes intervenções do Banco Central no mercado de câmbio e das repetidas declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, indicando o câmbio a R$ 1,80 como piso, a atitude dos empresários é de cautela. Eles temem nova valorização do real, que afete a rentabilidade recém-recuperada. Nos últimos 12 meses — mesmo sem considerar o patamar recente do câmbio — a rentabilidade da exportação cresceu 7,7%. As recentes atuações do Banco Central para segurar o dólar a pelo menos R$ 1,80, patamar que tem sido sinalizado como mínimo pelo governo federal, ainda não convenceram os exportadores. O clima generalizado ainda é de cautela, causada principalmente pelo receio de novas oscilações. Quem está mais otimista arrisca dizer que a manutenção de um real mais desvalorizado permitirá repor margem de lucro ou repassar a vantagem para o preço. A indústria de eletrodomésticos Latina, a Bosch, de eletrodomésticos, ferramentas e autopeças, além de calçadistas gaúchos como o grupo Priority e Piccadilly, estão entre as empresas que, apesar da cautela, avaliam a possibilidade de recuperar rentabilidade ou repassar a vantagem no preço. Valdemir Dantas, presidente da fabricante de eletrodomésticos Latina, disse que esse novo nível de dólar, se efetivamente mantido, deve alterar o preço de exportação. Provavelmente o que deve acontecer é que a vantagem cambial seja dividida entre a recomposição de margem e a redução do preço das vendas ao exterior. Como resultado, os produtos da empresa ganham um pouco mais de competitividade no mercado externo. A empresa exporta lavadoras de roupas para Paraguai, Chile e Bolívia. "Nosso principal mercado externo é o Paraguai. Lá concorríamos com as lavadoras da Argentina e com outros fabricantes brasileiros. Desde setembro, porém, começaram a chegar lá lavadoras da China." Cerca de 4% do faturamento da Latina vem de exportação. Gaston Diaz Perez, diretor-financeiro da Bosch, diz que a volatilidade do câmbio é um entrave para a expansão das vendas ao exterior. O efeito prático da desvalorização cambial na companhia foi a "descompressão da margem de lucros", atingida pelo real mais valorizado em 2011. Para aumentar o mercado externo ou repassar a vantagem aos preços, diz Gaston, seria necessário maior estabilidade no câmbio. "No momento, o mercado não vê um patamar sustentável, sólido. O volume das exportações aumenta se houver perspectivas de mais estabilidade para médio e longo prazo", afirma. Para conquistar mais clientes nos Estados Unidos e Europa, principais mercados da Bosch, o diretor diz que seria necessário dólar perto de R$ 2. Apesar da cautela, fabricantes gaúchos de calçados já pensam que a desvalorização do real pode ter efeito nos preços. |
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Mantega diz que opinião de Lagarde sobre câmbio no país é 'um equívoco'
| Fonte: O Globo |
| Autora: Flávia Barbosa |
A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou ontem que os países emergentes devem trabalhar para corrigir desequilíbrios como, por exemplo, em relação à taxa de câmbio. Num recado que pode ser compreendido como endereçado ao Brasil, ela disse que a apreciação de moedas frente ao dólar é um efeito dos grandes fluxos de capitais para estas economias. Para ela, há dois caminhos: implementação de medidas que visem a corrigir a valorização cambial ou simplesmente aceitar moedas mais apreciadas. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, considerou a afirmação "um equívoco".
O Brasil, segundo relatórios de FMI e Banco Mundial, é um dos que mais atraem capitais estrangeiros desde o estouro da crise, em 2008. Além de estar mais vulnerável à volatilidade dos mercados, o país arca com o efeito colateral de ter o real valorizado frente ao dólar, o que reduz a competitividade nacional.
Governo vai continuar intervindo, diz Mantega
Lagarde também alertou que, diante da volatilidade dos mercados, alguns emergentes devem reorientar as bases do crescimento para o mercado doméstico, adicionando o consumo como motor da expansão, hoje centrada no investimento. Para isso, são necessárias "significativas e profundas reformas em casa", disse em recado à China.
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quinta-feira, 19 de abril de 2012
BC força alta do dólar para ajudar indústria
| Fonte: Correio Braziliense |
| Autor: Carlos Franco |
O dólar encerrou o dia ontem a R$ 1,8797, a maior cotação desde 25 de novembro do ano passado. As cifras por extenso podem parecer complicadas, mas revelam a intenção do Banco Central (BC) em chegar logo ao patamar de R$ 1,90. Para tal, o BC tem realizado todos os dias dois leilões para "enxugar" o dólar no mercado, forçando a sua alta, que também ajuda a indústria nacional a ter preços mais competitivos no exterior. Como a inflação está cadente, o maior valor da moeda norte-americana, se pode ter algum reflexo nos importados, não chegará a impactar a inflação. Desde a quinta-feira passada a autoridade monetária faz dois leilões de compra de dólares no mercado à vista por dia e, no pregão de ontem, não foi diferente: o BC atuou mesmo com a moeda norte-americana em alta, fazendo leilões à tarde com taxas de corte de R$ 1,8703 e R$ 1,8800, testando o mercado financeiro e pagando pela moeda norte-americana mais que o valor que era negociada no balcão naquele instante. Novo patamar |
terça-feira, 17 de abril de 2012
EUA e Europa não tem culpa pelo real forte
Fonte: O Estado de S. Paulo
Autora: Denise Chrispim Marin
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Para Lagarde, política monetária dos ricos não é a principal motivação do fluxo de capital para os países emergentes
Com uma leitura distinta daquela repetida pelo Brics (Brasil, Índia, China, Rússia e África do Sul), a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, afirmou ontem não ser possível atribuir à política monetária dos Estados Unidos e da Europa a responsabilidade pela geração dos enormes fluxos de capitais hoje direcionados aos emergentes.
No dia 9, na Casa Branca, a presidente Dilma Rousseff reclamou ao líder americano, Barack Obama, do "tsunami cambial" provocado por medidas adotadas pelo Federal Reserve para estimular a economia do país.
"Não há evidência de essas políticas monetárias serem a causa direta dos fluxos de capitais para os países emergentes, como o Brasil. Podem ter tido um pequeno papel, mas não foram a maior motivação", disse Lagarde, em entrevista ao Estado e ao jornal italiano Il Sole 24 Ore. "As razões desses fluxos são a taxa elevada de retorno ao investimento, as perspectivas econômicas desses países e o aumento dos preços das commodities." A seguir, os principais trechos da entrevista.
A zona do euro gera preocupação pela ausência de crescimento. Qual é a sua avaliação?
A zona do euro acumulou nível alto de endividamento e manteve crescimento ligeiramente menor do que as outras economias avançadas. Há 18 meses, os mercados e os investidores queriam o ajuste das contas públicas, para restaurar um perfil mais saudável da dívida. Agora, questionam como obter o crescimento em um ambiente de ajuste. A união monetária respondeu com um impressionante arsenal de medidas. Além dos compromissos fiscais e do fortalecimento de governança na zona do euro, houve programas nacionais, medidas inovadoras do Banco Central Europeu e 800 bilhões em apoio potencial prometido pelos países da zona do euro. Ainda assim, os mercados continuam ansiosos, preocupados e hesitantes por causa da incerteza. Apesar de ter lidado inicialmente com a crise de forma fragmentada e sem resposta global, a Europa deu respostas sólidas nos últimos 18 meses.
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China faz nova alteração nas regras cambiais
| Fonte: Valor Econômico |
O governo chinês removeu ontem outra importante barreira técnica que impedia os esforços dos investidores expressarem mais livremente suas avaliações sobre o yuan, apenas dois dias depois de ter anunciado a ampliação da banda de oscilação da moeda frente ao dólar. O movimento demonstra um crescente nível da confiança de Pequim na administração de uma taxa cambial mais volátil. Segundo o órgão regulador do mercado de câmbio da China, os participantes do mercado local poderão manter posições compradas líquidas em yuan contra moedas estrangeiras, colocando fim a uma proibição que durava seis anos e meio e que ajudou as autoridades a restringirem especulações excessivas de alta do yuan. A Administração Estatal de Câmbio disse que sob as novas regras os bancos com volume de negócios em moeda estrangeira inferior a US$ 100 milhões em 2011 poderão ter uma posição cambial vendida líquida em moeda estrangeira de no máximo US$ 3 milhões. Os bancos cujo volume no ano passado ficou entre US$ 100 milhões e US$ 1 bilhão, poderão ter posições vendidas líquidas de US$ 5 milhões. Aqueles como volume acima de US$ 1 bilhão podem ter uma posição vendida líquida de US$ 10 milhões. Os investidores podem realizar lucro de suas posições compradas em yuan se a moeda subir no futuro. |
segunda-feira, 16 de abril de 2012
A vez dos incentivos cambiais
Fonte: O Globo
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Autor: Francisco Dornelles
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Por iniciativa do Brasil a Organização Mundial do Comércio (OMC) realizou recentemente em Genebra seminário para discutir a possibilidade de que, com base no Acordo do GATT e no Acordo sobre Subsídios e Direitos Compensatórios, a desvalorização da moeda, em situações específicas, possa ser caracterizada como uma prática desleal no comércio internacional.
Nessa discussão, foi eliminada a possibilidade de ser considerada prática desleal a desvalorização cambial ocorrida em um país que adote o regime de câmbio flutuante, bem como aquela decorrente de desequilíbrios macroeconômicos, tendo sido examinado, prioritariamente, o caso de países com enormes saldos comerciais e elevado volume de reservas e que mantenham, de forma permanente, sua moeda desvalorizada.
É princípio aceito na área do comércio internacional que uma combinação de ajuste geral das tarifas externas associada com subsídios à exportação possa ter efeito equivalente a uma desvalorização cambial. No sentido inverso, uma desvalorização cambial pode ter efeito equivalente a um ajuste total de tarifas associado a uma rede de subsídios à exportação. A desvalorização da moeda aumenta a competitividade dos produtos exportados e torna mais onerosas as importações
A desvalorização cambial como prática desleal de comércio, discutida na OMC, é polêmica.
Existe a posição de que, em qualquer situação, a desvalorização da moeda só poderia ser considerada prática desleal de comércio através de modificações que viessem a ser introduzidas no Acordo Geral dos Subsídios e Direitos Compensatórios.
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China amplia espaço para moeda flutuar
| Fonte: Valor Econômico |
| Autor: Simon Rabinovitch | Financial Times |
A decisão da China de afrouxar parte de seus controles cambiais, permitindo maior volatilidade nas negociações diárias a partir de hoje, foi bem recebida como um importante passo no sentido de permitir que a moeda chinesa, o renminbi, flutue livremente um dia. A partir desta semana o renminbi poderá subir ou cair 1% ao dia em relação à cotação diária oficial com o dólar, o dobro do intervalo de variação anterior, de 0,5%. A decisão foi anunciada no sábado. Analistas ainda esperam que o banco central chinês mantenha a taxa de câmbio estável nos próximos meses como um amortecedor contra as incertezas da economia global, mas a ampliação da banda de flutuação pavimenta o caminho para um futuro em que as forças de mercado, e não o governo, definirão seu valor. Pequim espera um dia transformar o renminbi numa moeda com lugar de destaque no cenário global, ao lado do dólar e do euro. Ao ampliar a banda, o governo se aproxima do objetivo, embora adicionais - e mais arriscadas - reformas para liberar sua conta de capitais sejam necessárias. Esse foi um "passo importante do Banco Popular da China para aumentar a flexibilidade de sua moeda", disse Christine Lagarde, diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI). |
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Baixa do dólar é limitada por intervenções
| Fonte: Valor Econômico |
| Autor: Eduardo Campos |
Coerente com a tendência que se estabeleceu desde o início da semana, o mercado local segue correlacionado com o que acontece lá fora. Como a quinta-feira foi dia de vender dólar e correr para o risco nos principais mercados, por aqui, não foi diferente. No entanto, o movimento de baixa foi limitado pelas atuações do Banco Central (BC). A autoridade monetária fez duas compras à vista, algo que não acontecia desde o dia 15 de março. Com isso, a queda do dólar comercial ficou limitada a 0,27%, para R$ 1,83, depois de uma mínima intradia de R$ 1,823. No mercado futuro, a baixa foi de 0,51%, com o contrato para maio valendo R$ 1,834, antes do ajuste final de posições. O giro estimado para o interbancário ficou em US$ 2,2 bilhões, cifra elevada e que dá respaldo à percepção de que o dia contou com firme entrada de recursos externos pela conta financeira. No câmbio externo, no entanto, as variações foram mais expressivas. |
Exportadores aumentam procura por contratos cambiais no Banco do Brasil
Fonte: Agência Brasil
Autor: Stênio Ribeiro
As operações de adiantamento sobre contrato de câmbio (ACC) e de
adiantamento sobre cambiais entregues (ACE) somaram US$ 1,9 bilhão em março, de
acordo com registros do Banco do Brasil (BB), divulgados hoje (12).
Foi a melhor contratação para financiamento das exportações em um mês de
março, dando sequência ao ritmo forte de procura por ACC e ACE, que acontece
desde o ano passado. Neste início de ano, os valores somam US$ 4,2 bilhões – um
incremento de 18,6% sobre as operações em igual período de 2011.
Com mais de um terço de participação no mercado de contratações cambiais para
apoiar empresas brasileiras com negócios no exterior, o BB financiou US$ 17,4
bilhões em ACC e ACE no ano passado, superando o recorde histórico de US$ 15,09
bilhões, fechado em 2007.
Historicamente, os exportadores procuram os adiantamentos cambiais como fonte
de recursos para capital de giro e financiamentos da produção exportável e de
sua comercialização. E a procura por ACC e ACE tem aumentado principalmente por
causa da facilidade de operação, pela internet, que representa quase 70% do
total contratado de janeiro a março.
Edição: Rivadavia Severo
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Mantega: medidas cambiais vão continuar
| Fonte: O Globo |
| Autora: Marcelle Ribeiro |
Em discurso na abertura de uma feira especializada em peças e veículos pesados, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que o governo vai continuar tomando medidas cambiais para garantir competitividade aos produtos brasileiros e que vai estimular bancos privados a baixarem os juros para permitir financiamentos baratos para os setores produtivos. Ele também cobrou investimentos dos empresários do setor. Segundo Mantega, o governo tem ajudado, aumentando o volume de crédito para capital de giro, com taxas de juros menores.
- Talvez o custo mais alto hoje para as empresas seja de capital de giro. As empresas pagam de 25% a 30% de juros ao ano de capital de giro. Estamos oferecendo capital de giro a 10% ou 11%. O BNDES vai ter R$ 15 bilhões para capital de giro. O Banco do Brasil tem um volume de capital de giro elevado e a Caixa Econômica também - disse.
Mantega cobrou que os bancos privados acompanhem o que vem sendo feito pelos bancos públicos e fixem juros mais baixos para investidores.
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