| Fonte: Valor Econômico |
A Espanha ameaça promover uma guerra comercial contra a Argentina após a estatização dos 51% das ações da YPF que estavam nas mãos da espanhola Repsol. Mas analistas dizem que isso poderia ser mais prejudicial para empresas europeias, incluindo espanholas, com interesses no país. Sem muitas opções, Madri tem pressionado a União Europeia (UE) a retaliar. A cúpula do governo espanhol tem reunião marcada para amanhã para decidir que tipo de resposta pode ser dada à expropriação anunciada nesta semana pela presidente argentina Cristina Kirchner. O ministro da Indústria, José Manuel Soria, afirmou as medidas podem atingir o comércio e o setor energético. Ontem, o porta-voz do Partido Popular (PP, governista) para assuntos exteriores, José María Beneyto, disse que a Espanha pode deixar de comprar soja e biocombustíveis da Argentina. "O governo está vendo exatamente que consequências terão esse tipo de represálias comerciais e o que se pode fazer", disse ele. "Já foi anunciada a possibilidade de que as importações importantes para a Argentina, como soja e bioetanol, sejam eliminadas, além de uma série de outras medidas." |
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quinta-feira, 19 de abril de 2012
Espanha ameaça guerra comercial com Argentina, mas faltam opções
Espanha vai recorrer à UE
| Fonte: Correio Braziliense |
| Autor: Silvio Ribas |
A Espanha intensificou a pressão diplomática sobre a Argentina e vai pedir à União Europeia (UE) que apresente queixa formal contra o país na Organização Mundial do Comércio (OMC) em razão do confisco do controle acionário da espanhola Repsol na petroleira YPF. O confronto entre os dois países será incluído na pauta para discussão na reunião de chanceleres da UE na próxima segunda-feira, uma semana após a presidente Cristina Kirchner ordenar a intervenção na maior companhia petrolífera do seu país e de enviar projeto de lei ao Congresso para desapropriar 51% da empresa de propriedade da Repsol. A decisão espanhola ocorreu antes de o senador argentino Aníbal Fernández anunciar estudo para expropriar também uma empresa de gás da Repsol. "Queremos informar aos senadores que a bancada da Frente para a Vitória (partido do governo) vai incluir um anexo ao projeto de lei para expropriar as ações de uma empresa de gás da Repsol", disse em sessão do Congresso em Buenos Aires. A Repsol Gás tem 45% da Metrogas, que fornece o insumo a 2,2 milhões de consumidores, a maioria residente na capital do país, e detém 30% da Gás Natural Fenosa, que controla 50,4% da Gas Natural BAN. O anúncio deve causar mais desgate nas relações com a Espanha. |
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Bolívia volta a ameaçar nacionalizar petroleiras
Fonte: O Globo
Evo Morales diz que investimentos da Petrobras e da Total serão bem protegidos e garantidos
Evo Morales diz que investimentos da Petrobras e da Total serão bem protegidos e garantidos
O presidente da Bolívia, Evo Morales, ameaçou ontem nacionalizar as operações de empresas petrolíferas estrangeiras que descumprirem seus compromissos de investimentos, como ocorreu no mês passado com ativos da argentina Pan American Energy (PAE).
Sem dar detalhes, Morales fez o anúncio na inauguração das obras de ampliação do maior complexo de gás natural do país, o San Antonio, cuja capacidade de produção passou de 15,4 milhões de metros cúbicos diários para 22,1 milhões, o que permite assegurar a elevação da oferta ao Brasil e à Argentina.
A usina de San Antonio, na região do Chaco, é operada pela Petrobras, que tem uma participação acionária de 35%. Suas sócias são a francesa Total (15%) e uma filial da estatal local YPFB, dona de metade do complexo.
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