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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Cresce cobrança para que Alemanha ceda a mais estímulos no G-20

Fonte: Valor Econômico
Autor:  Assis Moreira

Os Estados Unidos e os emergentes aumentam as pressões para que a Alemanha diminua sua resistência a estímulos econômicos, diante do estrago que a crise do euro está causando, na cúpula de líderes do G-20 nos dias 18 e 19 em Los Cabos, no México.

A constatação é de que o mundo inteiro está contaminado pelo vírus da zona do euro, confirmado por indicadores em queda nos Estados Unidos, Reino Unido, Brasil e na China. A intensificação dos riscos na Europa - eventual saída da Grécia do bloco monetário, fragilidade dos bancos espanhóis e contágio nos mercados financeiros - deteriora a confiança de consumidores e empresas. Também intensificou-se a tendência de a expansão econômica em todas as regiões ser bem menor do que o potencial tanto em 2012 como em 2013.

"Os EUA estão cobrando mais respostas de estímulo econômico, e isso também ganhou relevância para a China, que está mais preocupada com a deterioração induzida pela crise europeia"", diz um importante negociador.

Os líderes dos Brics - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul- vão se reunir em Los Cabos no dia 18 para harmonizar a tônica da cobrança no G-20 por mudança de duro ajuste fiscal por políticas pró-cíclicas e que se quebre o circulo vicioso de desalavancagem, crescente desemprego e fragilidade do setor financeiro nas economias desenvolvidas.

terça-feira, 27 de março de 2012

Merkel dá sinal verde a fundo europeu

Fonte: Valor Econômico
Autor: Assis Moreira

A chanceler alemã Angela Merkel confirmou ontem pela primeira vez que vai apoiar o aumento do "firewall" ou programa de socorro europeu para alcançar € 700 bilhões contra propagação da crise da zona do euro.

No entanto, a concessão de Merkel é bem aquém da demanda da União Europeia e de países não membros do G-20 para a Europa dobrar o seu programa de socorro para cerca de €1 trilhão de e depender menos de ajuda externa.

Até agora, a Alemanha recusava aumentar os recursos contra a crise, temendo que os países da periferia da zona do euro ficassem menos dispostos a colocar em prática medidas de austeridade, uma vez que teriam segurança de que haveria uma rede mais forte de proteção.

Só que os "spreads" sobre os títulos soberanos de várias nações, especialmente da Espanha, continuaram subindo, com investidores cobrando mais para financiar países em situação financeira calamitosa.

Além disso, os parceiros internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e membros não europeus do G-20 insistem para a Alemanha dar um forte passo para ajudar a zona do euro.

O G-20 condicionou aumentar os recursos do FMI para cerca de US$ 1 trilhão a uma decisão anterior à da própria Europa de elevar os recursos para seu fundo de socorro aos países em dificuldades.

Após muita pressão, Merkel atende parcialmente a demanda.

Cidades do oeste alemão querem encerrar ajuda ao leste do país

Fonte: Economia, Comércio & Finanças, Europa
Autora: Emilia C. de Paula

Prefeituras do oeste alemão alegam problemas financeiros e querem fim da ajuda ao leste do país. Mais de 20 anos após a queda do Muro, situação em muitas cidades do oeste é pior do que nas da antiga Alemanha Oriental.

Com um olhar melancólico, Caroline e Fabian chegam à entrada da nova piscina pública em Waltrop. Mas o portão está fechado porque a minúscula piscina só está aberta a aulas de natação. Na cidade de 30 mil habitantes da região do rio Ruhr não existe mais piscina pública. A última foi fechada há alguns anos. “Lá eu tinha aulas de natação, e acho um absurdo agora não ter mais piscina. Espero que essa situação logo mude”, disse Fabian, de 11 anos.

Poucos acreditam em Waltrop que essa situação venha a mudar, pois a prefeitura da cidade está totalmente endividada. O orçamento municipal apresenta um déficit de 164 milhões de euros – mais do que o dobro de todo o orçamento anual. Já em 2008, a administração distrital estava tão preocupado com a situação financeira em Waltrop, que pediu a um consultor de economia elaborar um plano de recuperação, juntamente com a prefeita, Anne Heck-Guthe.

“Nós queríamos um orçamento equilibrado, isso não implica nem a quitação de dívidas, mas primeiramente não fazer novas dívidas. Queríamos alcançar isso através de vendas, por isso fechamos nossas piscinas e vendemos nossas instalações esportivas”, disse a prefeita.

Empréstimos para o leste

Assim como em Waltrop, a situação não é diferente em muitas cidades do Vale do Ruhr. Após o declínio da indústria do carvão e do aço, que foi responsável pela riqueza da região no passado, a taxa de desemprego em algumas cidades chega hoje a quase 20% – ou seja, quase três vezes superior à média alemã. As prefeituras fecham teatros, centros para jovens, piscinas e ainda assim não sabem como pagar os juros, muito menos suas dívidas.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Alemanha admite aceitar aumento do fundo de socorro da Europa


Fonte: O Globo
Líderes europeus podem decidir esta semana pela injeção de recursos

O Eurogrupo, que reúne os ministros de Finanças da União Europeia, se reúne nesta sexta-feira em Copenhague com a expectativa de que defina o aumento do fundo de resgate europeu, atualmente limitado em 500 bilhões. Até mesmo a Alemanha, que se opunha à proposta, parece estar inclinada a mudar de opinião para aliviar a pressão dos mercados financeiros, segundo fontes revelaram ao "Financial Times".

A necessidade de ampliar o fundo de socorro se torna ainda maior num ambiente com dados frágeis da economia europeia, junto com os recentes aumentos das taxas de juros das dívidas da Espanha e da Itália. O argumento é que o fundo de resgate europeu deve ser grande o suficiente para prevenir contágio de outros países da zona do euro no caso de problemas em algum país.

O fundo tem 500 bilhões e a proposta é que seja ampliado para 940 bilhões, ou quase 1 trilhão. Cerca de 200 bilhões, no entanto, já estão comprometidos com planos de resgate da Grécia, da Irlanda e de Portugal.

Fontes ligadas ao governo alemão revelaram ao "Financial Times" que Berlim está disposta a admitir a ampliação do fundo de resgate.

terça-feira, 13 de março de 2012

UE deve se defender das economias emergentes, diz Merkel

Fonte: O Estadão

 

Chanceler alemã quer que a região restabeleça o crescimento da economia e crie empregos


Aos olhos do mundo, a crise financeira da Europa já está desenhada, mas a chanceler alemã, Angela Merkel, quer que a região diga o que vai fazer para restabelecer o crescimento da economia e criar de empregos.

 "A Europa precisa crescer e ser competitiva e precisa se defender das economias emergentes", afirmou Merkel após reunião com o primeiro-ministro da Itália, Mario Monti. As informações são da Dow Jones

quarta-feira, 7 de março de 2012

Alemães propõem parceria com o Brasil na área de matérias-primas

Fonte: Valor Econômico
Autor:  Assis Moreira

A indústria alemã fez ontem um apelo à presidente Dilma Rousseff por uma parceria estratégica com o Brasil na área de matérias-primas, para garantir abastecimento mais estável, em meio à concorrência que se intensifica com a China, principalmente. Coube ao grupo siderúrgico ThyssenKrupp fazer uma exposição sobre o tema, em nome da federação das indústrias da Alemanha, em almoço com a presidente Dilma Rousseff e a primeira-ministra Angela Merkel, sobre a nova política alemã para matérias-primas, vista como oportunidade importante de negócios.

O Brasil tem deixado claro aos europeus que não fará aliança para continuar um mero exportador de matérias-primas. E cada vez mais o relacionamento bilateral passa por uma joint venture dos alemães com empresas brasileiras.

Os alemães dizem entender isso e sugerem um novo modelo envolvendo matérias-primas, dando como exemplo os investimentos da Thyssen no Rio. Ou seja, levar a tecnologia alemã para o Brasil, produzir localmente, agregar valor e exportar boa parte da produção para o mercado alemão. "Temos muito interesse em uma parceria estratégica com o Brasil em matérias-primas", disse Rafael Hadad, diretor do "Brasil Board" da federação das indústrias da Alemanha, que se encarrega de otimizar a relação com um dos emergentes com maior peso no mercado de commodities. A Alemanha fez recentemente um acordo de matérias-primas com a Mongólia, país rico em cobre, terras raras, carvão e ouro, e com o Cazaquistão.

Conforme estudo do Deutsche Bank, o aumento da população mundial e uma economia global que tende a se expandir vão aumentar a demanda por matérias-primas e assim o preço dos produtos se elevará no longo prazo. Para países industrializados, como a Alemanha, isso significa mais custos. De outro lado, mais acesso a consumidores com bons recursos. Mas o país precisará competir não apenas com os próprios produtores de commodities, como com a China e a Índia, cuja industrialização eleva o preço dos produtos.

Uma das razões pelas quais a Alemanha abre um novo capítulo sobre o tema é que o crescimento de países asiáticos e suas demandas enormes por matérias-primas foram subestimadas por um longo tempo, porque isso era visto mais como um fenômeno temporário.

A China prossegue com uma estratégia agressiva por mais acesso a recursos naturais. Os chineses hoje asseguram seu suprimento por meio de aquisições em todo o mundo, removendo assim boa parte da produção do mercado global. Para o banco alemão, "preços exorbitantes" vêm sendo cobrados pelos chineses para fornecer suas próprias commodities, como terras raras.

terça-feira, 6 de março de 2012

Dilma fala em defender real e Merkel ataca protecionismo

Fonte: O Estado de S. Paulo
Em um evento que deveria marcar a comunhão de interesses entre Brasil e Alemanha, os chefes de Estado e de governo dos dois países entraram em rota de colisão em público, ontem, em Hannover.

Em entrevista concedida ao meio-dia de ontem, a presidente Dilma Rousseff voltou a criticar o "tsunami monetário" na Europa, advertindo que o país poderia adotar medidas para proteger o real das "desvalorizações artificiais" de outras moedas.

A resposta veio oito horas depois. Em discurso de improviso, a chanceler Angela Merkel advertiu que os países desenvolvidos observam "as medidas protecionistas unilaterais", em referência indireta aos emergentes.

A discussão foi o desdobramento da insatisfação do governo brasileiro com a crescente liquidez estimulada pelos BCs de países ricos. Citando números do Banco de Compensações Internacionais (BIS), Dilma disse que a injeção de US$ 8,8 trilhões no sistema financeiro nos últimos três anos causa "desvalorização artificial" das moedas e "equivale a barreiras tarifárias".

segunda-feira, 5 de março de 2012

Dilma leva preocupação com câmbio a Merkel

Fonte: Valor Econômico
Autor:  Assis Moreira

Uma nova baixa da taxa de juros está definida como um dos caminhos para atacar a valorização do real. Foi o que afirmou ontem o assessor internacional do Palácio do Planalto, Marco Aurélio Garcia, ao desembarcar em Hannover, onde a presidente Dilma Rousseff vai abordar o "tsunami monetário" dos países ricos em encontro com a chanceler alemã Angela Merkel.

"É claro que o câmbio está [exagerado]", disse ele. "Vai ter mais uma reunião do Copom (dias 6 e 7), na qual vamos ter uma queda moderada dos juros, mas uma queda. Esse caminho já está definitivamente definido que é a baixa da taxa de juros, e é exitoso porque não tem efeitos inflacionários. E tem [havido] outras medidas prudenciais que terão seus efeitos. Não são todos que queremos, mas eu diria que pelo menos [alguns]", completou Garcia.

"Nós precisamos eliminar os fatores de anomalia existentes hoje, resultantes de desequilíbrios externos", afirmou o assessor internacional da presidência, informando que a presidente Dilma Rousseff vai reiterar publicamente e mais enfaticamente em privado nas conversas com a chanceler alemã o que tem falado sobre a gigantesca liquidez que causa problemas também para os emergentes.
A presidente Rousseff participará da abertura da CEBIT, maior feira de tecnologia do mundo, a convite de Merkel. O Brasil será país-tema da edição de 2012 da CeBIT, da qual participarão mais de 4,2 mil expositores de 70 países.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Merkel diz que falará com Dilma sobre receio de excesso de liquidez

Fonte: Estadão

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou após o fim da cúpula da União Europeia que compreende os recentes comentários da presidente Dilma Rousseff sobre a grande injeção de liquidez do Banco Central Europeu (BCE) no mercado, que chamou de "tsunami" de dinheiro barato que pode criar novas bolhas.

"Isso é exatamente o que queremos evitar", disse Merkel, acrescentando que vai tranquilizar Dilma na reunião bilateral que terão na Alemanha na próxima semana. "Por um lado, posso entender os questionamentos dela. É por isso que direi a ela que planejamos usar este momento" para buscar reformas, "que certamente não implementaremos medidas similares novamente e que a liquidez será absorvida do mercado novamente".

Na quinta-feira, a presidente Dilma Rousseff fez fortes críticas às ações de países em crise que estão gerando um excesso de liquidez no mercado global. A presidente disse que "nos preocupamos com esses tsunami monetário".

Brasil e Alemanha vão discutir novo acordo para eliminar bitributação

Fonte: Valor Econômico
Autor: Assis Moreira

A presidente Dilma Rousseff e a primeira-ministra alemã, Angela Merkel, vão discutir, na semana que vem, como desbloquear um acordo para evitar bitributação em matéria de impostos de renda e de capital, decisão que se arrasta há anos e pesa nos negócios bilaterais.

O impasse é importante, porque a Alemanha defende um modelo de acordo pelo qual a tributação se baseia no domicilio do investidor, enquanto a prática brasileira é que a taxação seja feita no local do investimento. A proposta alemã significaria para o Brasil perder bilhões de dólares de arrecadação, o que é considerado irrealista.

O governo brasileiro sinaliza que está aberto a uma negociação que atenda aos dois lados, levando em conta a importância estratégica do tema para a expansão da atividade econômica bilateral. Empresários brasileiros e alemães têm trabalhado para chamar atenção de Dilma e Merkel sobre o tema e esperam que, a partir de visita da presidente brasileira à Alemanha, possa haver algum movimento.

O Brasil e a Alemanha tinham um acordo para evitar bitributação que vigorou 30 anos, até ser suspenso (denunciado, na linguagem diplomática) em 2005 pelo governo social-democrata de Gerhard Schroeder.

Os socialistas de Berlim argumentaram na época que desejavam aplicar um acordo mais moderno, propondo o modelo da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), entidade que reúne os países desenvolvidos.

Para se ter uma ideia do que isso significa em termos de perda de arrecadação para o Brasil, basta ver que 1.300 empresas da Alemanha estão instaladas no país, incluindo todas as grandes companhias. O faturamento global dessas companhias representa algo em torno de 7% do PIB brasileiro.

Até agora, nenhum outro país denunciou acordo idêntico com o Brasil, entre eles os Holanda e Áustria, vizinhos da Alemanha. Segundo fontes, as grandes empresas alemãs estão tranquilas, porque suas operações são feitas não diretamente entre matriz e a filial brasileira, mas por meio de subsidiárias instaladas em terceiros países.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Relutância alemã cancela cimeira da Zona Euro

Fonte: RTP

Foi cancelada a reunião entre os líderes da Zona Euro que estava prevista para a próxima sexta-feira. A Alemanha mantém-se reticente em discutir o reforço do novo mecanismo de financiamento europeu e defende que isso poderá ser feito ao longo do mês de março, o que torna irrelevante o encontro que deveria acontecer após a cimeira da União Europeia a 27.

O encontro entre os líderes dos países da Zona Euro, que estava previsto para arrancar no final da cimeira a 27, foi cancelado, de acordo com diferentes fontes europeias citadas pela agência France Presse.

O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, tinha planeado reunir os líderes da Zona Euro num almoço depois da cimeira de quinta e sexta-feira, para iniciar as discussões sobre a dimensão do novo Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), que substituirá o atual Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) a partir de julho.

No entanto, a Alemanha mantém-se relutante em reforçar o fundo de resgate comunitário e ainda mais em juntar os recursos restantes do FEEF (cerca de 250 mil milhões de euros) aos do novo programa de financiamento (MEE), que em conjunto atingiriam os 750 mil milhões de euros.

Na reunião do G20 do passado fim de semana, os líderes mundiais fixaram o mês de abril como prazo para a Europa tomar decisões quanto ao “reforço das suas instituições que promovem o apoio financeiro”, de forma a travar a crise da dívida pública na Zona Euro. Só assim os restantes países estão dispostos a aumentar os recursos do Fundo Monetário Internacional para atacar futuras crises.

Contudo, com o prazo a apontar para abril, o ministro alemão das Finanças veio dizer que não seria necessário tomar uma decisão definitiva na reunião de sexta-feira, tornando-a desnecessária. De acordo com Wolfgang Schäuble, a Europa tem todo o mês de março para discutir o assunto.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

G-20 aumenta pressão sobre a Alemanha

Fonte: O Estado de S. Paulo
Autora: Denise Chrispim

Em clara pressão à Alemanha, o G-20, grupo das maiores economias do mundo, definiu ontem que 31 de março é o prazo máximo para os países europeus fecharem um acordo sobre o volume de recursos do Mecanismo de Estabilização Europeu, a nova "muralha" regional de proteção contra os efeitos da crise da dívida soberana. Previsto para o encontro do México, o aporte adicional de US$ 500 bilhões para o Fundo Monetário Internacional (FMI) foi adiado para abril, durante o encontro de primavera do organismo.

Ambas as decisões constam do documento final do encontro de ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais dos sócios do G-20. O FMI considera apropriada a injeção de US$ 1 trilhão no novo Mecanismo de Estabilização Europeu (ESM, na sigla em inglês), a entrar em operação em 1.° de julho. No texto, porém, o G-20 preferiu omitir qualquer valor.

"Os países da zona do euro vão reavaliar o poder de seus mecanismos de apoio em março. Isso vai dar um reforço essencial à nossa intenção de mobilizar recursos para o FMI", informou o comunicado.

Combinados, o ESM e o FMI teriam total de US$ 2 trilhões para acudir os países mais endividados. Embora seja equivalente ao somatório da dívida da Itália, o valor é considerado suficiente para evitar o colapso de nações europeias e, consequentemente, do setor financeiro mundial.

Nas reuniões do G-20, o Brasil, a Rússia, a Índia e a China condicionaram seus novos aportes ao FMI à criação de um ESM mais poderoso. Também exigiram e conseguiram obter a preservação do plano de 2010 de reforma das cotas do FMI, no qual os países emergentes teriam garantido espaço maior de influência nas decisões do organismo.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Ministro chega a Berlim e participa de série de reuniões

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Em seu primeiro dia na capital alemã, Mendes Ribeiro Filho esteve reunido com o vice-diretor do Serviço Sanitário Russo, Eugeny Neparklonov

Uma agenda movimentada espera o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, em seu primeiro dia em Berlim, onde ele participa do Fórum Global para Agricultura e Alimentação. Já na noite da chegada, o ministro esteve reunido com Eugeny Neparklonov, vice-diretor para Assuntos Internacionais do Serviço Sanitário Russo.

A programação oficial prevê o primeiro encontro com o Comissário Europeu para a Saúde e Defesa do Consumidor, John Dalli. Na pauta da reunião assuntos como Organismos Geneticamente Modificados, exportações de carne bovina e uma proposta de acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia.

Em seguida, Mendes Ribeiro Filho se reunirá com a ministra da Agricultura da Alemanha, Ilse Aigner, para a assinatura do convênio entre a Embrapa e o governo alemão sobre a extensão do Labex para Alemanha. A Embrapa já assinou acordos semelhantes com a França, Holanda, Reino Unido.

Na agenda também estão previstas reuniões com as empresas europeias de importações de carnes do Brasil, JL Mériaux. No final do dia, o último compromisso de Mendes é com a Ministra da Agricultura da Federação Russa, Yelena Borisovna Skrynnik. Entre os principais pontos que serão discutidos está a próxima reunião do Comitê Agrícola Brasil-Rússia, criado em 2010; as exportações do trigo russo; e a visita da ministra ao Brasil.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Novo tratado europeu

Toulon (França) e Atenas (Grécia) — O presidente da França, Nicolas Sarkozy, anunciou que vai realizar, em parceria com a Alemanha, um novo tratado de reformulação europeu com mais disciplina fiscal — medidas que garantirão um novo ciclo de redução da dívida da Zona do Euro. "Caso a Europa não mude rapidamente, a história do mundo será escrita sem ela", declarou o líder francês, que, na segunda-feira, receberá a chefe do governo alemão, Angela Merkel, em Paris, para elaborar as "propostas franco-alemãs" destinadas a superar a crise que sacode a Eurozona.

Os dois países decidiram unir forças numa última tentativa de evitar o caos na Zona do Euro. "Estamos vivendo uma situação extrema. Precisamos retomar o essencial e, por isso, França e Alemanha militarão por um novo tratado europeu que contenha mais disciplina, mais solidariedade e mais responsabilidade mediante um verdadeiro governo econômico", disse Sarkozy, em Toulon. Na avaliação dele, começa, agora, o ciclo do "desendividamento".

Sem proteção

Para atingir os objetivos, a cartilha franco-alemã defenderá o corte de gastos e benefícios sociais patrocinados pelos governos da Europa. "Não podemos financiar nossa proteção social como antes, com cotações salariais, quando as fronteiras são mais abertas e temos que enfrentar a competência de outros países com baixos salários. A reforma de nosso modelo social possui uma urgência absoluta", afirmou o Sarkozy em um discurso sobre a crise na Europa. Desde sua chegada ao poder, em 2007, ele realizou uma reforma do sistema previdenciário, mas sofre fortes resistências para realizar a reforma do sistema trabalhista.

Na Grécia, milhares de pessoas protestaram contra as medidas de austeridade que abalam o país há dois anos e que devem continuar, de acordo com a vontade do novo governo de coalizão. Ontem, até a metade do dia, a polícia havia contabilizado cerca de 17 mil manifestantes em Atenas e 6.000 em Salonique, no norte do país. "A paciência das pessoas está chegando ao fim", declarou Ilias Iliopoulos, vice-presidente do sindicato dos funcionários Adedy à rádio Flash.

Fonte: Correio Braziliense
Correio Braziliense - 02/12/2011