Fonte: O Estado de S. Paulo
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Expectativa com o Brasil é exagerada, diz O"Neill
Criador do termo Bric diz que a posição do País como potência emergente pode ser questionada se o crescimento não acelerar nos próximos anos
O presidente do Goldman Sachs Asset Management, Jim O"Neill, criador do termo Bric (que reúne Brasil, Rússia, Índia e China), afirmou ontem que a posição do Brasil no grupo pode ser questionada se o crescimento econômico do País não acelerar nos próximos anos.
Em 2001, O"Neill criou o termo Bric ao identificar os países que seriam as potências econômicas do futuro. Agora, ele afirma que, para manter esse status, o Brasil precisa melhorar sua taxa média de crescimento.
"O que acontecerá em 2012, em termos de crescimento do PIB, não é tão crucial. Mas nesta década o Brasil precisa recuperar uma taxa de crescimento mais forte rapidamente. Se isso não acontecer, então o poder do B no termo Bric começaria a parecer um pouco questionável", afirmou.
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quinta-feira, 12 de julho de 2012
Posição ameaçada no Brics
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Europeus reduzem exposição em emergentes
| Fonte: Valor Econômico |
| Autor: Assis Moreira |
Os bancos da zona do euro cortaram US$ 300 bilhões de sua exposição nas economias emergentes num prazo de seis meses. O movimento deve continuar e resultar em corte de 20% da exposição total nesses mercados, de acordo com o Royal Bank of Canadá (RBC). A forte contração econômica, aumento de calotes, fragilidade nos preços dos ativos, deterioração de negócios e intensificação de riscos financeiros ou políticos têm forçado os bancos na zona do euro a reduzirem seus balanços, diz Nick Chamie, economista-chefe para mercados emergentes do RBC. Em novembro, o RBC estimou que as instituições europeias precisavam cortar € 1,4 trilhão nos balanços, para alcançar o "Tier 1" de 9%, o nível de capital mínimo de melhor qualidade, e um terço dessa redução viria com a venda de ativos nos emergentes. |
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Ricos cortam ajuda externa e papel de emergentes cresce
| Fonte: Valor Econômico |
| Autor: Assis Moreira |
Com os países mais ricos em crise, a participação de emergentes, como China, Brasil e Índia, na ajuda financeira ao desenvolvimento das nações mais pobres deverá assumir maior importância nos próximos anos e refletir gradual reequilíbrio na cena internacional. Por causa de restrições orçamentárias, a ajuda oficial ao desenvolvimento (ODA, na sigla em inglês) fornecida por 24 países doadores ricos caiu pela primeira vez em 15 anos. Ficou em US$ 125,1 bilhões em termos reais em 2011, menos 2,7% do que no ano anterior, segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Dos 24 grandes doadores, 16 cortaram sua ajuda aos mais pobres. A expectativa é que a crise reforce essa tendência. Europeus mais afundados na crise, como Espanha e Grécia, baixaram a cooperação em 32,7% e 39,3% respectivamente. Já o maior aumento de doação veio da Itália, de 33%, através de perdão de dívida e ajuda humanitária prestada a refugiados procedentes do norte da África. Os EUA continuam sendo os maiores doadores, com US$ 30,7 bilhões. Mas a soma só representa 0,2% da Renda Nacional Bruta do país. O compromisso dos ricos é fornecer pelo menos 0,7% para as nações mais pobres do planeta. A ODA representou nos últimos 30 anos uma das principais fontes de financiamento para as nações em desenvolvimento. |
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Unctad expõe racha entre ricos e emergentes
| Fonte: Valor Econômico |
| Autor:Assis Moreira |
Emergentes e países desenvolvidos protagonizaram novo confronto até os momentos finais da conferência ministerial da Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad), encerrada ontem, ilustrando dificuldades para a Rio+20 e outras negociações, como a escolha do diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC). A briga diplomática em Doha foi emblemática por expor todas as fissuras e contradições na governança global e o impacto nos rumos da economia. "E essa briga está apenas começando", previu o embaixador brasileiro Roberto Azevedo, ao fim da longa discussão que só acabou de madrugada. A negociação entre os 194 países-membros focou oficialmente o papel da Unctad e sua eficácia na governança global. Mas o pano de fundo era a pressão dos ricos para a entidade reconhecer que existe uma nova categoria de "países em desenvolvimento avançado", ou seja, emergentes como Brasil, China e Índia. E, segundo, a divergência ideológica sobre a perspectiva política da Unctad, que quer ser uma espécie de "think tank" dos países em desenvolvimento e tem análises bem distintas do FMI, Banco Mundial e outras entidades. Para Brasil, China, Índia e outros emergentes, a diferenciação entre países em desenvolvimento é uma tentativa dos ricos de transferir a conta dos estragos da crise causada pelo mundo desenvolvido. Os ricos insistem, por exemplo, em cobrar que os emergentes ajudem mais na saída da crise, liberalizando adicionalmente seus mercados para importar mais. Já os emergentes, apoiados pela Unctad, retrucam que desenvolvidos precisam é colocar sua casa em ordem, com reformas em favor do crescimento, e não com austeridade, que os afunda na recessão. Os emergentes sabem que é difícil ignorar a diferenciação hoje no mundo em desenvolvimento, mas querem retardar isso o máximo possível. Até porque, ao mesmo tempo que Brasil, China e Índia não podem se comparar ao Paraguai, tampouco têm as condições dos EUA ou da Alemanha, argumenta um negociador. Além disso, os emergentes veem mais demanda para assumir responsabilidades do que contrapartida na fatia de poder. Um exemplo é FMI, onde os emergentes são chamados a reforçar os cofres da entidade para socorrer europeus em crise. No entanto, justamente os europeus retardam a reforma que dará mais poder aos emergentes dentro do FMI. Na OMC, os emergentes vão querer a direção geral, numa nova briga que vai se ampliar no segundo semestre. Isso afeta o futuro das negociações comerciais. Emergentes reclamam que os ricos apareceram com uma "nova narrativa comercial", que implica enterrar de vez a Rodada Doha, e assim a tentativa de abertura agrícola e outros temas de interesse de países em desenvolvimento. E querem privilegiar questões como facilitação de comércio e reforçar novas cadeias globais de produção. Por duas vezes as discussões na reunião da Unctad foram suspensa. Na segunda vez, foi por reação do Brasil à tentativa da Alemanha de rever um acordo negociado no dia anterior para a Unctad continuar contribuindo na pesquisa e análise do impacto sobre os países em desenvolvimento, em matéria de comércio e desenvolvimento. Na barganha final, os países em desenvolvimento conseguiram manter o papel da Unctad para examinar impacto da crise financeira e incluíram referências à proteção de recursos genéticos e conhecimentos tradicionais. Os países ricos se contentaram com a menção à economia verde, levando em conta o princípio de responsabilidade diferenciada. Já quase na manhã de ontem, foi, enfim, acertado um novo mandato para a Unctad. "O resultado reforça a organização", comemorou o secretário-geral, Supachai Panitchpakdi. Europeus também se disseram satisfeitos. Já as ONGs acham que a guerra contra avaliações da Unctad continuará. "Ao atacarem o mandato da Unctad, os desenvolvidos se recusam a reconhecer as raízes da crise financeira", acusaram ONGs. "Os desenvolvidos não podem aceitar isso, porque significa reconhecer que suas políticas estavam erradas", diz Romain Benicchio, da Oxfam. Sobre a crise financeira, Supachai insistiu que os esforços para a reforma financeira internacional são pontuais e inconsistentes com os riscos de que a economia mundial retorne ao "business as usual". Um fórum sobre padrões de sustentabilidade foi anunciado pela Unctad e outras quatro agências da ONU. A ideia é ajudar países em desenvolvimento a se preparar para a nova tendência de padrões voluntários de sustentabilidade social, ambiental e outros, para poderem exportar. |
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Mantega diz que opinião de Lagarde sobre câmbio no país é 'um equívoco'
| Fonte: O Globo |
| Autora: Flávia Barbosa |
A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou ontem que os países emergentes devem trabalhar para corrigir desequilíbrios como, por exemplo, em relação à taxa de câmbio. Num recado que pode ser compreendido como endereçado ao Brasil, ela disse que a apreciação de moedas frente ao dólar é um efeito dos grandes fluxos de capitais para estas economias. Para ela, há dois caminhos: implementação de medidas que visem a corrigir a valorização cambial ou simplesmente aceitar moedas mais apreciadas. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, considerou a afirmação "um equívoco".
O Brasil, segundo relatórios de FMI e Banco Mundial, é um dos que mais atraem capitais estrangeiros desde o estouro da crise, em 2008. Além de estar mais vulnerável à volatilidade dos mercados, o país arca com o efeito colateral de ter o real valorizado frente ao dólar, o que reduz a competitividade nacional.
Governo vai continuar intervindo, diz Mantega
Lagarde também alertou que, diante da volatilidade dos mercados, alguns emergentes devem reorientar as bases do crescimento para o mercado doméstico, adicionando o consumo como motor da expansão, hoje centrada no investimento. Para isso, são necessárias "significativas e profundas reformas em casa", disse em recado à China.
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terça-feira, 17 de abril de 2012
EUA e Europa não tem culpa pelo real forte
Fonte: O Estado de S. Paulo
Autora: Denise Chrispim Marin
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Para Lagarde, política monetária dos ricos não é a principal motivação do fluxo de capital para os países emergentes
Com uma leitura distinta daquela repetida pelo Brics (Brasil, Índia, China, Rússia e África do Sul), a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, afirmou ontem não ser possível atribuir à política monetária dos Estados Unidos e da Europa a responsabilidade pela geração dos enormes fluxos de capitais hoje direcionados aos emergentes.
No dia 9, na Casa Branca, a presidente Dilma Rousseff reclamou ao líder americano, Barack Obama, do "tsunami cambial" provocado por medidas adotadas pelo Federal Reserve para estimular a economia do país.
"Não há evidência de essas políticas monetárias serem a causa direta dos fluxos de capitais para os países emergentes, como o Brasil. Podem ter tido um pequeno papel, mas não foram a maior motivação", disse Lagarde, em entrevista ao Estado e ao jornal italiano Il Sole 24 Ore. "As razões desses fluxos são a taxa elevada de retorno ao investimento, as perspectivas econômicas desses países e o aumento dos preços das commodities." A seguir, os principais trechos da entrevista.
A zona do euro gera preocupação pela ausência de crescimento. Qual é a sua avaliação?
A zona do euro acumulou nível alto de endividamento e manteve crescimento ligeiramente menor do que as outras economias avançadas. Há 18 meses, os mercados e os investidores queriam o ajuste das contas públicas, para restaurar um perfil mais saudável da dívida. Agora, questionam como obter o crescimento em um ambiente de ajuste. A união monetária respondeu com um impressionante arsenal de medidas. Além dos compromissos fiscais e do fortalecimento de governança na zona do euro, houve programas nacionais, medidas inovadoras do Banco Central Europeu e 800 bilhões em apoio potencial prometido pelos países da zona do euro. Ainda assim, os mercados continuam ansiosos, preocupados e hesitantes por causa da incerteza. Apesar de ter lidado inicialmente com a crise de forma fragmentada e sem resposta global, a Europa deu respostas sólidas nos últimos 18 meses.
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sexta-feira, 30 de março de 2012
Dilma critica barreiras impostas aos emergentes
| Fonte: O Estado de S. Paulo |
Ao discursar na 4.ª reunião dos Brics, que reúne Brasil, Índia, China, África do Sul e Rússia, a presidente Dilma Rousseff criticou as barreiras "injustas" impostas pelos países ricos aos emergentes. "A consequente depreciação do dólar e do euro traz enormes vantagens comerciais para os países desenvolvidos e coloca barreiras injustas à competitividade dos produtos oriundos dos demais países, em especial o Brasil", disse Dilma. E avisou: "Contudo, nós, do Brasil, não queremos, não iremos, nem concordamos em um processo de levar a uma competição na qual cada país tenta sair da crise desvalorizando sua moeda e o ganho de seus trabalhadores".
A presidente Dilma defendeu "uma nova política de combate à crise, uma política baseada na expansão do investimento e do consumo, na expansão dos mercados internos das principais economias mundiais e no crescimento equilibrado do comércio internacional". Ela reiterou que "medidas exclusivas de política monetária não são suficientes para superação dos atuais problemas da economia mundial". Para ela, "a recessão, o desemprego e a precarização do trabalho apenas ganham tempo e podem até gerar bolhas especulativas, caso não sejam acompanhadas pela recuperação do investimento, do consumo e um aumento do crescimento internacional".
Ela pregou também que "países com elevadas dívidas, como é o caso de muitos países da Europa, devem fazer sim o ajuste fiscal para ganhar credibilidade". E emendou: "no entanto, os que gozam de prestígio junto ao mercado, os que são estáveis e superavitários têm condições de lançar mão de instrumentos fiscais e expansivos, e assim o reequilíbrio seria alcançado". Para a presidente, "sem dúvida, reformas estruturais são importantes, mas só darão os resultados na magnitude e no tempo necessários se combinadas com a volta do crescimento". / T.M.
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segunda-feira, 26 de março de 2012
Emergentes podem 'revidar' no câmbio
| Fonte: Valor Econômico |
| Autor: Mike Dolan | Reuters |
Um tipo de contraofensiva poderá ocorrer este ano no que vem parecendo uma "guerra cambial global" de um lado só, enquanto o ritmo de crescimento das economias em desenvolvimento desacelera, as economias ricas dão uma pausa na impressão de dinheiro e a valorização das moedas emergentes perde força. A "guerra" de três anos, que é como o Brasil vem chamando as políticas de desvalorização dos países desenvolvidos que buscam reduzir os efeitos dos apertos de crédito domésticos, poderá completar um círculo e, como resultado disso, esgotar-se. Mas a direção invertida da desvalorização cambial dos mercados emergentes carrega seus próprios riscos, que vão do adiamento de decisões de investimentos ao agravamento dos problemas na diplomacia comercial. E mais: é o sucesso que o Japão vem tendo este ano em finalmente enfraquecer o supervalorizado iene, com novas rodadas de impressão de dinheiro, que poderá se mostrar fundamental ao perturbar o delicado equilíbrio existente na Ásia. Alguns economistas alertam que a queda de mais de 10% do iene desde janeiro já força a China a amolecer em sua controvertida política de impor um teto ao yuan, de uma maneira que poderá provocar consternação em Washington em um ano eleitoral. Longe de sofrer uma grande valorização como resultado da política chinesa de maior flexibilidade no câmbio - uma grande demanda multilateral e dos Estados Unidos -, o yuan na verdade vem se enfraquecendo este ano, em razão da queda do crescimento e da inflação na China, do agravamento da balança comercial e dos temores de uma "aterrissagem brusca". Embora o rigidamente controlado yuan tenha valorizado mais de 10% em comparação às maiores moedas do mundo nos últimos cinco anos, ele é uma das poucas moedas de grandes economias emergentes a permanecer mais baixa em relação ao dólar em 2012. Recuperando-se de um 2011 calamitoso, o rublo da Rússia, a rúpia da Índia, o peso do México e o rand da África do Sul acumulam valorizações que vão de 5% a 10%. |
terça-feira, 13 de março de 2012
UE deve se defender das economias emergentes, diz Merkel
Fonte: O Estadão
Chanceler alemã quer que a região restabeleça o crescimento da economia e crie empregos
Aos olhos do mundo, a crise financeira da Europa já está desenhada, mas a chanceler alemã, Angela Merkel, quer que a região diga o que vai fazer para restabelecer o crescimento da economia e criar de empregos.
"A Europa precisa crescer e ser competitiva e precisa se defender das economias emergentes", afirmou Merkel após reunião com o primeiro-ministro da Itália, Mario Monti. As informações são da Dow Jones
quinta-feira, 1 de março de 2012
FMI defende intervenção de emergentes no câmbio
Fonte: O Estado de S. Paulo
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Economistas do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgaram um estudo no qual afirmam que, em alguns casos, é benéfico que países emergentes interfiram nos mercados de câmbio.
No estudo, os economistas Jonathan D. Ostry, Atish R. Ghosh e Marcos Chamon defendem que bancos centrais de países emergentes suavizem fortes oscilações nas moedas, em especial quando elas são causadas por choques econômicos externos que alimentam uma forte entrada de capital nas suas economias.
O artigo reflete uma mudança mais ampla na posição política do FMI, que nos últimos meses tem dado sinais de apoio as medidas adotadas por países emergentes - que são criticadas por alguns países desenvolvidos - como, por exemplo, o uso de controles de capital. O estudo analisa 14 países e suas políticas cambiais, incluindo Brasil, Coreia do Sul, Turquia, Polônia, Hungria e Tailândia.
"Se dois instrumentos de política monetária estão disponíveis (a taxa de juros e a intervenção nos mercados de câmbio), então eles devem ser utilizados em conjunto, para se atingir tanto a estabilidade de preços como os objetivos cambiais", diz o texto, intitulado Dois Alvos, Dois Instrumentos: Políticas Monetárias e Cambiais em Economias de Mercados Emergentes.
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Emergentes pedem flexibilização de Basileia 3
Fonte: Valor Econômico
Autor: Assis Moreira
Autor: Assis Moreira
O México propôs que o G-20 examine as consequências das novas normas globais de capital e liquidez sobre os bancos dos países emergentes, com apoio do Brasil, China e todos os outros emergentes do grupo.
Na prática, o México, que preside este ano o G-20, busca que o Conselho de Estabilidade Financeira (FSB, na sigla em inglês) dê flexibilidade para bancos dos emergentes se enquadrarem no Acordo de Basileia 3, que vai exigir novos aportes de recursos.
O FSB monitora e recomenda regulações para o sistema financeiro global. Seu programa para reforçar a estabilidade é estabelecido pelo G-20, o grupo das maiores nações desenvolvidas e emergentes, e ao qual apresenta os relatórios sobre suas atividades.
Ao mesmo tempo, reportagem no site do "Financial Times", ontem, revelou que Alemanha e França vão divulgar hoje um medido de relaxamento nas regras de Basileia 3. Uma das demandas é para que bancos que controlem seguradoras recebam tratamento especial, o que poderia aumentar em vários bilhões o capital do Société Générale e do Crédit Agricole. A outra proposta é que seja adiado de 2015 para 2018 o prazo para que os bancos divulguem seus novos índices de alavancagem.
A demanda mexicana se explica num contexto em que bancos dos países desenvolvidos continuam a reconstituir seus balanços, além dos riscos de transmissão da crise do euro sobre o sistema financeiro global.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Banco Mundial prevê crise igual à de 2008 é alerta emergentes
Fonte: O Estado de S. Paulo
Autora: Cláudia Trevisam
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Principal perigo, segundo a instituição, vem da Europa, num cenário em que não há espaço fiscal para países adotarem medidas de estímulo
O Banco Mundial, assim como fez a ONU na terça-feira, rebaixou todas as projeções de expansão global para 2012 e alertou os países em desenvolvimento para a possibilidade de a situação se agravar ainda mais. A instituição prevê forte desaceleração do crescimento, redução no fluxo de capitais, desvalorização do mercado acionário, queda no preço das commodities e aumento do spread sobre a dívida soberana.
"O risco de uma crise global similar à que ocorreu em setembro de 2008 é real", afirmou em Pequim o economista-chefe da instituição, o chinês Justin Yifu Lin, durante divulgação do levantamento Prospectos para a Economia Global (PEG), realizado duas vezes por ano.
O principal risco vem da Europa, que pode arrastar o mundo para uma situação de congelamento dos mercados financeiros globais, afetando de maneira dramática os países cujas necessidades de financiamento externo superam 5% do Produto Interno Bruto (PIB).
A repetição de uma turbulência global teria impactos negativos mais profundos e duradouros agora, em razão do menor espaço fiscal para os países adotarem medidas de estímulo ao crescimento, alertou a instituição.
Na avaliação de Hans Timmer, diretor de Projetos de Desenvolvimento do Banco Mundial e responsável pela coordenação do PEG, "2012, ou o Ano do Dragão para a China, será muito difícil para a economia global". A probabilidade de a situação mundial se degradar de maneira generalizada é grande o bastante para ganhar destaque nas projeções do Banco Mundial, ainda que não seja o panorama considerado mais plausível.
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Brasileiro é o mais otimista entre os países emergentes
| Fonte: O Estado de S. Paulo Autor: Iuri Dantas |
A crise da dívida europeia e o rebaixamento dos Estados Unidos abalaram pouco as expectativas do consumidor brasileiro, que ainda é o mais otimista entre os principais mercados emergentes.
A conclusão faz parte de pesquisa realizada pelo banco Credit Suisse, que analisou as preferências de consumo nos países que formam o grupo Bric, além de Arábia Saudita, Egito e Indonésia. Na edição do ano passado, a pesquisa de consumo do banco identificou que 59% dos brasileiros esperavam uma melhora nas finanças pessoais nos seis meses à frente, índice que caiu para 53% na pesquisa divulgada ontem. O número supera, de longe, o observado na Índia (36%) e na China (31%).
A pesquisa foi feita pela AC Nielsen com 14 mil pessoas, de um total de 3,5 bilhões de habitantes nos países pesquisados.
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terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Unctad vê risco de contração global e alerta emergentes
| Fonte: Valor Econômico |
| Autor: Assis Moreira |
A Agência da ONU para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad) recomendou ontem que os países emergentes e em desenvolvimento preparem planos contra o "contágio contracionista" de politicas econômicas que vem sendo adotadas pelos países ricos. Para a Unctad, os pacotes de austeridade fiscal dos países ricos estão criando uma "acumulação perigosa" de riscos para a economia mundial. A entidade condenou essa política, insistindo que o alvo deveria ser crescimento e não o combate a déficit público. Este ano, a maioria dos países desenvolvidos suspendeu ou reverteu as politicas econômicas expansionistas que ajudaram a evitar uma crise global ainda maior depois da choque de 2008. Agora, por causa da forte queda da demanda, vários países ricos estão à beira de uma nova recessão. E a Unctad se mostra surpresa com a insistência dos governos de concentrar os seus esforços no corte de déficit fiscal e em reduzir a divida pública interna, quando o desemprego bate recorde, os investimentos declinam, o setor financeiro está fragilizado e as famílias têm crescente dificuldades financeiras. |
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