| Fonte: Valor Econômico |
| Autores: Tarso Veloso e Daniela Martins |
A Argentina suspendeu ontem o embargo à carne suína do Brasil, de acordo com o ministro da Agricultura do Brasil, Mendes Ribeiro Filho, que recebeu a notícia do embaixador argentino no país, Luis Maria Krekler. O deputado Osmar Terra (PMDB-RS) também havia recebido a mesma informação do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel. "Logo depois que o governo brasileiro começou a bloquear dez produtos argentinos na semana passada, ele teve a notícia de que a Argentina estaria liberando a entrada de carne suína", afirmou, referindo-se à inclusão de dez produtos na lista de licenciamento não-automático na última semana. A licença não-automática é um mecanismo de comércio exterior que concede ao país a permissão para avaliar com maior rigor a entrada de determinado produto, o que pode retardar sua entrada no país importador. A suspensão do embargo argentino à carne suína brasileiro já era esperada. |
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quarta-feira, 23 de maio de 2012
Argentina suspende trava à carne suína
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Acordo com Argentina na carne suína segue travado
| Fonte: Valor Econômico |
| Autor: Luiz Henrique Mendes |
Anunciado há um mês, o acordo que permitirá a retomada das exportações brasileiras de carne suína para a Argentina ainda terá novos capítulos na próxima semana, contrariando a promessa feita na última terça-feira pelo ministro da Agricultura argentino, Norberto Yauhar, de que o acerto para os embarques de uma cota mensal da ordem de 3 mil toneladas entraria em vigor ontem. Em reunião realizada ontem em Buenos Aires, o ministro Yauhar afirmou ao embaixador do Brasil na Argentina, Enio Cordeiro, que se reunirá nesta sexta-feira com os importadores de suínos de seu país para esclarecer os detalhes do acordo e finalmente liberar as compras de carne suína do Brasil. O Valor apurou, contudo, que até a noite de ontem os importadores não foram convidados para a reunião, o que deve atrasar ainda mais a efetivação do acordo. Ainda que o encontro marcado para hoje com os importadores ocorra, o governo brasileiro já considerava difícil que a efetiva retomada das exportações acontecesse, visto que o possível encontro com os importadores não contará com a presença do secretário de Comércio Interior da Argentina, Guillermo Moreno, titular da Pasta responsável pela restrição e, portanto, o único habilitado a fazer valer o acordo, conforme afirmou ao Valor uma fonte bem informada sobre as negociações. A resistência de Moreno é o principal entrave ao acordo, anunciado em março pelo ministro da Agricultura brasileiro, Mendes Ribeiro, e por seu colega argentino Yauhar. Conforme já informou o Valor, o secretário argentino deseja permitir apenas as compras de carne suína para a produção de embutidos de baixo custo - o que, na prática, inviabilizaria o acordo costurado pelos ministros, que prevê a retomada das exportações brasileiras de carne suína in natura. |
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Embaixador brasileiro na Argentina discute cotas para carne suína
| Fonte: Valor Econômico |
| Autor: Luiz Henrique Mendes |
O embaixador do Brasil na Argentina, Enio Cordeiro, encontra-se hoje, em Buenos Aires, com o ministro da Agricultura argentino, Norberto Yauhar, para esclarecer os detalhes do acordo que permitirá a exportação de uma cota de 3 mil toneladas mensais de carne suína brasileira para o país vizinho, afirmou ao Valor o secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Célio Porto. Desde fevereiro, quando a Argentina criou uma declaração juramentada a ser apresentada pelos importadores, as exportações brasileiras de carne suína despencaram de uma média mensal de 3,5 mil toneladas para cerca de 500 toneladas. Até então, a Argentina era o quarto principal destino das exportações de carne suína do Brasil. Anunciado em março pelos ministros da Agricultura da Argentina e do Brasil, o acordo não prosperou por conta da resistência do secretário de Comércio Interior argentino, Guillermo Moreno, principal responsável pela medida, frustrando os exportadores brasileiros. Peça-chave para viabilizar o acordo, a presença de Moreno no encontro foi confirmada à embaixada brasileira pelo assessor do ministro da Agricultura da Argentina, Gustavo Alvarez. |
segunda-feira, 26 de março de 2012
Ameaça ao acordo com Argentina em suínos
| Fonte: Valor Econômico |
| Autor: Cesar Felício |
A Argentina poderá não cumprir o acordo anunciado pelos ministros da Agricultura daquele país e do Brasil para permitir a importação de carne suína até atingir uma cota de 3 mil toneladas mensais. Atualmente, as importações estão virtualmente suspensas, desde que o país criou uma declaração jurada a ser apresentada pelos importadores, que precisa ser aprovada uma a uma pelas autoridades do governo. Principal responsável pela barreira, o secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, advertiu os importadores que só serão permitidas as compras de carne suína que sirvam de insumos para a produção de embutidos de baixo custo. O dirigente conversou por telefone com importadores, ameaçando jogar "todo o peso do governo" contra quem não cumprir a determinação. Na visão de exportadores brasileiros, a limitação não vai completar a cota negociada pelos ministros Mendes Ribeiro (Brasil) e Norberto Yauhar (Argentina), que serviria de experiência para o estabelecimento de cotas também a produtos importados pelo Brasil, como arroz. A estimativa é que a importação, que ficou em 478 toneladas em fevereiro, poderia ir apenas a 1 mil toneladas. |
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