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quarta-feira, 27 de março de 2013

BRICS fecha acordo para criar banco do grupo

Fonte: Agência Brasil
 
O grupo do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) anunciou hoje (26) que chegou a um acordo para a criação de um banco de desenvolvimento comum destinado a financiar projetos de infraestrutura. A medida foi anunciada em Durban, na África do Sul, onde o grupo está reunido para discutir como manter o crescimento no meio da crise econômica internacional.
 
A instituição terá os mesmos moldes do Banco Mundial e deve financiar o grupo de países emergentes. Cada um deverá destinar US$ 10 bilhões para formar o capital inicial do novo banco, que deverá chegar a US$ 50 bilhões. O banco centrará as ações no financiamento de infraestrutura e atuará em concorrência direta com o Banco Mundial.
 
Durante o encontro, também foi discutida a criação de um fundo, estimado em US$ 100 bilhões para ajudar países com problemas financeiros.

sábado, 9 de junho de 2012

Bancos espanhóis receberão socorro de 100 bilhões de euros

Fonte: BBC


A Espanha deve receber até 100 bilhões de euros em empréstimos de fundos da eurozona para socorrer seus bancos em dificuldades.

A ajuda foi negociada em uma reunião de emergência dos ministros das finanças da zona do euro após uma conferência realizada neste sábado.


O ministro da economia espanhol Luis de Guindos disse que seu país deve fazer em breve um pedido formal de assistência.

Ele enfatizou que a ajuda deve ser usada para socorrer apenas o sistema financeiro, e não a economia como um todo.

O governo espanhol vinha relutando em pedir um pacote de resgate como o oferecido à Grécia, à Irlanda e a Portugal porque esse tipo de ajuda exige elevação de impostos e cortes de gastos.

Guindos afirmou que os empréstimos devem ser concedidos aos bancos mediantes condições, tais como reestruturações. Porém, "condições-micro econômicas", não devem ser impostas à Espanha. Ou seja, a sociedade não deve ser diretamente afetada.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Lei americana pode acabar com o sigilo bancário no mundo

Fonte: Valor Econômico
Autora:   Cristine Prestes

Em 2009, o sigilo bancário ao redor do mundo levou seu mais duro golpe com a entrega, pelo banco suíço UBS, dos nomes de 4.450 correntistas americanos investigados pelo Fisco dos Estados Unidos por suspeita de evasão fiscal e sonegação de impostos. Hoje, o episódio, decorrente de uma enorme pressão do governo americano sobre a Suíça, parece até irrelevante, considerando o que está por vir.

No ano que vem, entra em vigor a Foreign Account Tax Compliance Act - conhecida pela sigla Fatca. Por meio da nova legislação, o Internal Revenue Service (IRS) - a Receita Federal americana - pretende descobrir quem são os contribuintes americanos que enviam dinheiro para fora do país para não pagar impostos.

Pelas regras do Fatca, instituições financeiras estrangeiras de todo o mundo serão "convidadas" a aderir à lei e, com isso, a informar ao Fisco americano, a partir de 2013, os nomes de todos os seus clientes que sejam contribuintes nos Estados Unidos, além dos valores que mantêm em suas contas e investimentos.

A legislação não inclui apenas bancos, mas quaisquer instituições que aceitem depósitos, mantenham ativos financeiros por conta de outros agentes - como custodiantes e câmaras de compensação - ou tenham como atividade principal investimentos ou negociação de valores, bens de consumo ou participações.

Embora o Fatca não possa obrigar essas instituições a quebrarem o sigilo bancário de seus clientes americanos, a lei tem argumentos de sobra para convencer o sistema financeiro mundial a aderir em peso às suas regras. Isso porque o banco que não aderir será considerado não cooperante e, assim, poderá ter 30% dos rendimentos obtidos em transações realizadas nos EUA retidos na fonte. Na prática, diante do tamanho da economia americana, quem não aderir ficará fora do mercado.

"Considerando-se um investimento nos EUA com custo de 3% e ganho de 4%, se o banco investidor não tiver aderido ao Fatca, terá retenção de 30% do valor de seus ganhos, o que o levará a ter prejuízo na aplicação", explica Álvaro Taiar, sócio e líder de serviços financeiros da PwC Brasil, que assessora bancos no processo de adequação à legislação.

Além da esperada adesão das instituições financeiras estrangeiras, que não querem correr o risco de ser taxadas nas transações feitas nos EUA, há um movimento em curso que pode ferir de morte o sigilo bancário.

O Departamento do Tesouro americano está estimulando os países a assinarem acordos bilaterais para o intercâmbio de informações tributárias exigidas no Fatca. Em troca, oferece reciprocidade. Ou seja, por meio desses acordos, o Fisco dos EUA tanto recebe as informações relativas aos cidadãos americanos quanto envia ao país signatário informações bancárias de seus cidadãos.

Até agora, Reino Unido, Alemanha, França, Itália e Espanha já assinaram acordos bilaterais com os EUA - o que significa que o sigilo bancário dos contribuintes desses países nos EUA também está perto do fim. Luxemburgo - até há pouco considerado um paraíso fiscal - e Irlanda já deram passos no mesmo sentido e o Tesouro americano se esforça para expandir os acordos - inclusive com o Brasil (veja reportagem nesta página).

quinta-feira, 29 de março de 2012

Brics assinam acordo de investimento e comércio em moedas locais

Fonte: O Estadão


Os presidentes de bancos de desenvolvimento dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) assinaram nesta quinta-feira, em Nova Déli, na Índia, acordos que vão permitir o financiamento de comércio e investimento em moeda local, um assunto que vem sendo discutido desde a primeira reunião do grupo.


O objetivo da medida é aumentar a cooperação entre os bancos de desenvolvimento dos Brics e elevar o comércio entre os países do bloco, já que facilita a obtenção de financiamento com instituições de fomento do país onde o investimento será realizado, e também evita a vinculação do negócio ao dólar, e portanto, a exposição à flutuação cambial.

África do Sul quer definição rápida para banco do grupo

Fonte: Valor Econômico

As definições para criar um banco de desenvolvimento dos Brics devem estar prontas até o ano que vem, quando o grupo de países voltará a se reunir, na África do Sul, previu o presidente sul-africano, Jacob Zuma, em encontro com a presidente Dilma Rousseff, ontem, na capital indiana. Hoje, os chefes de governo dos Brics abrem oficialmente a quarta reunião do grupo, na Índia, autora da proposta do novo banco.

A declaração final do encontro vai apenas anunciar a formação de um "grupo de trabalho" para criar o novo banco. Embora o Brasil defenda pouca pressa para formar a nova instituição, pelo menos três países querem vê-lo funcionando em breve. Zuma, ao ouvir de Dilma elogios à associação da empresa sul-africana ACSA ao consórcio que terá a concessão do aeroporto de Guarulhos, disse que a África do Sul vê no futuro banco uma chance de obter créditos para obras em estradas, hidrelétricas e portos, que poderão ter participação brasileira.

Para Zuma, o banco interessa também a outros países africanos, que poderão ter recursos dos países dos Brics. Embora até os indianos, autores da proposta, admitam que o projeto da nova instituição não é para o curto prazo, a África do Sul, além de prever a criação do banco para o próximo ano, reivindica que a sede seja em território sul-africano.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Índia vai sugerir criação do banco do Brics durante cúpula de chefes de Estado e de Governo

Fonte: Agência Brasil
Autora: Renata Giraldi

O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, prepara-se para apresentar durante a 4ª Cúpula do Brics – bloco formado pelo Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul – a proposta de criação de um banco de desenvolvimento do grupo. A nova instituição bancária deve ser uma espécie de alternativa ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional (FMI). A expectativa é que, ao final da cúpula, os presidentes assinem uma declaração sinalizando a disposição de criar a instituição, mas sem fixar os detalhes.

Os negociadores brasileiros dizem que vários pontos da proposta precisam ser definidos e o processo será a longo prazo. Para os brasileiros, é necessário estabelecer uma série de aspectos, como os termos de referência, a estrutura do organismo, como será integralizado o capital e as práticas de comércio bilateral e multilateral.

Os indianos argumentam que a proposta é criar um mecanismo que permita o financiamento de projetos exclusivamente nos países em desenvolvimento. A ideia é que a presidência da instituição seja rotativa entre os cinco integrantes do Brics. Paralelamente, os líderes presentes aos debates deverão reiterar a defesa da ampliação do FMI.

Para o Brasil e os demais integrantes do Brics, a estrutura do FMI deve ser revista, pois atualmente são 24 representantes – dos quais oito têm assentos permanentes e 16 são eleitos a cada dois anos. Os que têm assentos fixos são os Estados Unidos, o Japão, a Alemanha, França, o Reino Unido, a China, Rússia e Arábia Saudita.

A primeira cúpula do Brics foi em 2009, na Rússia, sem a participação da África do Sul, que passou a integrar o bloco em 2011. Juntos, os cinco países que pertencem ao Brics reúnem um quarto da economia mundial, segundo dados recentes.

Nas reuniões em Nova Delhi, na Índia, além da presidenta Dilma Rousseff, participarão os presidentes Dmitri Medvedev (Rússia), Hu Jintao (China) e Jacob Zuma (África do Sul).

Edição: Graça Adjuto

segunda-feira, 12 de março de 2012

País lidera 'desglobalização' de bancos europeus fora da UE, aponta relatório


Fonte: O Estado de S. Paulo
Autor: Jamil Chade
Dados do BIS mostram redução de US$ 53 bilhões nos empréstimos e ativos dessas instituições só no Brasil; no mundo, foram US$ 800 bi

O Brasil é o país fora da União Europeia que registrou a maior contração de financiamento de projetos e empréstimos de bancos europeus no mundo. No auge da crise, as instituições europeias, obrigadas a lidar com os próprios problemas, deram início a um período de "desglobalização" para se concentrar em socorrer seus negócios, muitos à beira da falência.

Os dados são do Banco de Compensações Internacionais (BIS), que indica que a queda é a primeira em dois anos no caso brasileiro. Mas, apesar da redução de US$ 53 bilhões no Brasil, os empréstimos europeus estão sendo substituídos por instituições locais e sucursais registradas como bancos nacionais e não há sinal da falta de crédito no País, pelo menos por enquanto. Nos últimos meses, a emissão de bônus também ajudou a compensar a queda.

O que o BIS alerta, porém, é que essa tendência europeia ameaça ser mantida por alguns anos e a questão é saber se os mercados emergentes terão como repor o papel desempenhado pelos europeus até agora.

No total, os bancos europeus reduziram a participação em atividades financeiras pelo mundo em US$ 800 bilhões entre julho e setembro de 2011. A desglobalização já resultou numa queda de 39% no financiamento de projetos e 23% no comércio.

terça-feira, 6 de março de 2012

China e Índia já disputam direção do banco dos Brics

Fonte: Valor Econômico
Autor: Por Assis Moreira

O banco de desenvolvimento dos Brics - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - é só um projeto no momento, mas o seu controle já causa disputa entre a China e a Índia.

A Índia, que propôs a criação do banco, quer uma presidência rotativa para a instituição. Mas a China exige ter a presidência permanente, apontando para o tamanho de sua economia e provavelmente de sua contribuição para o banco.

Encontro dos ministros de relações exteriores indiano e chinês, na semana passada em Nova Déli, escancarou a divergência, conforme a imprensa indiana.

No dia 19, negociadores do grupo dos emergentes se reunirão na capital indiana, quando ficará mais claro se os lideres vão endossar a criação do banco durante a cúpula chefes de Estado dos dias 28 e 29.

A Índia circulou uma nota conceitual que retoma argumentos do Prêmio Nobel da Economia Joseph Stiglitz. O economista nota que o dinheiro está nos emergentes e, até para romper o circulo das desigualdades, é preciso pôr fim ao fluxo de capital dos pobres para os ricos.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

G-20 reafirma regulação de bancos

Fonte: Valor Econômico
Autor:  Alex Ribeiro


Os ministros das finanças do G20 reunidos no fim de semana na Cidade do México reafirmaram a agenda de implantação das regras regulatórias para o sistema financeiro global. Isso inclui principalmente a implantação do acordo de Basileia 3 ao longo de oito anos. "Não haverá flexibilização", disse ao Valor o diretor de assuntos internacionais do Banco Central, Luiz Awazu Pereira da Silva. Nas ultimas semanas, algumas vozes dentro do G20 sugeriram flexibilizar as regras e o cronograma de Basileia 3. Os bancos dizem que as novas regras vão levar a um processo de desalavancagem, derrubando a tímida recuperação da economia mundial



Os ministros de Finanças dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) discutiram nesse fim de semana na Cidade do México a criação de um novo banco multilateral de desenvolvimento, comandado apenas por países emergentes. Ainda sem nome definitivo, a nova instituição financeira vem sendo informalmente chamada de Banco Sul-Sul, ou Banco dos Brics.

O tema já vinha sendo discutido em conversas informais desde fins do ano passado, mas o projeto ganha outra dimensão agora que os Estados Unidos caminham para manter seu monopólio na presidência do Banco Mundial, indicando outro americano para suceder Robert Zoellick, que anunciou que deixará o cargo em junho.

Os Brics também debateram a sucessão do Banco Mundial, mas é bastante incerto se serão capazes de apresentar um candidato alternativo para disputar com o candidato americano. Especula-se que os Estados Unidos possam indicar o ex-assessor econômico da Casa Branca Larry Summers, ou a secretária de Estado, Hillary Clinton.

A ideia de criar um novo banco foi sugerida originalmente pela Índia e conta com a simpatia do Brasil. As conversas estão em estágio bastante inicial e, se forem levadas adiante, será um projeto para um prazo bem longo, dado os desafios para criar uma instituição do tipo.