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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

FMI sugere outra fórmula para cotas

Fonte: Valor Econômico
Autor:  Assis Moreira

O Fundo Monetário Internacional (FMI) acabou de publicar um documento de seu staff com ideias sobre a revisão da fórmula de cotas, que estão longe de ser aceitas pelo Brasil e podem alimentar mais confrontos entre os países, em plena crise econômica. O tema parece ser técnico, cheio de complexidades, mas é fundamentalmente político, envolvendo a distribuição do poder de decisão na instituição monetária mais importante do mundo.

O compromisso assumido pelos líderes do G-20 e pelos membros no FMI é de revisão da fórmula de cotas até janeiro de 2013, para definir nova distribuição de poder em janeiro de 2014. O objetivo é melhor refletir as mudanças na economia mundial, que mudou substancialmente em vista de forte crescimento de países emergentes e em desenvolvimento.

Agora, o staff do Fundo sugere uma fórmula que dá peso a novas variáveis, como abertura financeira e contribuição financeira para o Fundo. Para o diretor executivo para o Brasil e mais oito países na diretoria do FMI, Paulo Nogueira Batista Junior, isso representa um retrocesso e beneficia principalmente os países desenvolvidos.

O Brasil defende uma fórmula baseada essencialmente no PIB, para refletir o peso relativo dos países em meio à transformação da economia mundial.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

OCDE e FMI apoiam taxa de carbono para financiar ações

Fonte: Valor Econômico
Autoras: Juliana Ennes e Paola de Moura

Organizações representantes de países desenvolvidos defenderam durante a Rio+20 a taxação sobre poluentes e emissores de carbono e, ao mesmo, a redução de subsídios para combustíveis fósseis. Os recursos adicionais arrecadados poderiam ser inclusive utilizados para melhorar a economia dos países em crise.

O vice-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Min Zhu, lembrou, por exemplo, que a Indonésia gastava, em 2005, 5,5% do PIB em subsídios. Em 2006, reduziu a 2% e a arrecadação cresceu US$ 19 bilhões. Ele acredita que os subsídios "desincentivam" a inovação e não ajudam os mais pobres. "Nossos dados mostram que 35% [de subsídios] são usados pela classe média e alta, ou seja, por quem não precisa", disse.

Segundo Min Zhu, se todos os países que fazem parte Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) cobrarem US$ 0,25 pela tonelada de carbono, arrecadarão US$ 250 bilhões. O diretor diz que a Austrália vai lançar o imposto de carbono e deve arrecadar US$ 7 bilhões em três anos. "Nos países emergentes, o imposto do carbono poderá aumentar a rede de segurança para promover mais distribuição e promover um crescimento verde e inclusivo", acredita.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Brics devem ter posição única sobre FMI

Fonte: Valor Econômico
Autor:  Sergio Lamucci

Os países dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) devem acertar uma posição conjunta antes do começo da reunião do G-20, na próxima segunda-feira, em Los Cabos, no México, mostrando que estão dispostos a ajudar com mais recursos no combate à crise global, desde que consigam mais poder nas instituições multilaterais como o Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo uma fonte do governo brasileiro, o país vai adotar uma posição dura em relação aos governos da Europa e dos EUA, que resistem em dar andamento às reformas que darão mais poder de voto aos emergentes.

O encontro dos Brics vai ocorrer na segunda-feira de manhã, antes da abertura da cúpula do G-20, a organização formada por 19 países mais a União Europeia (UE), que se reúne no México até a terça-feira. A fonte lembra que, nos Estados Unidos, a proposta de mudança para as regras do FMI nem sequer foi enviada ao Congresso, um exemplo que deixa claro que os países desenvolvidos pouco têm feito nessa direção. Para o Brasil, é fundamental acelerar o andamento das reformas dessas instituições.

Nessa reunião, é possível que se discutam os valores a serem aportados pelos Brics para o reforço de caixa do FMI de US$ 430 bilhões, decidido pelo G-20 em abril. Mas, segundo a fonte, antes da definição de qualquer valor, a questão mais importante é o que será oferecido para os países emergentes.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

FMI defende aperto monetário na Rússia


Fonte: Valor Econômico

A Rússia deveria apertar sua política monetária para evitar que sua economia se aqueça demais, disse ontem o Fundo Monetário Internacional (FMI). "A economia russa recuperou-se da crise de 2008 e 2009 e está agora rodando perto de seu potencial", disse Antonio Spilimbergo, responsável pelo relatório. "O aperto da política monetária pode ser necessário."

O banco central da Rússia realizará sua reunião de política monetária no dia 15. Em seu encontro de maio, a autoridade monetária manteve a taxa pelo quinto mês consecutivo e disse que os níveis são "apropriados para os próximos meses".

Spilimbergo citou a taxa de desemprego de abril de 5,8%, o menor nível desde agosto de 2008, como um indicador-chave de que a economia roda acima de seu potencial.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

FMI defende socorro direto a bancos

Fonte: Valor Econômico

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, alertou que a recapitalização direta de bancos da zona do euro com fundos de socorro regionais é vital para brecar a crise de dívida da região. A posição contrasta com a defendida pela Alemanha, de usar € 100 bilhões em fundos de emergência do euro para apoiar a Espanha na sustentação do setor bancário.

A pressão do FMI pode ajudar a convencer Berlim e permitir um mecanismo de socorro direto para os bancos. Líderes mundiais do G-20 reunidos no México na próxima semana devem pressionar as principais autoridades da União Europeia por um plano de ação concreto para resolver os problemas financeiros.

No sábado, a UE se comprometeu a repassar para Madri os recursos para ajudar o país a financiar os bancos prejudicados por empréstimos imobiliários de má qualidade. Os problemas no setor bancário da Espanha têm elevado os custos para rolagem de dívida do país, aumentando o risco de que a crise possa se espalhar para as maiores economias da região e, em última instância, ameaçando abocanhar a economia global.

A defesa do FMI por uso direto dos recursos para recapitalizar os bancos é vital "para evitar o círculo vicioso que nós estamos observando entre soberanos e bancos, bancos e soberanos e assim por diante", afirmou Lagarde.

"Nós defendemos que a ligação seja direta entre os recursos e os bancos", acrescentou.

Economistas alertam que repassar os recursos por meio do governo aumentaria os níveis de endividamento do país e alimentaria as incertezas sobre as condições de Madri honrar suas dívidas.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Brasil pode ter assento exclusivo no FMI


Fonte: O Estado de S. Paulo
Autor: Fábio Alves
Hoje o voto do País na diretoria exclusiva do Fundo é compartilhado com outros oito países; medida faz parte de acordo sobre revisão de cotas


O Brasil deverá ganhar um assento exclusivo na diretoria executiva do Fundo Monetário Internacional (FMI) com a aprovação do acordo feito no fim de 2010 para a revisão das cotas dos países-membros do Fundo, segundo informou à "Agência Estado" uma fonte do governo brasileiro.
A aprovação do acordo ainda depende de ratificação de um número mínimo de países associados ao Fundo, mas um maior poder de voto, com uma diretoria exclusiva, consolidaria a elevação de status do Brasil em fóruns multilaterais, demanda de longa data do governo brasileiro.

Hoje, o voto do Brasil na diretoria executiva do FMI é compartilhado com outros oito países, entre eles Colômbia, Haiti, Trinidad e Tobago e Suriname. Atualmente, apenas alguns países, como Estados Unidos, Japão, Alemanha, França e Reino Unido, têm assento exclusivo na diretoria executiva - essa diretoria tem 24 assentos. Com a entrada em vigor das novas cotas e o novo poder de voto, o número de assentos permanecerá o mesmo. Apenas alguns países ganharão mais representatividade, enquanto outros perderão.

A expectativa é de que a aprovação do acordo para a redistribuição das cotas possa acontecer na próxima reunião anual do Fundo, programada para outubro em Tóquio. Para isso, é preciso que o acordo seja ratificado pelos parlamentos e órgãos legislativos de países que representam pelo menos 85% do poder de voto no Fundo.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Após colchão anticrise, países têm como desafio medidas impopulares


Fonte: O Globo
Autora: Flávia Barbosa

Garantido o aumento dos colchões anticrise europeu e mundial, com mais de US$ 1 trilhão, o próximo grande passo dos principais atores da economia global é fazer valer em casa o compromisso político assumido no encontro de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, de avançar no processo de ajuste fiscal em sintonia fina com o resgate do crescimento internacional. Para isso, terão de demonstrar cacife para bancar reformas antipopulares nas legislações de previdência e mercado de trabalho, sanear o sistema financeiro e, no caso europeu, criar instituições de comando central, para supervisão bancária e de metas fiscais, que arranham a noção de soberania.

O objetivo é aproveitar o tempo "comprado" pelos colchões e por algumas medidas estruturais já tomadas para costurar planos de consolidação fiscal de médio e longo prazos. Para isso, a expansão econômica e o aumento da competitividade são cruciais, porque sustentariam a redução da dívida dos países e o manejo de orçamentos, restaurando a confiança dos mercados.

Nas palavras do presidente do comitê de ministros de Finanças do FMI, Tharman Shanmugaratnam, de Cingapura, a janela de oportunidade para implementação de uma política de equilíbrio, entre aperto de cinto e estímulo, é de dois a três anos.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Mantega diz que opinião de Lagarde sobre câmbio no país é 'um equívoco'

Fonte: O Globo
Autora: Flávia Barbosa
FMI vê múltiplos fatores de valorização do real. Ministro culpa nações ricas

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou ontem que os países emergentes devem trabalhar para corrigir desequilíbrios como, por exemplo, em relação à taxa de câmbio. Num recado que pode ser compreendido como endereçado ao Brasil, ela disse que a apreciação de moedas frente ao dólar é um efeito dos grandes fluxos de capitais para estas economias. Para ela, há dois caminhos: implementação de medidas que visem a corrigir a valorização cambial ou simplesmente aceitar moedas mais apreciadas. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, considerou a afirmação "um equívoco".

O Brasil, segundo relatórios de FMI e Banco Mundial, é um dos que mais atraem capitais estrangeiros desde o estouro da crise, em 2008. Além de estar mais vulnerável à volatilidade dos mercados, o país arca com o efeito colateral de ter o real valorizado frente ao dólar, o que reduz a competitividade nacional.

Governo vai continuar intervindo, diz Mantega

Lagarde também alertou que, diante da volatilidade dos mercados, alguns emergentes devem reorientar as bases do crescimento para o mercado doméstico, adicionando o consumo como motor da expansão, hoje centrada no investimento. Para isso, são necessárias "significativas e profundas reformas em casa", disse em recado à China.

FMI terá ajuda de Brics em aporte de US$ 400 bi

Fonte: Valor Econômico
Autor:  Alex Ribeiro

O Brasil deu indicações de que irá contribuir no reforço do caixa do Fundo Monetário Internacional (FMI), junto com os outros países que formam os Brics, pavimentando o caminho para o anúncio hoje de um aporte de pelo menos US$ 400 bilhões no organismo em reunião do G-20 em Washington.

Ontem pela manhã, o aporte ainda estava cercado de incerteza, e a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, evocou o espírito multilateralista dos Brics, numa tentativa de persuadi-los a contribuir. O Brasil e outros países do grupo ameaçavam fazer jogo duro para liberar recursos, exigindo a aceleração na reforma nas quotas do FMI, que teoricamente dará maior peso aos países emergentes nas votações do organismo.

O clima melhorou apenas depois de reunião dos ministros das finanças dos Brics, no início da tarde. "O Brasil desde o início vê a necessidade de reforço no FMI, mesmo porque a crise internacional não está resolvida", disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, logo após o encontro.

Ele, porém, evitou falar em cifras, alegando que primeiro será preciso um compromisso de países europeus com as reformas do FMI. Mas não são esperados impasses muitos sérios, já que as exigências não são muito ambiciosas: o Brasil quer uma declaração no comunicado do G-20 reafirmando, mais uma vez, o cronograma da reforma das quotas.

A expectativa é que a contribuição da China chegue a até US$ 60 bilhões, mesmo volume de recursos já anunciado pelo Japão. O Brasil deverá injetar algo em torno de US$ 10 bilhões, quase repetindo a quantia emprestada em 2009.

O FMI pede um reforço no seu caixa de US$ 400 bilhões para criar uma muralha de proteção para impedir que a crise europeia se espalhe dentro da própria Europa e a outras partes do mundo. Inicialmente, o FMI pedia até US$ 600 bilhões, mas reviu suas pretensões, diante da resistência de alguns países em contribuir, como os Estados Unidos e Canadá. Países europeus e o Japão já se comprometeram com US$ 320 bilhões.

terça-feira, 17 de abril de 2012

EUA e Europa não tem culpa pelo real forte


Fonte: O Estado de S. Paulo
Autora: Denise Chrispim Marin
Para Lagarde, política monetária dos ricos não é a principal motivação do fluxo de capital para os países emergentes

Com uma leitura distinta daquela repetida pelo Brics (Brasil, Índia, China, Rússia e África do Sul), a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, afirmou ontem não ser possível atribuir à política monetária dos Estados Unidos e da Europa a responsabilidade pela geração dos enormes fluxos de capitais hoje direcionados aos emergentes.

No dia 9, na Casa Branca, a presidente Dilma Rousseff reclamou ao líder americano, Barack Obama, do "tsunami cambial" provocado por medidas adotadas pelo Federal Reserve para estimular a economia do país.

"Não há evidência de essas políticas monetárias serem a causa direta dos fluxos de capitais para os países emergentes, como o Brasil. Podem ter tido um pequeno papel, mas não foram a maior motivação", disse Lagarde, em entrevista ao Estado e ao jornal italiano Il Sole 24 Ore. "As razões desses fluxos são a taxa elevada de retorno ao investimento, as perspectivas econômicas desses países e o aumento dos preços das commodities." A seguir, os principais trechos da entrevista.

A zona do euro gera preocupação pela ausência de crescimento. Qual é a sua avaliação?

A zona do euro acumulou nível alto de endividamento e manteve crescimento ligeiramente menor do que as outras economias avançadas. Há 18 meses, os mercados e os investidores queriam o ajuste das contas públicas, para restaurar um perfil mais saudável da dívida. Agora, questionam como obter o crescimento em um ambiente de ajuste. A união monetária respondeu com um impressionante arsenal de medidas. Além dos compromissos fiscais e do fortalecimento de governança na zona do euro, houve programas nacionais, medidas inovadoras do Banco Central Europeu e 800 bilhões em apoio potencial prometido pelos países da zona do euro. Ainda assim, os mercados continuam ansiosos, preocupados e hesitantes por causa da incerteza. Apesar de ter lidado inicialmente com a crise de forma fragmentada e sem resposta global, a Europa deu respostas sólidas nos últimos 18 meses.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

FMI pede socorro

Fonte: Correio Braziliense

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, pediu ontem que os Estados Unidos ampliem seus esforços para ajudar a instituição a aumentar seus recursos financeiros. "Estamos aqui para ajudar a nossos membros, inclusive os Estados Unidos. Ajudem-nos", afirmou Lagarde, em um claro recado a Washington. "Chegou a hora de as nações do mundo todo se unirem novamente ante um desafio econômico maior e com os Estados Unidos como sócio de primeira ordem", reforçou Lagarde.

Os EUA estiveram entre os primeiros a contribuir na triplicação dos recursos creditícios do FMI em 2009, mas hoje a situação mudou. O país ainda nem sequer ratificou uma reforma que duplicará o capital do Fundo, que supõe um aporte de US$ 63 bilhões. Desde o fim de 2011, Washington diz que não deseja contribuir para um novo aumento dos recursos financeiros por meio de empréstimos de Estados-membros.

"A lição é simples: junta, a comunidade pode atingir o que o indivíduo não pode e todo o mundo se beneficia", insistiu Lagarde.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Emergentes exigem pressa na reforma do FMI


Fonte: O Globo
Autora: Deborah Berlinck
Líderes do Brics decidem fazer pressão conjunta e pedem responsabilidade macroeconômica por parte dos países ricos

Líderes das cinco potências emergentes do Brics, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, disseram estar preocupados com o ritmo lento de reforma das cotas e da governança do Fundo Monetário Internacional (FMI) - instituição que cresceu em importância e é hoje o principal órgão por trás do esforço para debelar a crise mundial, em particular na Europa. Numa declaração conjunta ao fim do quarto encontro de cúpula do bloco, na capital indiana, os presidentes Dilma Rousseff, Hu Jintao (China), Dmitri Medvedev (Rússia), Jacob Zuma (África do Sul) e o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, cobraram ação urgente para reformar a instituição. E formalizaram a ameaça que já vinham fazendo individualmente: só vão colocar mais dinheiro no FMI se houver mudança em sua estrutura.

"Frisamos que o atual esforço para aumentar a capacidade de empréstimo do FMI só será bem-sucedido se houver confiança de que todos os membros da instituição estão realmente comprometidos a implementar fielmente a reforma de 2010", diz o comunicado.

Naquele ano, o FMI aprovou um novo sistema de cotas e votos que, na prática, vai colocar Brasil, China, Índia e Rússia entre os dez maiores membros cotistas, com peso nas decisões. Pelo acordo, europeus perdem dois dos nove assentos que têm na diretoria. Mas os Estados Unidos ainda não ratificaram o acordo, e os europeus não estão com pressa - razão da crescente frustração dos emergentes.

Os cinco líderes também se queixaram da nova onda de instabilidade nos mercados, provocada, sobretudo, pela crise na zona do euro. Em tom quase professoral, eles exortaram o mundo rico a adotar políticas macroeconômicas e financeiras responsáveis, a fim de evitar o contágio.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Brics querem reformas no FMI e no Banco Mundial


Fonte: O Estado de S. Paulo
Autora: Tânia Monteiro
Além da crise econômica global, as propostas para as organizações multilaterais serão tema central do comunicado conjunto dos países emergentes


A crise financeira mundial e a necessidade de implantar reformas de instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial serão o tema central do comunicado conjunto que deve ser assinado por Brasil, Índia, China, Rússia e África do Sul ao final da quarta reunião dos Brics, que se realiza esta semana na capital indiana.

Segundo a subsecretária-geral de Política do Ministério das Relações Exteriores, embaixadora Maria Edileuza Fontenele Reis, o documento terá também uma parte política, mas deverá se concentrar nas questões econômicas. A crise entre a China e o Tibete, que levou anteontem um tibetano a atear fogo ao corpo em protesto contra a repressão praticada pelo presidente chinês Hu Jintao, não deverá se tratada no documento. "Não creio que entrará, porque estamos mais preocupados com crises que eclodiram e estão em um momento de grandes episódios de violência", afirmou.

A criação de um banco de desenvolvimento comum aos cinco emergentes também estará em pauta. "Deve ser anunciada não ainda a criação do banco, mas de um grupo de trabalho para estudar as modalidades de constituição do banco", disse a embaixadora, lembrando que a instituição é importante porque cria uma "fonte alternativa de financiamento, sobretudo para países em desenvolvimento".

quinta-feira, 22 de março de 2012

FMI recomenda independência de agências reguladoras

Fonte: Valor Econômico
O Fundo Monetário Internacional (FMI) recomendará ao governo brasileiro que dê mais independência à Previc, agência reguladora dos fundos de pensão, e à Susep, autarquia responsável pela supervisão dos mercados de seguros, capitalização e previdência complementar aberta. "Juridicamente elas não têm o mesmo grau de independência do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários", criticou, ontem, Dimitri Demekas, diretor assistente do Departamento de Supervisão Financeira e de Mercados de Capitais do FMI.

A recomendação fará parte de um relatório que o organismo multilateral está produzindo sobre o sistema financeiro do Brasil, em parceria com o Banco Mundial. Ontem, foi concluída a fase de levantamento de dados e de conversas com autoridades brasileiras para produção do documento, previsto para julho.

"Nossa recomendação é de avançar no status institucional e jurídico para algo semelhante à CVM (cujos diretores têm mandato)", afirmou Demekas. Sem entrar em detalhes, ele disse ver necessidade de ajustes, por exemplo, nos requisitos de qualificação profissional, na forma de designação e nos motivos de demissão de dirigentes das duas autarquias.

O economista-chefe do Banco Mundial para a América Latina, Augusto de La Torre, entende que a independência das agências reguladoras e a qualidade da supervisão são importantes para o pleno desenvolvimento dos mercados, em especial os de previdência complementar, fechada (Previc) e aberta (Susep), são considerados estratégicos para aumento da poupança de longo prazo. (MI e MRA)

segunda-feira, 19 de março de 2012

Economia global saiu da zona de perigo, afirma Lagarde, do FMI

Fonte: O Globo
Alta dos preços do petróleo, porém, ameaça recuperação. China promete reformas

A economia global não está mais na beira do abismo e há sinais de estabilização na zona do euro e nos Estados Unidos, afirmou ontem em Pequim a diretoragerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde. Mas ela alertou que o elevado endividamento dos países ricos e a recente alta dos preços do petróleo ainda representam riscos.

— A economia global pode estar no caminho da recuperação, mas não há muito espaço para manobra, muito menos para erros de política monetária — afirmou Lagarde.

Ela disse que os recentes sinais de estabilização, como dados positivos da economia americana e a reestruturação da dívida grega, mostram que as medidas tomadas contra a crise global estão surtindo efeito: — Na esteira desses esforços coletivos, a economia global recuou da beira do abismo, e temos razões para ser mais otimistas. Mesmo assim, o otimismo não pode nos levar a uma falsa sensação de segurança.

Ainda há grandes fraquezas econômicas e financeiras a enfrentar.

Lagarde vê yuan como moeda de reserva no futuro

sexta-feira, 16 de março de 2012

FMI dá aval a empréstimo de € 28 bi à Grécia

Fonte: O Estado de S. Paulo
Autor: Andrei Netto
Sinal verde representa a homologação que faltava para o segundo plano de socorro ao país; Atenas sairá da depressão em 2013, diz Fundo

O Fundo Monetário Internacional (FMI) deu ontem sinal verde ao novo empréstimo à Grécia, que chegará a € 28 bilhões. A liberação dos recursos é a última etapa do segundo plano de socorro ao país, aprovado pela União Europeia e que totaliza € 130 bilhões. Com o valor, o Fundo - e seus países-membros - sinalizam também que vão investir bem abaixo do porcentual de 33% de participação nos planos de resgate anteriores, feitos à Grécia, à Irlanda e a Portugal.

Desde ontem, a primeira parcela do empréstimo, de € 1,65 bilhão, já está desbloqueada e pode ser sacada pelo governo do primeiro-ministro Lucas Papademos. O objetivo, segundo comunicado do Fundo, é "apoiar o programa de ajuste econômico das autoridades".

A decisão de liberar o resgate foi tomada por representantes de 24 países que integram o Conselho de Administração do FMI. O grupo também confirmou o prazo de quatro anos para o desbloqueio do valor total.

quinta-feira, 1 de março de 2012

FMI defende intervenção de emergentes no câmbio

Fonte: O Estado de S. Paulo
Economistas do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgaram um estudo no qual afirmam que, em alguns casos, é benéfico que países emergentes interfiram nos mercados de câmbio.

No estudo, os economistas Jonathan D. Ostry, Atish R. Ghosh e Marcos Chamon defendem que bancos centrais de países emergentes suavizem fortes oscilações nas moedas, em especial quando elas são causadas por choques econômicos externos que alimentam uma forte entrada de capital nas suas economias.

O artigo reflete uma mudança mais ampla na posição política do FMI, que nos últimos meses tem dado sinais de apoio as medidas adotadas por países emergentes - que são criticadas por alguns países desenvolvidos - como, por exemplo, o uso de controles de capital. O estudo analisa 14 países e suas políticas cambiais, incluindo Brasil, Coreia do Sul, Turquia, Polônia, Hungria e Tailândia.

"Se dois instrumentos de política monetária estão disponíveis (a taxa de juros e a intervenção nos mercados de câmbio), então eles devem ser utilizados em conjunto, para se atingir tanto a estabilidade de preços como os objetivos cambiais", diz o texto, intitulado Dois Alvos, Dois Instrumentos: Políticas Monetárias e Cambiais em Economias de Mercados Emergentes.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Poder de voto no FMI ainda é entrave

Fonte: Valor Econômico

Os países emergentes vão tentar obter das economias avançadas nesta semana a ratificação do acordo para aumento do seu poder de voto no Fundo Monetário Internacional (FMI) como um gesto de boa vontade para que participem da injeção de mais dinheiro no organismo.

Como esperado, os ministros das Finanças do G-20 não chegaram a um acordo em reunião nesse fim de semana na Cidade do México sobre o aporte de US$ 600 bilhões ao FMI, que praticamente duplicará os recursos disponíveis para evitar que outros países sejam contaminados numa eventual piora da crise europeia.

Depois de amanhã, o corpo técnico do FMI vai apresentar o seu relatório "Revisão da Fórmula de Quotas: Considerações Iniciais" à diretoria do organismo, que oficialmente dará início as negociações dentro do Fundo para, conforme já acordado em reuniões anteriores do G-20, aumentar o poder de voto dos países emergentes. No sábado, os ministros de Finanças dos Brics (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) discutiram sua estratégia nas negociações para aumento de cota no FMI, em reunião informal na Cidade do México.

A fórmula é considerada fundamental porque, dependendo dos critérios adotados, as economias emergentes podem ganhar maior ou menor poder de voto. As negociações vão se estender até janeiro de 2013, e a fórmula acordada servirá como parâmetro para uma redistribuição do peso no FMI marcada para 2014.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Aporte extra de recursos para o FMI divide o G-20

Fonte: Valor Econômico
Autores:  Alex Ribeiro e Assis Moreira

Os ministros de Finanças do G-20, grupo com as mais importantes economias do mundo, vão divididos a uma reunião neste fim de semana, na Cidade do México, que discutirá o pedido de aporte de até US$ 600 bilhões feito pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para combater os efeitos globais de um eventual agravamento da crise europeia. Fontes que acompanham as negociações dizem que será muito difícil um acordo. Mas é possível um comunicado delineando como seria o formato do aporte ao Fundo


Os ministros das finanças do G-20, grupo com as mais importantes economias avançadas e emergentes, vão divididos a uma reunião neste fim de semana na Cidade do México que discutirá o pedido de aporte de até US$ 600 bilhões feito pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para combater os efeitos globais de um eventual agravamento na crise europeia.

Fontes que acompanham as negociações dizem que será muito difícil um acordo final. Mas é possível um comunicado delineando como seria o formato do aporte de recursos no FMI. Mas a decisão sobre valores e sobre quem vai contribuir deve sair apenas na reunião de abril do G-20 em Washington, que ocorre em paralelo ao encontro de primavera do fundo e do Banco Mundial.

Segundo uma fonte do governo em Brasília, o Brasil caminha para fazer um empréstimo bilateral ao FMI com recursos das reservas internacionais. Os valores seriam contabilizados como ativos nas reservas. Outros países preferem abrir uma linha de crédito ao FMI, que seria sacada apenas em caso de necessidade.

Entre as distintas posições em jogo no G-20, num extremo estão os Estados Unidos. O presidente americano, Barack Obama, disputa a reeleição neste ano e está pouco disposto a pagar o preço político de enviar um projeto ao Congresso pedindo dinheiro do contribuinte para combater uma crise europeia.

Os EUA resistem à ideia de um fortalecimento do fundo por meio de acordos bilaterais. "Como não querem ficar isolados, e numa posição politicamente delicada, os americanos jogam contra esse mecanismo", diz uma fonte. A percepção é de que Washington prefere que o próprio FMI faça nova emissão de sua moeda, os Direitos Especiais de Saque (DES), a exemplo dos US$ 250 bilhões emitidos na crise de 2009 - só que nesse caso os europeus é que torcem o nariz.

No outro extremo, está a própria Europa, que já indicou que colocará pelo menos € 150 bilhões no FMI, mas pode buscar mais dinheiro junto a outros países do continente, o que em tese poderia elevar a soma para US$ 250 bilhões.

No meio da disputa estão economias emergentes, como o Brasil, Rússia e o México, país que neste ano preside a agenda do G-20. Todos estão dispostos a ajudar, desde que o FMI avance mais rápido na sua reforma de cotas e os europeus deem indicações de que vão fortalecer seus fundos de socorro para evitar novos contágios da crise. Mas, em geral, esses países acham que as duas coisas podem ser feitas paralelamente.

As posições mais importantes nesta reunião, porém, são a do Japão e a da China. "Os Estados Unidos já deixaram claro que não vão ajudar, mas eles não podem impedir que outros países o façam", afirma uma fonte de Washington que acompanha as negociações. "Já o Japão e a China são essenciais, porque eles devem colocar o grosso do dinheiro não-europeu."

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

FMI alerta para risco de nova turbulência mundial


Fonte: O Estado de S. Paulo
Autora: Denise Chrispim Marin

Fundo pede urgência nas reformas estruturais na Europa e nos Estados Unidos, visando aumento de competitividade

Com a crise da dívida soberana da Europa como epicentro, o mundo corre o risco de enfrentar uma nova turbulência, alertou ontem o Fundo Monetário Internacional (FMI). O alerta veio acompanhado da nova - e pior - projeção de crescimento da economia mundial para este ano e 2013.

Munido de mais US$ 500 bilhões, o FMI pediu urgência nas reformas estruturais na Europa e nos Estados Unidos, sobretudo para aumentar a competitividade, e defendeu o uso de recursos públicos para a elevação do capital dos bancos. "A recuperação mundial, que foi fraca, está em risco de estancar. O epicentro do perigo é a Europa. Mas o resto do mundo está afetado cada vez mais", afirmou Olivier Blanchard, economista-chefe do FMI.

Blanchard deixou clara a possibilidade de as novas estimativas do Fundo para a economia mundial piorarem ainda mais se as recomendações da instituição não forem adotadas. Em setembro passado, o FMI previa um crescimento de 4,0% para a economia mundial, com expansão de 1,9% para o grupo das economias avançadas. A Europa cresceria 2,1%. Ontem, oficialmente, o FMI cravou sua nova estimativa de expansão de apenas 3,3% para o mundo e de 1,2% para as economias avançadas. A Europa sofreria queda de 0,5%. O FMI apenas manteve sua projeção para os Estados Unidos, que continua em 1,8%.

Blanchard indicou a menor preocupação do FMI com o desempenho das economias emergentes. O recuo na estimativa de crescimento desse conjunto de países para 2012 - de 6,1% para 5,4% - teria mais razões internas do que externas, conforme afirmou. Assim como em setembro, o economista-chefe do Fundo recomendou que esses países continuem em alerta e em contínuo monitoramento da Europa. Para o Brasil, a expansão inicial de 3,6%, em 2012, foi rebaixada pelo Fundo para 3,0%. Para a China, recuou de 9,0% para 8,2%.