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quinta-feira, 14 de junho de 2012

FMI defende aperto monetário na Rússia


Fonte: Valor Econômico

A Rússia deveria apertar sua política monetária para evitar que sua economia se aqueça demais, disse ontem o Fundo Monetário Internacional (FMI). "A economia russa recuperou-se da crise de 2008 e 2009 e está agora rodando perto de seu potencial", disse Antonio Spilimbergo, responsável pelo relatório. "O aperto da política monetária pode ser necessário."

O banco central da Rússia realizará sua reunião de política monetária no dia 15. Em seu encontro de maio, a autoridade monetária manteve a taxa pelo quinto mês consecutivo e disse que os níveis são "apropriados para os próximos meses".

Spilimbergo citou a taxa de desemprego de abril de 5,8%, o menor nível desde agosto de 2008, como um indicador-chave de que a economia roda acima de seu potencial.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Estrangeiros estão atentos a rumo da política monetária

Fonte: Valor Econômico

A percepção de que o governo tem influenciado mais diretamente a condução da política monetária, que tem buscado equilibrar o crescimento da economia com o controle da inflação, é o que mais tem preocupado os investidores estrangeiros.

"O principal risco que eu vejo para o Brasil é o de a política monetária tornar-se mais acomodada", afirma Ward Brown, gestor de fundos de dívida de mercados emergentes da MFS, que já foi economista do Fundo Monetário Internacional (FMI). Para ele, a política cambial e monetária está um pouco menos transparente.

O Banco Central tem cortado a taxa básica de juros para estimular o crescimento econômico. Ao mesmo tempo, o governo tem lançado mão, a exemplo da crise de 2008, de medidas anticíclicas, como o corte de impostos e redução do custo do crédito, para estimular o aumento do consumo e mitigar os impactos negativos de uma desaceleração da economia global.

"Essas medidas aumentam o nível de incerteza e os investidores vão querer um prêmio maior para investir em títulos brasileiros",

terça-feira, 10 de abril de 2012

Dilma cobra de Obama ação contra 'tsunami monetário'

Fonte: O Estado de S. Paulo
Autora: Vera Rosa
Na Casa Branca, presidente brasileira volta a criticar "políticas monetárias expansionistas", mas isenta China

A presidente Dilma Rousseff cobrou de seu colega americano, Barack Obama, mais responsabilidade para enfrentar a crise econômica mundial e isentou a China das consequências negativas da desvalorização artificial de sua moeda. "Precisamos ter clareza de que a responsabilidade de todos nós, nesse processo de contenção da crise, de retomada, é compartilhada", disse Dilma em entrevista após o encontro na Casa Branca com Obama. Ela voltou a criticar as "políticas monetárias expansionistas", que chamou novamente de "tsunami monetário", e insistiu que a resposta a esse problema exige ação conjunta e imediata. "Os EUA são um país diferente do resto do mundo. Ele emite moeda", disse a presidente, ao afirmar que o caso da China é diferente porque o país asiático atrelou sua moeda ao dólar. Em relação ao Irã, Dilma disse ainda ter reafirmado a preferência do Brasil pela diplomacia antes de sanções.

Na conversa de uma hora e meia com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na Casa Branca, a presidente Dilma Rousseff cobrou ontem mais responsabilidade do colega no enfrentamento da crise econômica mundial e isentou a China de todas as consequências pela desvalorização artificial de sua moeda.

"Precisamos ter clareza de que a responsabilidade de todos nós, nesse processo de contenção da crise, de retomada (do crescimento) é compartilhada", afirmou Dilma, em entrevista sem a presença de Obama. "Ninguém pode falar: "Não, eu não tenho responsabilidade, não tenho nada com isso. Não é bem assim."

O tom crítico havia sido adotado ainda na Casa Branca, após a conversa no Salão Oval. "Essas políticas monetárias, solitárias no que se refere às políticas fiscais, levam à valorização das moedas dos países emergentes, levando ao comprometimento do crescimento dos países emergentes", afirmou Dilma.

Na parte pública do encontro, nenhum dos dois deu sinal de sincero entrosamento.

terça-feira, 27 de março de 2012

Tsunami não é guerra



Fonte: O Estado de S. Paulo
Autor: Celso Ming
O governo brasileiro conseguiu pautar reunião de alto nível no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC) para discutir o câmbio como fator de concorrência desleal no comércio exterior, que começa nesta terça-feira.Por ser a organização que cuida da lisura do comércio global, a OMC é o fórum mais adequado para definir quando e em que condições o câmbio poderia ser considerado instrumento de práticas condenáveis no comércio.

O governo Dilma tem feito denúncias sobre a manipulação do câmbio pelos países ricos contra interesses comerciais do Brasil. Até agora, essas reclamações vêm sendo sistematicamente rechaçadas por autoridades dos países centrais, em parte pela falta de foco do próprio governo brasileiro.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, por exemplo, foi o primeiro a denunciar a tal guerra cambial. A presidente Dilma prefere outro termo: tsunami monetário, provocado pelos grandes bancos centrais que inundam os mercados com liquidez – algo que, por sua vez, tende gerar a valorização das moedas dos países emergentes (alta do dólar). Em entrevista publicada neste final de semana pela Veja, ela pareceu recusar o diagnóstico do ministro Mantega. Reconheceu que a atuação dos grandes bancos centrais (Fed e BCE) não pode ser vista como "agressão proposital" às demais nações.

Guerra cambial e tsunami monetário parecem troca de seis por meia dúzia, mas não o são. Uma coisa é manipular o câmbio, ou seja, intervir diretamente nos mercados de moeda para provocar desvalorização da própria moeda e, assim, tirar competitividade do produto estrangeiro. Está mais para o que fazem o Banco do Japão, o Banco Nacional da Suíça e o Banco do Povo da China, que se põem a comprar moeda estrangeira em seus próprios mercados, aumentam a oferta e evitam a megavalorização da própria moeda, o que tira competitividade do produto nacional.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Brasil frente às tendências da política monetária

Fonte: Valor Econômico
Autor: Felipe Tâmega
A crise internacional de 2008/09 foi quase sem precedentes e a reação também teve que ser proporcionalmente enérgica. Costurou-se uma combinação de estímulos monetários e fiscais de forma a promover uma política keynesiana para reverter a queda do produto. Entretanto, a margem de manobra fiscal e monetária era limitada. Por um lado, no passado, a política fiscal não fora perfeitamente anticíclica, mas sim enviesada para o lado do gasto. Por outro lado, o espaço para estímulos monetários também era reduzido, já que a combinação de juros baixos com inflação baixa, numa conjuntura recessiva, rapidamente levou alguns países a uma armadilha de liquidez.

Criou-se, assim, o espaço para relaxamentos monetários heterodoxos ("quantitative easing", ou simplesmente QE) que miram os agregados monetários. De fato, relaxamentos monetários acabaram sendo adotados por diversos países desde a crise de 2008/9. O que é novidade hoje é a sincronização da implementação dos mesmos.

A liquidez assim gerada no mundo desenvolvido acabará por transbordar para as economias emergentes, atraída por melhores perspectivas de crescimento e por maiores taxas de juros. Por sua vez, esse fluxo de entrada de divisas estrangeiras gera uma pressão por apreciação cambial das moedas dos emergentes que seria equivalente a um aperto monetário. Assim, um novo equilíbrio seria gerado com moeda mais forte e menor crescimento nos emergentes.

O problema é que os países emergentes não querem deixar suas moedas se apreciarem frente às moedas dos países que estão fazendo o relaxamento monetário e tampouco pretendem desaquecer mais suas economias. Os bancos centrais emergentes encontram-se assim num dilema: pretendem evitar a apreciação de suas moedas, via controle de capitais e intervenções no câmbio, mas, ao fazerem isso, diminuem o ímpeto do processo de arbitragem internacional que geraria uma taxa de juros mais baixa internamente. Portanto, a estratégia dos emergentes acabará gerando queda dos juros numa conjuntura de pouca apreciação de suas moedas e ambiente favorável ao aumento das taxas de inflação.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Merkel diz que falará com Dilma sobre receio de excesso de liquidez

Fonte: Estadão

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou após o fim da cúpula da União Europeia que compreende os recentes comentários da presidente Dilma Rousseff sobre a grande injeção de liquidez do Banco Central Europeu (BCE) no mercado, que chamou de "tsunami" de dinheiro barato que pode criar novas bolhas.

"Isso é exatamente o que queremos evitar", disse Merkel, acrescentando que vai tranquilizar Dilma na reunião bilateral que terão na Alemanha na próxima semana. "Por um lado, posso entender os questionamentos dela. É por isso que direi a ela que planejamos usar este momento" para buscar reformas, "que certamente não implementaremos medidas similares novamente e que a liquidez será absorvida do mercado novamente".

Na quinta-feira, a presidente Dilma Rousseff fez fortes críticas às ações de países em crise que estão gerando um excesso de liquidez no mercado global. A presidente disse que "nos preocupamos com esses tsunami monetário".

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

China começa a aliviar a política monetária

Fonte: Valor Econômico
Com sua economia desacelerando, a China começou a aliviar a sua política monetária. O governo está permitindo que os cinco maiores bancos do país ampliem seus empréstimos neste primeiro semestre. Além disso, Pequim estuda atenuar as exigências de capital dos bancos.

O banco central chinês permitirá que os grandes bancos ampliem em 5% os novos empréstimos neste trimestre, em relação ao mesmo período de 2011, segundo disseram duas fontes.

Já a autoridade reguladora do setor bancário decidiu adiar a adoção pelos bancos de regras mais rígidas de adequação de capital, além de estar avaliando uma redução na avaliação de risco de empréstimos a pequenas empresas, segundo informaram outras quatro fontes.

As autoridades chineses estão sob pressão para facilitar o crédito no país, depois que o crescimento da economia desacelerou modestamente no quarto trimestre de 2011, para 8,9%, o pior resultado em dez trimestres. A crise na Europa fez cair a demanda por produtos chineses, e as exportações estão perdendo força rapidamente.

O governo precisa resolver a difícil equação de manter a economia crescendo sem reinflar a bolha do setor imobiliário e a inflação.

As medidas que estão sendo adotadas "são um alívio da política [monetária] e um ajuste fino, e em ambos os casos visam a apoiar o setor real da economia", disse Liu Li-Gang, economista do Australia & New Zealand Banking Group, em Hong Kong. Segundo ele, "as condições de crédito este ano serão mais relaxadas do que no ano passado".