segunda-feira, 4 de junho de 2012

Captações externas registram o pior mês desde o início da crise

Fonte: Valor Econômico
Autor:  Fernando Travaglini

A captação externa da Brasil Food, concluída na quinta-feira, foi a única fechada no mês de maio e pode ter sido um ponto fora da curva. O mercado de renda fixa internacional ainda apresenta bastante volatilidade e permanece praticamente fechado, como resultado da maior aversão ao risco dos investidores em meio à piora das condições na zona do euro.

O mês de maio foi o mais fraco para as captações externas desde novembro de 2008, auge da crise financeira internacional, quando o país atraiu apenas US$ 360 milhões. Executivos de bancos de investimentos acreditam que pequenas janelas de oportunidade possam até surgir nas próximas semanas, mas nada parecido com os primeiros três meses do ano, quando o país atraiu mais de US$ 24 bilhões em recursos.

O banco Pine, que prospectava o mercado para realizar uma captação em francos suíços, da ordem de US$ 80 milhões, deve adiar o negócio.

"A partir de agora, será um mercado de janelas, diferente do começo do ano, quando tivemos dois ou três meses mais tranquilos", diz Cristina Schulman, chefe da área de dívida para Brasil do Santander.

Estrangeiros estão atentos a rumo da política monetária

Fonte: Valor Econômico

A percepção de que o governo tem influenciado mais diretamente a condução da política monetária, que tem buscado equilibrar o crescimento da economia com o controle da inflação, é o que mais tem preocupado os investidores estrangeiros.

"O principal risco que eu vejo para o Brasil é o de a política monetária tornar-se mais acomodada", afirma Ward Brown, gestor de fundos de dívida de mercados emergentes da MFS, que já foi economista do Fundo Monetário Internacional (FMI). Para ele, a política cambial e monetária está um pouco menos transparente.

O Banco Central tem cortado a taxa básica de juros para estimular o crescimento econômico. Ao mesmo tempo, o governo tem lançado mão, a exemplo da crise de 2008, de medidas anticíclicas, como o corte de impostos e redução do custo do crédito, para estimular o aumento do consumo e mitigar os impactos negativos de uma desaceleração da economia global.

"Essas medidas aumentam o nível de incerteza e os investidores vão querer um prêmio maior para investir em títulos brasileiros",

Cresce cobrança para que Alemanha ceda a mais estímulos no G-20

Fonte: Valor Econômico
Autor:  Assis Moreira

Os Estados Unidos e os emergentes aumentam as pressões para que a Alemanha diminua sua resistência a estímulos econômicos, diante do estrago que a crise do euro está causando, na cúpula de líderes do G-20 nos dias 18 e 19 em Los Cabos, no México.

A constatação é de que o mundo inteiro está contaminado pelo vírus da zona do euro, confirmado por indicadores em queda nos Estados Unidos, Reino Unido, Brasil e na China. A intensificação dos riscos na Europa - eventual saída da Grécia do bloco monetário, fragilidade dos bancos espanhóis e contágio nos mercados financeiros - deteriora a confiança de consumidores e empresas. Também intensificou-se a tendência de a expansão econômica em todas as regiões ser bem menor do que o potencial tanto em 2012 como em 2013.

"Os EUA estão cobrando mais respostas de estímulo econômico, e isso também ganhou relevância para a China, que está mais preocupada com a deterioração induzida pela crise europeia"", diz um importante negociador.

Os líderes dos Brics - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul- vão se reunir em Los Cabos no dia 18 para harmonizar a tônica da cobrança no G-20 por mudança de duro ajuste fiscal por políticas pró-cíclicas e que se quebre o circulo vicioso de desalavancagem, crescente desemprego e fragilidade do setor financeiro nas economias desenvolvidas.

Europeus reduzem exposição em emergentes

Fonte: Valor Econômico
Autor:  Assis Moreira

Os bancos da zona do euro cortaram US$ 300 bilhões de sua exposição nas economias emergentes num prazo de seis meses. O movimento deve continuar e resultar em corte de 20% da exposição total nesses mercados, de acordo com o Royal Bank of Canadá (RBC).

A forte contração econômica, aumento de calotes, fragilidade nos preços dos ativos, deterioração de negócios e intensificação de riscos financeiros ou políticos têm forçado os bancos na zona do euro a reduzirem seus balanços, diz Nick Chamie, economista-chefe para mercados emergentes do RBC.

Em novembro, o RBC estimou que as instituições europeias precisavam cortar € 1,4 trilhão nos balanços, para alcançar o "Tier 1" de 9%, o nível de capital mínimo de melhor qualidade, e um terço dessa redução viria com a venda de ativos nos emergentes.

Importação de insumos cai e indica 2º trimestre ainda fraco

Fonte: Valor Econômico
Autor: Por Rodrigo Pedroso

Os dados da balança comercial de abril e maio - 60% do segundo trimestre - não apontam recuperação expressiva da atividade econômica. Pelo contrário, eles apontam sinais de retração. O Brasil importou 2,6% menos matéria-prima e bens intermediários em abril e maio na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento (Mdic) na sexta-feira. Entre janeiro e março deste ano, as compras desses bens haviam crescido 4,3%.

A menor demanda por insumos importados é reflexo da estagnação na produção industrial nos últimos dois meses, na visão do consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) Julio Gomes de Almeida. "A compra desses produtos é um forte indicador de produção. A cada R$ 100 gerados pela indústria, R$ 20 são de importados", diz.

Ritmo menor do que nos três primeiros meses do ano também foi registrado nas importações de bens de consumo. Enquanto no primeiro trimestre (em relação ao mesmo período de 2011) o aumento foi de 11,8%, em abril e maio o incremento foi de 1,8%.

A ajuda internacional funciona

Fonte: Valor Econômico
Autor: Jeffrey D. Sachs
Os críticos dos programas de auxílio internacional estão errados. Uma enxurrada cada vez maior de dados mostra que os índices de mortalidade em muitos países pobres vêm caindo de forma acentuada e que o apoio internacional à assistência sanitária teve papel fundamental nisso. A ajuda realmente funciona, e salva vidas.

Um dos estudos mais recentes *, de Gabriel Demombynes e Sofia Trommlerova, mostra que a mortalidade infantil (mortes de crianças com menos de um ano) no Quênia teve forte queda nos últimos anos e atribui parte significativa desse avanço à distribuição em massa de telas mosquiteiras para combater a malária. Essas conclusões seguem a mesma linha de um importante estudo sobre a mortalidade provocada pela malária **, de Chris Murray e outros pesquisadores, que também revelou declínio alto e significativo nas mortes com a doença na África Subsaariana depois de 2004, em decorrência de medidas de controle da malária pela assistência internacional.

Voltemos no tempo 12 anos. Em 2000, a África padecia de três grandes epidemias. A aids matava mais de 2 milhões de pessoas por ano e se disseminava rapidamente. A malária crescia porque o parasita criava maior resistência aos medicamentos tradicionais da época. A incidência de tuberculose também aumentava, em parte como resultado da epidemia de aids e em parte pela maior resistência da infecção aos remédios. Além disso, a cada ano, centenas de milhares de mulheres morriam por problemas no parto, como a falta de acesso a cuidados seguros em clínicas e hospitais ou a falta de assistência em casos de emergência.

sábado, 2 de junho de 2012

Brasil e Coréia assinam memorando de entendimento sobre ZPEs

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

Os ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Fernando Pimentel, e da Estratégia e das Finanças da Coreia do Sul, Jaewan Bahk, assinaram quinta-feira, em Seul, um memorando de entendimento (MoU, na sigla em inglês) com objetivo de permitir ao Brasil a análise do modelo das Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs) sul-coreanas.

O modelo do país asiático caracteriza-se pela promoção do desenvolvimento de micro, pequenas e médias empresas. O Brasil também tem interesse em conhecer os modelos de elaboração de planos de negócio, e a constituição das empresas administradoras de ZPEs.

No encontro, na sede do ministério sul-coreano, Pimentel disse a Bahk que o modelo de desenvolvimento industrial e tecnológico serve de fonte de inspiração para o Brasil e ofereceu à Coréia do Sul o modelo de matriz energética, especialmente, o uso de biocombustíveis.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Brasil bate recorde em protecionismo, diz ONU

Fonte: O Estado de S. Paulo
Autor: Jamil Chade


O governo brasileiro foi o recordista na aplicação de novas medidas protecionistas no mundo nos últimos seis meses, desde que a crise econômica internacional ganhou uma nova intensidade. Os dados são da ONU, OMC e da OCDE, que fizeram o levantamento do protecionismo e vão levar os resultados aos líderes do G-20, para alertar que a promessa dos países de que não recorreriam a barreiras não está sendo cumprida.

Em quatro anos de crise, o acúmulo de barreiras já atinge 4% do comércio mundial - US$ 500 bilhões, o equivalente a toda a exportação brasileira e indiana reunidas. Ou todo o comércio exterior dos 54 países africanos.

A Organização Mundial do Comércio (OMC), a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) alertam que a ameaça protecionista cresceu e já é um "risco para a economia global". As entidades pedem que governos "resistam à tentação de políticas nacionalistas", destacando um retorno da "retórica protecionista" com a adoção de políticas de substituição de importação que estão aumentando a tensão entre os países.

No total, o Brasil adotou 17 novas barreiras contra importações, número que superou todos os demais países, inclusive a Argentina, acusada de adotar uma postura nacionalista.

Selo da Receita em vinho importado não é obrigatório



A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça manteve decisão que dispensa as empresas filiadas à Associação Brasileira dos Exportadores e Importadores de Alimentos e Bebidas (Abba) da obrigação de colocar selos de controle da Receita Federal nas garrafas de vinho importado.

A posição da Corte Especial levou em conta que não há dados que comprovem que a falta dos selos nas garrafas importadas possa causar grave lesão às finanças públicas, como afirma a Fazenda Nacional.

A União ingressou no STJ com pedido de suspensão de segurança para sustar os efeitos de decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que havia afastado a obrigatoriedade do selo, o qual passara a ser exigido para os vinhos em janeiro de 2011, por força da IN-RFB 1.026/2010, alterada pela IN-RBF 1.065/2010.

Para todas as chamadas “bebidas quentes” nacionais ou importadas, exceto o vinho, a exigência do selo existe desde 1964, quando foi promulgada a Lei 4.502. O pedido de suspensão foi negado pelo presidente do STJ, ministro Ari Pargendler, em decisão monocrática. A União recorreu para a Corte Especial, por meio de agravo regimental.

UNIÃO PODE ATENUAR REGRA DE CONTEÚDO LOCAL DA PETROBRAS

Fonte: Valor Econômico
Autora: Claudia Safatle

Ciente de que os investimentos no país não crescem e de que, ao contrário, neste ano estão encolhendo, o governo cogita usar no setor real da economia estratégia semelhante à executada para induzir os bancos a reduzir os juros. Assim como colocou os bancos públicos para liderar um processo de redução das taxas e retomada da expansão do crédito, seria dado impulso aos investimentos públicos e das empresas estatais para que eles arrastem junto os investidores privados.
Nessa estratégia, avalia-se a possibilidade de flexibilizar a exigência de índices de nacionalização nas encomendas da Petrobras, que chegam a 55%, para que a empresa possa acelerar seu programa de investimentos.


Diante do fraco desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) este ano e dos investimentos que não crescem, o governo discute e colhe sugestões para estimular a expansão da oferta de bens e serviços. É a desaceleração da atividade econômica doméstica, a dificuldade de executar os investimentos públicos e o péssimo humor dos investidores privados com a situação externa que preocupam a presidente Dilma Rousseff, e não as questões políticas mais recentes - como a discussão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, sobre o julgamento do mensalão, asseguram seus assessores.

Dentre as medidas que podem vir a ser adotadas para puxar os investimentos consta a possibilidade de o governo adiar, de forma seletiva, a vigência das regras de conteúdo local para as encomendas da Petrobras. Isso permitiria à empresa acelerar seu programa de investimentos. Mas há outras propostas na mesa e, nesse sentido, chamam a atenção algumas sugestões vindas de dois interlocutores frequentes da presidente - os economistas Delfim Netto e Luiz Gonzaga Belluzzo.

Ambos advogam, por exemplo, que o Ministério da Fazenda prorrogue os prazos de recolhimento dos impostos das empresas por 90 a 120 dias. Essa medida teria efeito imediato de prover o setor privado de recursos para capital de giro a custo zero, liberando os empresários dos guichês e dos elevados custos do dinheiro dos bancos. Delfim fez isso nos anos 60, num período em que o país estava em recessão, e a medida teria sido bem sucedida.

Sugestões envolvem prazo maior para recolher impostos

Blindagem contra importados

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Fonte: O Globo
Autora: Martha Beck

Governo eleva tributo para compensar desonerações e proteger indústria


De uma só vez, o governo aumentou ontem a carga tributária de bebidas frias, motos, micro-ondas e aparelhos de ar-condicionado do tipo split. Com isso, vai conseguir um reforço anual de caixa de pouco mais de R$ 3 bilhões. Em 2012, a ajuda será de R$ 526 milhões. No caso do setor de bebidas frias - cervejas, refrigerantes e água - a equipe econômica corrigiu a tabela de preços que serve como base de cálculo para o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o PIS/Cofins.

Além disso, decidiu baixar, por um período de quatro anos, o redutor que hoje as empresas utilizam para diminuir a base de cálculo desses tributos. Já para motos e eletrodomésticos, o objetivo foi conter a entrada de importados. Já a produção nacional maior é feita na Zona Franca de Manaus, livre de impostos.

Segundo a Receita, no caso das bebidas, a medida - que passa a vigorar em outubro - é uma forma de corrigir a carga tributária dos fabricantes de bebidas, que vem ficando abaixo da cobrada nos demais segmentos da economia. No entanto, o próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega, já havia admitido que vai ajudar a compensar desonerações que vêm sendo feitas para turbinar a atividade no país.

IPI de ar-condicionado, micro-onda e moto feitos fora da Zona Franca sobe para 35%

Fonte: Valor Econômico
Autor:  Thiago Resende

A partir de setembro, alguns modelos de aparelhos de ar-condicionado, de motocicletas e de micro-ondas pagarão mais Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A alíquota será elevada para 35% tanto para itens importados como para os fabricados no país. A medida, entretanto, não afeta a Zona Franca de Manaus, que agrupa cerca de 90% de toda a produção nacional desses bens, segundo a Receita Federal. Isso porque os itens produzidos nessa região de tributação especial são isentos de IPI e ficarão "protegidos" da concorrência internacional.

Sem prazo para terminar, a elevação do IPI, portanto, vai ter efeito nos importados e nas fábricas nacionais fora da Zona Franca de Manaus. É uma medida de proteção à indústria nacional, afirmou o subsecretário de tributação da Receita Federal, Sandro de Vargas Serpa.

Bebidas mais caras

Fonte: Correio Braziliense
Autora: Rosana Hessel

Governo aumenta tributos e preços da cerveja e do refrigerante podem subir 2,8% no DF


O governo publicou ontem dois decretos que, respectivamente, aumentam o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para motos, aparelhos de ar-condicionado e micro-ondas e reajustam a tabela dos impostos (PIS, Pasep, Cofins e IPI) das chamadas bebidas frias, como refrigerantes, cervejas, isotônicos e energéticos. A medida deve causar uma alta de 2,85% no preço desses produtos no Distrito Federal. “Qualquer reajuste acima desse percentual não será de imposto”, ressaltou o subsecretário de Tributação da Receita Federal, Sandro Serpa.

Governo aumenta IPI e indústria ameaça rever investimentos

Fonte: Valor Econômico
Autores:  Edna Simão e Daniele Madureira

Com o objetivo de elevar a arrecadação de impostos, o governo federal reajustou ontem a tabela das alíquotas de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), PIS/PASEP e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) incidentes no setor de bebidas frias - água, refrigerante, cerveja, isotônicos e energéticos. Além disso, serão reduzidos, gradualmente até 2015, os chamados "redutores", criados em 2008 com novo regime tributário do segmento, para impedir aumento de carga tributária.

A nova tabela gerou reação no setor produtivo. A recém-criada Associação Nacional da Indústria da Cerveja (CervBrasil), que reúne as quatro maiores fabricantes do país (Ambev, Schincariol, Heineken e Petrópolis) divulgou ontem comunicado dizendo que "o reajuste de impostos federais implicará diretamente em repasse nos preços de cervejas e refrigerantes".

Segundo o Valor apurou, a medida deve gerar aumento de pelo menos 4% sobre o preço das cervejas "mainstream", de marcas populares, como Brahma, Skol e Nova Schin.

Espanha vive agora fuga de capitais

Fonte: Valor Econômico

Os espanhóis, alarmados com a situação dos bancos, estão mandando dinheiro para fora do país no ritmo mais acelerado desde o início desses registros, em 1990. Segundo o Banco da Espanha, um total líquido de € 66,2 bilhões saiu do país em março. No ano, as saídas estão perto de € 100 bilhões. A Comissão Europeia ofereceu auxílio de um fundo de resgate da zona do euro para recapitalizar os bancos espanhóis e dar mais tempo para o governo reduzir o déficit fiscal. Ontem, rumores de que o FMI tinha iniciado discussões sobre um plano de resgate para a Espanha trouxeram alento aos mercados, mas a diretora-gerente do fundo, Christine Lagarde, negou a existência desse plano.



Os espanhóis, alarmados com a situação terrível de seus bancos, estão transferindo dinheiro para fora do país no ritmo mais acelerado desde que esses registros começaram a ser feitos, segundo mostram números divulgados ontem.

A Espanha é o próximo país na linha de tiro da crise da dívida da zona do euro, com regiões perdulárias e bancos abalados ameaçando abrir um rombo nas finanças do governo e levando os custos dos financiamentos a níveis que sinalizam a necessidade de socorro.

A Comissão Europeia chegou a oferecer um auxílio direto de um fundo de resgate da zona do euro para recapitalizar os bancos espanhóis e proporcionar mais tempo para o governo reduzir seu déficit fiscal. Isso ajudou a diminuir, ontem, o prêmio de risco que os investidores estão exigindo para manter em carteira os títulos de dívida de dez anos da Espanha, em vez dos títulos referenciais alemães, mas ele continuou perto do recorde da era do euro, de 520 pontos-base.

Dados do Banco da Espanha, o banco central, mostraram que um total líquido de € 66,2 bilhões foram enviados para fora do país em março, o maior número desde que os registros começaram em 1990. O número compara-se a uma entrada líquida de € 5,4 bilhões em março de 2011. No ano, as saídas esbarram nos € 100 bilhões.