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segunda-feira, 4 de junho de 2012

A ajuda internacional funciona

Fonte: Valor Econômico
Autor: Jeffrey D. Sachs
Os críticos dos programas de auxílio internacional estão errados. Uma enxurrada cada vez maior de dados mostra que os índices de mortalidade em muitos países pobres vêm caindo de forma acentuada e que o apoio internacional à assistência sanitária teve papel fundamental nisso. A ajuda realmente funciona, e salva vidas.

Um dos estudos mais recentes *, de Gabriel Demombynes e Sofia Trommlerova, mostra que a mortalidade infantil (mortes de crianças com menos de um ano) no Quênia teve forte queda nos últimos anos e atribui parte significativa desse avanço à distribuição em massa de telas mosquiteiras para combater a malária. Essas conclusões seguem a mesma linha de um importante estudo sobre a mortalidade provocada pela malária **, de Chris Murray e outros pesquisadores, que também revelou declínio alto e significativo nas mortes com a doença na África Subsaariana depois de 2004, em decorrência de medidas de controle da malária pela assistência internacional.

Voltemos no tempo 12 anos. Em 2000, a África padecia de três grandes epidemias. A aids matava mais de 2 milhões de pessoas por ano e se disseminava rapidamente. A malária crescia porque o parasita criava maior resistência aos medicamentos tradicionais da época. A incidência de tuberculose também aumentava, em parte como resultado da epidemia de aids e em parte pela maior resistência da infecção aos remédios. Além disso, a cada ano, centenas de milhares de mulheres morriam por problemas no parto, como a falta de acesso a cuidados seguros em clínicas e hospitais ou a falta de assistência em casos de emergência.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Política especial para nanotecnologia vai estimular aplicação da pesquisa na indústria

Fonte: Agência Brasil
Autor: Gilberto Costa



 Esforço conjunto de oito ministérios caminha para a edição de portaria que vai criar um conselho consultivo para definir as diretrizes do governo para a nanotecnologia, como é conhecida a capacidade tecnológica de manipular a matéria de tamanho atômico, de 1 a 100 nanômetros – cada nanômetro tem um milionésimo de milímetro, ou seja, uma unidade 10 mil vezes menor que o diâmetro do fio de cabelo.

A intenção do governo é estimular a pesquisa básica, a pesquisa aplicada na indústria e o desenvolvimento de materiais em diversos ramos de atividade produtiva, como a indústria têxtil, eletrônica, farmacêutica, de cosméticos e de plástico, além de agricultura e produção de energia.

O conselho consultivo vai arbitrar sobre a proposta que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) deverá fechar até março para o segmento. Segundo a Estratégia Nacional do MCTI, lançada no ano passado, a proposta tratará da formação de pesquisadores e da infraestrutura dos laboratórios de pesquisa; criará políticas para aumentar o número de empresas que desenvolvem nanotecnologia; e estabelecerá parâmetros para a cooperação internacional.

domingo, 7 de agosto de 2011

Fim de semana agitado no cenário político econômico internacional

De acordo com os meios de informação, o final de semana foi movimentado no cenário político e econômico internacional. Ocorreram reuniões do G-20, do G-7 e do Banco Central Europeu para discutir a crise da dívida na Europa e o rebaixamento da nota dos títulos da dívida pública dos EUA, além de buscar meios para amenizar os efeitos colaterais da crise.

Com certeza não há nenhuma solução instantânea, nenhuma mágica a ser feita, mas as reuniões realizadas neste fim de semana demonstram que os países aprenderam que não é por meio de políticas protecionistas que se resolvem os problemas econômicos, e que a cooperação internacional é o caminho para superar os obstáculos existentes.

Espero que nunca mais tenhamos que nos deparar com os estragos resultantes das infames Guerras Mundiais, e que jamais tenhamos que nos lembrar de datas tão tristes como 6 e 9 de agosto de 1945, dias em que Hiroshima e Nagasaki foram dizimadas por bombas nucleares.