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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Caso Boeing – União Europeia acredita que EUA não estão cumprindo as recomendações da OMC

Ontem, 25 de setembro, a União Européia solicitou consultas com os EUA, afirmando que o governo estadunidense vem descumprindo as recomendações do Órgão de Solução de Controvérsias (OSC), feitas no âmbito da disputa relativa aos subsídios concedidos pelos EUA aos produtores estadunidenses de grandes aeronaves civis, mais especificamente à The Boeing Company (DS353).
 
Segundo a União Europeia, após analisar as informações prestadas à OMC pelos EUA referentes à observância das recomendações do OSC, verificou que governo estadunidense continua descumprindo as determinações da Organização, porquanto continua mantendo subsídios específicos que causam efeitos negativos a indústria europeia.
 
Convém lembrar que poderá ser solicitada pela UE a aplicação de sanções* contra os EUA caso se entenda que os Estados Unidos estão descumprindo as recomendações do OSC.
 
 
Relembrando o Caso Boeing
 
Em 2005, a União Europeia (UE) solicitou à OMC a celebração de consultas com os EUA, acusando o governo estadunidense de conceder subsídios proibidos à Boeing, e que essas medidas eram incompatíveis com as normas do Acordo sobre Subsídios e Medidas Compensatórias (ASCM).
 
A Comunidade Europeia alegou que os EUA estavam concedendo cerca de U$ 19 bilhões de subsídios na forma de isenções e outros benefícios fiscais, inclusive pelos governos estaduais de Washington, Kansas e Illinois, bem como na ajuda financeira e outras formas de cooperação por meio da NASA, do Departamento de Defesa (USDOD), do Departamento de Comércio, e do Departamento de Trabalho.
 
Para a CE as medidas estadunidenses violam as alíneas “a” e “b” do art. 3º e as alíneas “a” e “c” do art. 5º, bem como as alíneas “a”, “b”, e “c” do parágrafo terceiro do art. 6º do ASMC. No que respeita ao GATT, a Comunidade Europeia entende que os EUA descumpriram o parágrafo 4º do art. 3º.
 
O Órgão de Apelação, embora tenha confirmado que os EUA concederam subsídios proibidos à Boeing, causando dano às empresas europeias, entendeu que o valor da contribuição financeira é inferior àquela alegada pelos países europeus.
 
Em março de 2012, o Órgão de Solução de Controvérsias aprovou os relatórios do Painel e do Órgão de Apelação. De acordo com os relatórios, os EUA estavam concedendo subsídios aos produtores estadunidenses de grandes aeronaves civis, mais especificamente à The Boeing Company, medida esta considerada incompatível com as normas da OMC, solicitando que os EUA tornem suas normas compatíveis com as regras do comércio internacional.
 
Por fim, insta lembrar que o conflito entre EUA e UE é maior do que pode parecer, havendo também na OMC uma reclamação apresentada pelo governo estadunidense contra a UE, alegando que os países europeus concedem subsidios proibidos à Airbus, por meio de financiamentos a juros baixos. A medida européia também foi considerada incompatível com as normas internacionais de comércio.
 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Exportação de açúcar da UE supera o limite autorizado pela OMC

Fonte: Valor Econômico
Autor:   Assis Moreira

O volume das exportações de açúcar da União Europeia (UE) deverá ultrapassar em 50% o limite autorizado pela Organização Mundial do Comércio (OMC) no ano-cota ("marketing year") que começou em outubro de 2011 e terminará neste mês de setembro, o que poderá se tornar um novo foco de fricção com o Brasil e outros países produtores.

Num mercado internacional com preços em elevação, a UE deverá encerrar o período em questão com 792 mil toneladas a mais do que o volume máximo de exportação acordado na OMC. Mas os europeus consideram que o excesso é "contábil". Na prática, levando-se em conta os últimos três anos, as vendas da UE ficaram 22,4% acima do teto. Foram 4,915 milhões de toneladas embarcadas, ante cota autorizada para o intervalo de 4,015 milhões.

A UE foi obrigada a reformar seu segmento de açúcar, em parte por causa da derrota na OMC em disputa com Brasil, Austrália e Tailândia. Bruxelas pagava milhões de dólares de subsídios para exportar o produto a cada ano, tomando o mercado de países competitivos. A OMC estabeleceu, então, uma cota de exportação de 1,273 milhão de toneladas para os europeus. A UE utiliza como limite, porém, 1,374 milhão de toneladas, com a alegação de que o bloco se expandiu.
 

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Publicada portaria que define cota Hilton

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária a Abastecimento

Medida é destinada à carne bovina in natura exportada para a União Europeia no ano 2012/13

O ano-cota, da chamada cota Hilton, cobiçada quantia de exportações de carne bovina in natura para a Europa com alíquota diferencial, já foi definido e publicado por meio da Portaria nº 27, no Diário Oficial da União (DOU). Os contingentes exportáveis sob essa modalidade são de 10 mil toneladas, mas a portaria ainda estabelece uma reserva técnica de 10% da cota fixa.

Essa medida vale para "novos entrantes", ou seja, se houver novas habilitações de unidades aptas a exportar para a região no período. Nesse caso, o limite, para cada unidade, é de 24 toneladas. O ano-cota é 2012/13, de acordo com a portaria.

A divulgação do ano-cota é um procedimento normal, visto que tem validade de 1º de julho de cada ano calendário até 30 de junho do ano seguinte. No período 2011/12, o porcentual do Brasil chegou a 25,62%, com embarques de 2,56 mil toneladas.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Caso do Álcool Graxo – Indonésia apresenta reclamação contra direito antidumping aplicado pela União Europeia

Nesta segunda-feira, 30 de julho de 2012, a Indonésia solicitou consultas com a União Europeia, a respeito do direito antidumping aplicado pela UE sobre as importações originárias da Indonésia de alcoóis graxos (substância muito utilizada na indústria química, cosmético, alimentos, solventes, biocombustíveis, etc.).

A consulta é a primeira fase do procedimento de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC). Se no prazo de 60 dias as partes envolvidas não chegarem a um acordo, inicia-se a segunda fase com o estabelecimento de um painel. As consultas se caracterizam por ser uma via diplomática, enquanto o painel é uma via judicial, na qual o grupo especial emite um relatório que, se aprovado pelo Órgão de Solução de Controvérsias da OMC, passa a ter cumprimento obrigatório pelas partes envolvidas.

Ainda não foi disponibilizado no sítio da OMC o documento no qual a Indonésia elabora sua reclamação e solicita as consultas.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Mercosul e UE adiam negociações bilaterais

Fonte: Valor Econômico
Autor:  Assis Moreira

O Brasil acertou com a União Europeia (UE) o adiamento de negociação com o Mercosul, prevista para esta semana em Brasília, devido ao novo quadro provocado pela suspensão do Paraguai e a entrada da Venezuela no bloco do Cone Sul.

O comissário europeu de Comércio, Karel de Gucht, conversou com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e concordou com o pedido brasileiro para empurrar a negociação para o mês de outubro, com o objetivo de tentar realmente avançar, apesar dos solavancos políticos e econômicos existentes nos dois lados.

O plano brasileiro é de voltar a fazer troca de ofertas de liberalização durante sua presidência do Mercosul, que vai até dezembro deste ano. Mas as dúvidas são fortes, pela situação política no bloco e pela resistência de variados setores econômicos nos dois lados a tentativas de liberalização no cenário atual.

A Venezuela deve formalmente entrar no Mercosul no fim do mês, mas apenas depois é que ficará mais claro como o país vai implementar a Tarifa Externa Comum (TEC). Negociadores brasileiros preferem acreditar que o governo de Hugo Chávez não complicará o processo, até porque seus representantes já vêm acompanhando as negociações como observadores.

A União Europeia tenta acelerar os acordos bilaterais de comércio para tentar aumentar as exportações e dar um impulso no crescimento que, todo mundo concorda, vai ser fraco durante anos, no rastro da pior crise da dívida dos últimos tempos.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

OMC | Noticias 2012 - Los EE.UU., la UE y el Japón piden reunión del OSD para tratar solicitudes de establecimiento de un grupo especial con respecto a la política de China sobre las tierras raras

OMC | Noticias 2012 - Los EE.UU., la UE y el Japón piden reunión del OSD para tratar solicitudes de establecimiento de un grupo especial con respecto a la política de China sobre las tierras raras


El 27 de junio de 2012, los Estados Unidos, la Unión Europea y el Japón solicitaron una reunión extraordinaria del Órgano de Solución de Diferencias (OSD), que se celebrará el 10 de julio de 2012, a fin de estudiar sus respectivas solicitudes de establecimiento de un grupo especial para examinar las medidas de China relacionadas con la exportación de tierras raras (DS431, DS432 y DS433).

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Grécia vai às urnas para definir seu futuro no euro

Fonte: Valor Econômico

A Grécia pode decidir nas eleições deste domingo o futuro da sua permanência no euro, a moeda única europeia. Se os partidos favoráveis ao pacote de ajuste vencerem, a União Europeia já acenou ontem com um alívio nas duras exigências impostas aos gregos. Caso os partidos contrários ao pacote vençam, há o risco de pânico nos mercados na segunda-feira e de uma corrida aos bancos gregos. Nesse caso, há indicações de que os principais bancos centrais do mundo preparam uma ação coordenada para garantir liquidez e tentar acalmar os mercados.

O país realiza a segunda eleição legislativa em um mês e meio, já que na votação anterior nenhum bloco ou coligação obteve a maioria necessário no Parlamento para formar um governo. As últimas pesquisas divulgadas, no dia 1º, mostravam que nenhum partido conquistaria a maioria. O Syriza, o legenda de esquerda que está prometendo voltar atrás nos termos do resgate fechado com o FMI, o Banco Central Europeu e a União Europeia (UE), e o Nova Democracia, de centro direita, a favor do acordo, estavam empatados na frente. Em terceiro, vinha o socialista Pasok, também pró-resgate.

Os vizinhos europeus estão abertamente fazendo pressão para que o país respeite o acordo. "Quero que a Grécia permaneça na zona do euro, mas os gregos devem compreender que isso exige uma relação de confiança", disse o presidente francês, François Hollande, em entrevista a uma televisão grega. "Caso se dê a impressão de que os gregos querem se distanciar dos compromissos assumidos e abandonar quaisquer perspectivas de recuperação, haverá países da zona do euro que preferirão pôr um fim na presença da Grécia."

BCs preparam ação conjunta na Europa

Fonte: O Estado de S. Paulo
Autor: Jamil Chade
Autoridades estão preocupadas com resultado das eleições gregas; essa medida foi acionada pela última vez após a quebra do Lehman

Os bancos centrais das maiores economias do mundo se preparam para uma intervenção coordenada no mercado financeiro internacional, caso as eleições na Grécia no domingo abram a porta para a saída de Atenas da zona do euro e criem uma turbulência mundial.

O objetivo é evitar que a Grécia jogue toda a economia mundial em um caos. Em Londres, o governo já admitiu estar fazendo reservas de bilhões de libras para injetar no mercado e garantir liquidez se a crise grega terminar em cenário de turbulência.

No domingo, os gregos enfrentam eleições mais uma vez, depois que o último pleito não conseguiu resultar na formação de um governo. O problema é que o partido que pode sair vencedor - de extrema esquerda - promete rasgar os termos dos acordos de resgate da Grécia, o que, na prática, implodiria dois anos de negociações para manter Atenas no bloco.

G-20 TENTA ACORDO PARA SALVAR EURO

Fonte: Valor Econômico
Autor: Assis Moreira
Os países do G-20 querem que os líderes europeus usem todos os meios possíveis para "salvaguardar a integridade da zona do euro", conforme rascunho de resolução da reunião de cúpula do grupo, na segunda e terça-feira, em Los Cabos (México), a que o Valor teve acesso. Isso inclui a utilização de "todas as fontes de financiamento" para recapitalizar os bancos e melhorar o crescimento.
As maiores economias do G-20 estão preparadas para turbulências advindas do resultado das eleições gregas, no domingo. Segundo fontes do grupo disseram à "Reuters", os bancos centrais estão preparando uma ação coordenada para garantir a liquidez e estabilizar os mercados. Ontem, o Banco da Inglaterra e o Tesouro do Reino Unido anunciaram plano de 100 bilhões de libras (US$ 155 bilhões) para combater os efeitos do agravamento da crise.

O mexicano Felipe Calderón vai presidir a cúpula do G-20 em Los Cabos e não espera soluções imediatas para os problemas da Europa

Os principais países europeus deverão se comprometer a "salvaguardar a integridade da zona do euro", usar "todas as fontes de financiamento" para recapitalizar os bancos e melhorar o crescimento, na cúpula do G-20 na segunda e terça-feira em Los Cabos (México).

O compromisso faz parte de um acordo que os líderes vão propor "para tratar de riscos de curto prazo e restaurar confiança", conforme um "draft" ao qual o Valor teve acesso. Para os líderes das maiores economias desenvolvidas e emergentes, riscos significativos persistem com a crise da dívida soberana e bancária na zona do euro "e mais ação é necessária" para estabilizar a situação.

Esta semana, o presidente mexicano Felipe Calderón reconheceu que a cúpula que ele vai presidir dificilmente trará soluções imediatas para os problemas da Europa. Mas, como diz o texto, poderá pavimentar o terreno para "minimizar riscos econômicos afim de reforçar o crescimento e a confiança no curto prazo e maximizar o potencial de expansão global no longo prazo".

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Uma nova forma de união europeia

Fonte: Valor Econômico
Autor: Martin Wolf
Aqui vai a maior questão sobre a zona euro: será possível contemplar um conjunto de reformas que não sejam apenas política e economicamente viáveis, mas que permitam prosperar na forma atual? Se assim for, quais seriam essas reformas?

Já sabemos que, da forma como foi concebida, a zona euro não passou no teste. Por isso temos essa improvisação atual. O projeto original criou enormes desequilíbrios. Quando o fluxo de financiamentos secou, esses desequilíbrios geraram uma onda de crises financeiras e fiscais e um legado de dívida impagável. Além disso, as forças motrizes desses desequilíbrios geraram divergências de competitividade, que precisam ser corrigidas o mais rapidamente possível.

Em resposta, a zona do euro desenvolveu uma estratégia baseada em austeridade fiscal e reformas estruturais. Além disso, o Sistema Europeu de Bancos Centrais, como emprestador de última instância, bem como o Fundo Monetário Internacional e os governos da zona do euro, por meio do Fundo de Estabilidade Financeira Europeia temporário e, em breve, o Mecanismo de Estabilidade Europeu permanente, proporcionam financiamento indireto às economias e países fragilizados. O socorro de US$ 100 bilhões proposto para os bancos espanhóis é o mais recente exemplo dessa estratégia de ação. É improvável que seja o último.

Se parece improvável que as políticas atuais funcionem e tanto uma união federativa como uma baseada em transferências são descartadas, eu sugiro uma combinação de duas ideias: "união baseada em seguro" e "união baseada em ajustes"

Será que essa estratégia dará certo? Provavelmente não. Como observam Mark Cliffe e sua equipe no ING em relatório intitulado "Caminhos para a Sobrevivência", uma boa maneira de pensar sobre o desafio é em termos de desequilíbrios internos e externos legados pelos irrefreados empréstimos entre países do euro antes da crise.

Para que os déficits externos sejam reduzidos, a demanda doméstica precisa encolher. Se isso for feito com excessiva rapidez, haverá desemprego.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Espanha sob controle da UE


Fonte: O Globo
Autora: Priscila Guilayn

Pacote de 100 bi terá supervisão. Bloco estuda controle de capital caso a Grécia saia do euro

Autoridades da União Europeia (UE) e da Alemanha desmentiram ontem a afirmação do presidente do Governo da Espanha, Mariano Rajoy, de que o pacote de 100 bilhões, acertado no fim de semana para ajudar os bancos do país, viria sem condições ou amarras. De acordo com o comissário de Concorrência da UE, Joaquim Almunia, e o ministro de Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, do mesmo modo como ocorreu em outros resgates, a troika - grupo formado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu (BCE) e Comissão Europeia - deverá supervisionar a aplicação da assistência financeira. A UE também já discute um plano de contingência para uma eventual saída da Grécia da zona do euro. Este plano incluiria, segundo fontes ouvidas pela agência Reuters, um controle de capital sobre o país, para evitar retiradas massivas dos bancos. Tal controle, acrescentaram estas fontes, poderia ser estendido a outros países.

- Claro que haverá condições. Quem dá dinheiro nunca o dá de graça - disse Almunia à rádio Cadena Ser da Espanha.

Ele acrescentou que o FMI ficará plenamente envolvido no acompanhamento do pacote, apesar de não contribuir com fundos, e os bancos que receberem ajuda terão que apresentar um plano de reestruturação.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

UE critica Mercosul e quer ligação direta com Brasil

Fonte: Valor Econômico
Autores:  Alda do Amaral Rocha e Assis Moreira

A União Europeia (UE) tem interesse em criar uma ligação direta com o Brasil para fazer avançar as hoje estagnadas negociações comerciais entre o bloco de 27 países e o Mercosul, sem esperar a Argentina. Na semana passada, o comissário de Agricultura e Desenvolvimento Rural da UE, Dacian Ciolos, disse, em Paris, que a negociação birregional está paralisada, porque não há com quem discutir no bloco sul-americano.

"Com quem discutir? O Mercosul tem ainda coisas a esclarecer no interior dessa estrutura, se ela existe. É preciso que tenhamos um parceiro para poder falar de negociação com o Mercosul. Por enquanto, não é o caso", argumentou, ao ser questionado se as conversações haviam terminado.

Na mesma entrevista, o deputado Joseph Daul, presidente do Partido Popular, o maior grupo politico no Parlamento Europeu, declarou que o "Mercosul não funciona mais", criticou a Argentina e manifestou a intenção de uma negociação direta com o Brasil. "Vamos criar no Parlamento Europeu uma ligação direta com o Brasil. Não é normal que um grande pais como o Brasil seja bloqueado no Mercosul por um outro país", afirmou, em referência à Argentina.

Daul, que é tambem produtor agrícola e esteve no Brasil no mês passado para discutir o tema, afirmou que "o presidente do Parlamento Europeu [Martin Schulz] vai, no outono, provavelmente, colocar em vigor um sistema pelo qual nos vamos trabalhar mais estreitamente com o Brasil, Uruguai e Paraguai, se a Argentina bloquear a discussão". Segundo ele, Brasil, Paraguai e Uruguai mostram vontade de avançar nas negociações, "mas, no momento, a Argentina bloqueia (...), não é a Europa que bloqueia".

quarta-feira, 6 de junho de 2012

G-7 pressiona e Europa promete saída para crise

Fonte: O Estado de S. Paulo
Autor: Andrei Netto
Em conferência de ministros de Finanças, EUA, Canadá e Japão pediram a ação dos europeus para evitar crise mais aguda

Washington, Otawa e Tóquio meteram ontem suas colheres na turbulência que abala a zona do euro. Em uma reunião extraordinária realizada por teleconferência, ministros de Finanças dos países mas ricos do mundo, que compõem o G-7 discutiram a crise das dívidas e do sistema financeiro da Espanha para coordenar posições antes da próxima cúpula do G-20, que vai ocorrer no México, em 18 e 19 de junho.

Segundo o porta-voz da Casa Branca, os Estados Unidos ouviram dos europeus a promessa de adoção de "medidas aceleradas" nas próximas semanas para contornar o agravamento da instabilidade.

O relato sobre os termos da reunião não vazou pela Europa, que tinha nada menos de quatro - Alemanha, França, Reino Unido e Itália - dos sete participantes do encontro virtual. Mas agências de notícias dos Estados Unidos, do Canadá e do Japão revelaram que os ministros dos três países pediram mais celeridade aos europeus na solução da crise.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Euro perde apelo e Polônia prefere manter sua moeda

Fonte: Valor Econômico
Autor: Daniel Rittner

Em setembro de 2008, quando a eurozona ainda via de longe a crise americana e a Grécia só era assunto das revistas de turismo, a moeda única da União Europeia recebeu um sinal inequívoco de prestígio. A Polônia, maior economia entre os 12 países da Europa Central e do Leste que entraram no bloco na década passada, anunciou sua intenção de aderir ao euro até 2012.

Com a quebra do Lehman Brothers, apenas duas semanas mais tarde, os planos começaram a mudar; hoje ninguém mais fala em abandonar a moeda nacional, o zloty, no curto prazo. O que parecia ser um desvio da rota planejada tornou-se acidentalmente uma tábua de salvação: graças às exportações incentivadas por um zloty desvalorizado e à queda de juros propiciada pela preservação de sua política monetária, a Polônia enfrentou a crise global sem cair em recessão (foi o único país da UE onde isso ocorreu) e terá a maior expansão do bloco neste ano.

A economia polonesa deverá crescer 2,7% em 2012, segundo projeções da Comissão Europeia. A Eslovênia e a Eslováquia, seus vizinhos que adotaram o euro, vão ter um desempenho bem inferior: queda de 1,4% e crescimento de 1,8%, respectivamente. O PIB da Estônia, que também adotou a moeda, teve contração de 14,3% em 2009 e sua economia ainda não voltou aos níveis pré-crise.

"Vamos ficar com o zloty pelo menos até 2017 ou 2020. O euro é uma boa casa, mas que precisa ser pintada e remodelada antes de ganhar novos moradores", diz Iwona Chojnowska-Haponik, diretora da Invest in Poland, a agência oficial de promoção de investimentos. "Não termos adotado o euro seguramente nos permitiu atravessar a crise com menos dificuldade".

Basta caminhar um pouco pelas ruas de Varsóvia, que se tornou um canteiro de obras com os investimentos em construção civil e infraestrutura, para perceber o ceticismo com o euro. "Não parece uma boa ideia abrir mão do zloty agora. Além dos problemas da Grécia, todos os países que adotaram o euro tiveram aumento de preços na troca da moeda, não?", questiona a estudante de arquitetura Anna Stachniak, que era favorável à entrada da Polônia na zona do euro, mas mudou de ideia com o aprofundamento da crise grega.

Europeus reduzem exposição em emergentes

Fonte: Valor Econômico
Autor:  Assis Moreira

Os bancos da zona do euro cortaram US$ 300 bilhões de sua exposição nas economias emergentes num prazo de seis meses. O movimento deve continuar e resultar em corte de 20% da exposição total nesses mercados, de acordo com o Royal Bank of Canadá (RBC).

A forte contração econômica, aumento de calotes, fragilidade nos preços dos ativos, deterioração de negócios e intensificação de riscos financeiros ou políticos têm forçado os bancos na zona do euro a reduzirem seus balanços, diz Nick Chamie, economista-chefe para mercados emergentes do RBC.

Em novembro, o RBC estimou que as instituições europeias precisavam cortar € 1,4 trilhão nos balanços, para alcançar o "Tier 1" de 9%, o nível de capital mínimo de melhor qualidade, e um terço dessa redução viria com a venda de ativos nos emergentes.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Espanha vive agora fuga de capitais

Fonte: Valor Econômico

Os espanhóis, alarmados com a situação dos bancos, estão mandando dinheiro para fora do país no ritmo mais acelerado desde o início desses registros, em 1990. Segundo o Banco da Espanha, um total líquido de € 66,2 bilhões saiu do país em março. No ano, as saídas estão perto de € 100 bilhões. A Comissão Europeia ofereceu auxílio de um fundo de resgate da zona do euro para recapitalizar os bancos espanhóis e dar mais tempo para o governo reduzir o déficit fiscal. Ontem, rumores de que o FMI tinha iniciado discussões sobre um plano de resgate para a Espanha trouxeram alento aos mercados, mas a diretora-gerente do fundo, Christine Lagarde, negou a existência desse plano.



Os espanhóis, alarmados com a situação terrível de seus bancos, estão transferindo dinheiro para fora do país no ritmo mais acelerado desde que esses registros começaram a ser feitos, segundo mostram números divulgados ontem.

A Espanha é o próximo país na linha de tiro da crise da dívida da zona do euro, com regiões perdulárias e bancos abalados ameaçando abrir um rombo nas finanças do governo e levando os custos dos financiamentos a níveis que sinalizam a necessidade de socorro.

A Comissão Europeia chegou a oferecer um auxílio direto de um fundo de resgate da zona do euro para recapitalizar os bancos espanhóis e proporcionar mais tempo para o governo reduzir seu déficit fiscal. Isso ajudou a diminuir, ontem, o prêmio de risco que os investidores estão exigindo para manter em carteira os títulos de dívida de dez anos da Espanha, em vez dos títulos referenciais alemães, mas ele continuou perto do recorde da era do euro, de 520 pontos-base.

Dados do Banco da Espanha, o banco central, mostraram que um total líquido de € 66,2 bilhões foram enviados para fora do país em março, o maior número desde que os registros começaram em 1990. O número compara-se a uma entrada líquida de € 5,4 bilhões em março de 2011. No ano, as saídas esbarram nos € 100 bilhões.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Comissão Europeia defende união bancária na zona do euro

Fonte: Valor Econômico
Autora:   Gabriele Steinhauser

Os 17 países que usam o euro deveriam criar uma "união bancária" para que todos dividam o fardo em caso de colapso de uma instituição, declarou o braço executivo da União Europeia. Ontem, cresceu o nervosismo sobre a capacidade financeira da Espanha de proteger os bancos do país, acuados pelo colapso do mercado imobiliário local



Os 17 países que usam o euro deveriam criar uma "união bancária" para que todos dividam o fardo em caso de colapso de uma instituição, declarou o braço executivo da União Europeia. Ontem, cresceu o nervosismo sobre a capacidade financeira da Espanha de proteger os bancos do país, acuados pelo colapso do mercado imobiliário local.

A Comissão Europeia exortou o bloco a permitir que seu novo fundo de resgate empreste diretamente a bancos vulneráveis - em vez de obrigar o país de origem da instituição a negociar um pacote de socorro. A CE também deu a ideia de um fundo pan-europeu de garantia de depósitos, o que protegeria ainda mais governos isolados em caso da quebra de bancos.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

UE prepara mega-ação comercial contra a China

Autor(es): Por Joshua Chaffin | Financial Times
Valor Econômico - 30/05/2012

Em fevereiro, as duas autoridades mais graduadas da União Europeia (UE) chegaram a Pequim para um encontro tendo em mente pedir um favor caro aos anfitriões: dezenas de bilhões de euros para ajudar a combater a crise da dívida do continente europeu.

Mas, enquanto José Manuel Durão Barroso e Herman Van Rompuy, respectivamente os presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu, tentavam seduzir o premiê chinês, Wen Jiabao, em Bruxelas burocratas tramavam algo completamente diferente. Eles estavam reunindo evidências para uma disputa comercial sem precedentes que, segundo acreditam alguns observadores, poderá provocar uma escalada dramática nas tensões com a China.

Ela se baseia em alegações de que o governo chinês subsidiou ilegalmente suas companhias de equipamentos de telecomunicações, que se expandem em ritmo acelerado, incluindo a Huawei e a ZTE, ajudando-as a crescer à velocidade da luz para abocanhar negócios de concorrentes ocidentais como a Nokia e a Alcatel.

O caso é um desvio do foco da União Europeia nos produtos baratos, como têxteis e cerâmicos, e mira claramente os negócios de alta tecnologia. Se ele for em frente, também representará a primeira vez que a UE abre uma investigação comercial por iniciativa própria, e não a pedido de uma companhia europeia. Jonathan Holslag, do Brussels Institute of Contemporary China Studies, diz que os chineses "verão isso como uma declaração de guerra".

terça-feira, 15 de maio de 2012

Ministros da UE: saída da Grécia é 'disparate'


Fonte: O Globo
Presidente do Eurogrupo afirma que hipótese nem foi discutida, mas avisa que gregos têm de cumprir acordo de resgate

Os ministros de Finanças da zona do euro afirmaram ontem, após reunião, que as discussões sobre uma possível saída da Grécia do bloco são "um disparate". Mas ressaltaram que o país tem de respeitar os termos do acordo de resgate acertado com a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

- Não vejo, nem por um segundo, a Grécia deixando a zona do euro. Isso é um disparate - disse o presidente do Eurogrupo, que reúne os ministros de Finanças do bloco, Jean-Claude Juncker. - O abandono da moeda única pela Grécia não foi discutido em nossa reunião hoje. Ninguém defendeu isso.

Após a reunião do Eurogrupo, que durou seis horas, Juncker disse ainda que os gregos têm de entender que o programa de austeridade precisa ser implementado.

UE impõe novas sanções ao regime de Al-Assad

Fonte: Correio Braziliense
Autora: Larissa Garcia

Na tentativa de conter o derramamento de sangue na Síria, a União Europeia (UE) aprovou mais uma série de sanções ao governo do ditador Bashar Al-Assad.

A nova rodada de punições inclui a proibição de pessoas ligadas ao presidente renovarem visto de entrada nos 27 países membros do bloco. Apenas ontem, 23 pessoas — entre civis e militares — morreram em Rastan durante bombardeios que começaram na véspera. A oposição acusou Al-Assad de ter ordenado ao E xército que bombardeasse a cidade, arrancando uma reação dos rebeldes.

O conflito armado se estendeu ao vizinho Líbano na noite do último sábado, quando jovens islamitas acamparam na entrada de Trípoli com bandeiras da independência síria, símbolo da rebelião no país. Na cidade, duas pessoas morreram e 16 ficaram feridas apenas ontem. No total, foram cinco mortos e 47 feridos durante confrontos entre libaneses simpatizantes e contrários ao governo sírio.

O aumento da violência, a despeito do cessar-fogo firmado no mês passado, preocupa a comunidade internacional e mostra que a crise na Síria, a mais longa entre os países que participaram da Primavera Árabe, continua longe de acabar. Para o professor de literatura e cultura árabe Stephen Sheehi, da Universidade da Carolina do Sul (EUA), o derramamento de sangue vai se prolongar. “O governo continuará fazendo concessões aparentes para a Organização das Nações Unidas (ONU), mas continuará esmagando brutalmente sua oposição”, opinou, ao se referir ao acordo de paz do enviado da organização, Kofi Annan.

Entre as novas sanções impostas pela União Europeia, foi fixado o congelamento de duas empresas e três pessoas acusadas de financiar o regime.