| Fonte: O Estado de S. Paulo Autor: Jamil Chade |
Autoridades estão preocupadas com resultado das eleições gregas; essa medida foi acionada pela última vez após a quebra do Lehman
Os bancos centrais das maiores economias do mundo se preparam para uma intervenção coordenada no mercado financeiro internacional, caso as eleições na Grécia no domingo abram a porta para a saída de Atenas da zona do euro e criem uma turbulência mundial.
O objetivo é evitar que a Grécia jogue toda a economia mundial em um caos. Em Londres, o governo já admitiu estar fazendo reservas de bilhões de libras para injetar no mercado e garantir liquidez se a crise grega terminar em cenário de turbulência.
No domingo, os gregos enfrentam eleições mais uma vez, depois que o último pleito não conseguiu resultar na formação de um governo. O problema é que o partido que pode sair vencedor - de extrema esquerda - promete rasgar os termos dos acordos de resgate da Grécia, o que, na prática, implodiria dois anos de negociações para manter Atenas no bloco.
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sexta-feira, 15 de junho de 2012
BCs preparam ação conjunta na Europa
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Suíça cogita controle de capitais
| Fonte: Valor Econômico |
| Autor: Assis Moreira |
O Banco Central da Suíça sinaliza controle de capital estrangeiro no caso de a Grécia deixar a zona do euro. A ideia é evitar uma nova enxurrada de dinheiro em direção às instituições helvéticas. O Banco Central da Suíça sinaliza controle de capital estrangeiro no caso de a Grécia deixar a zona do euro. A ideia é evitar uma nova enxurrada de dinheiro em direção às instituições helvéticas. O presidente do BC suíço, Thomas Jordan, constata que a situação se degradou nas últimas semanas, quando o euro chegou a seu nível mais baixo face ao dólar desde janeiro de 2010 e a pressão aumentou para alta do franco suíço. "Os investidores estão em busca de porto seguro. Para muitos, é o franco. A política monetária do BC permitiu que o franco não se valorize mais face ao euro. Assim, vamos fazer prevalecer a cotação mínima (1,20 franco) com toda determinação, mesmo nas condições mais difíceis", afirmou Jordan. Embora o cenário básico não seja de saída da Grécia do euro, Jordan disse que as autoridades se preparam "O franco suíço é inegavelmente uma moeda excessivamente valorizada e, do ponto de vista dos fundamentos, deveria baixar de valor. Mas não podemos manipular nossa moeda indiscriminadamente." |
BC oferta US$ 12 bi em swaps, e dólar recua
| Fonte: Valor Econômico |
| Autores: Eduardo Campos e João José Oliveira |
Ainda é cedo para falar que o dólar perdeu completamente a tendência de alta, pois nunca se sabe que notícias o quadro externo pode produzir, mas é certo que a corrida de compra entrou em pausa e não foram as condições de mercado que mudaram. O que mudou foi a postura do governo com relação ao câmbio. Em seis leilões de swap cambial o Banco Central (BC) colocou à disposição do mercado nada menos do que US$ 12,075 bilhões. Desses, cerca de US$ 5,4 bilhões foram tomados. Cabe uma breve distinção, mas o que ocorreu foi uma venda de dólar futuro nessas proporções. O BC primeiro "zerou" os swaps reversos (que equivalem à compra de dólar futuro) que tinha ofertado quando o dólar caía e depois vendeu "novos" contratos. Essa atuação, aliada ao aceno de que o grau de volatilidade preocupa a autoridade monetária, descolou o câmbio local do movimento externo. |
BC tenta melhorar expectativa de investidores estrangeiros
| Fonte: Valor Econômico |
| Autora: Lucinda Pinto |
Em resposta à onda de pessimismo que invadiu os mercados financeiros, o Banco Central (BC) iniciou estratégia para melhorar as expectativas, principalmente de investidores estrangeiros. Na semana passada, analistas baseados em Nova York foram chamados para conversas privativas — em alguns casos, com o próprio presidente do BC, Alexandre Tombini. O objetivo é tentar conter o viés negativo que passou a dominar relatórios produzidos por instituições financeiras nas últimas semanas e que claramente afetou os preços dos ativos no mercado local.
A mensagem do BC é que a atividade vai começar a responder aos estímulos no segundo semestre. A autoridade sinalizou que agirá com “parcimônia” na condução da política monetária — o que significa cortes menores na taxa de juros —e deixou claro que não permitirá que o dólar avance além do patamar atual, de R$ 2,00. “O BC vendeu muito pessimismo em agosto, para justificar suas decisões de política monetária, e talvez isso tenha contribuído para esfriar ainda mais a economia”, diz um dos profissionais convidados para os encontros. "O BC vendeu muito pessimismo em agosto, para justificar suas decisões de política monetária, e talvez isso tenha contribuído para esfriar ainda mais a economia", explica um dos profissionais convidados para um encontro pessoal com a autoridade monetária. "Agora, o BC quis passar mais otimismo, o que parece estranho em um momento em que o mundo claramente está em deterioração". Justamente por ser um discurso com alguma "contradição" em relação ao atual momento global, o especialista diz que essa "estratégia" deve ter ajudado a confundir a curva de juros, que oscilou bruscamente na última semana. |
quinta-feira, 29 de março de 2012
Brics:bancos oficiais fazem acordo para emprestar em moeda local
Fonte: O Estadão
Os bancos de desenvolvimento de Brasil, China, Rússia, Índia e África do Sul, que compõem o bloco dos Brics, assinaram nesta quinta-feira um acordo que estabalece regras gerais para a concessão de linhas de crédito em moeda local.
O objetivo do acordo, firmado durante reunião dos Brics em Nova Dhéli, é promover a intensificação das relações econômicas entre os países emergentes, segundo nota à imprensa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
"Uma vez que estejam firmados acordos bilaterais entre cada um dos bancos, poderão ser realizados empréstimos nas moedas locais. As instituições deverão examinar as condições em que tais empréstimos serão viáveis, em função da legislação e das normas de seus respectivos países", informou o BNDES.
Foi assinado ainda documento que define regras para a confirmação de cartas de crédito em operação de exportação entre os cincos países.
Ambos os acordos têm vigência de cinco anos.
sexta-feira, 9 de março de 2012
'Guerra cambial' está de volta e BCs aumentam intervenções
| Fonte: Valor Econômico Autor: Assis Moreira |
"A guerra cambial está de volta", diz o Royal Bank of Canada (RBC), em meio a movimentos dos bancos centrais em países emergentes tentando frear a excessiva valorização de suas moedas para se contrapor ao excesso de liquidez deflagrada pelo G-4 (Estados Unidos, zona do euro, Grã-Bretanha e Japão). O Banco Central do Brasil foi, nesta semana, praticamente o único entre os grandes a diminuir as taxas de juros. Os BCs da Austrália, Nova Zelândia, Coreia do Sul e Indonésia mantiveram suas taxas inalteradas. Já as intervenções no câmbio se propagam. Na América Latina, o RBS nota que o Brasil, Peru e Colômbia vêm comprando dólares regularmente para frear a pressão sobre suas moedas. Mas o Chile também pode começar logo a adquirir dólares no mercado. Na Ásia, bancos centrais na China, Coreia do Sul, Malásia e Cingapura voltaram a fazer intervenções, com maciças aquisições de moeda americana. O BC da Austrália também avalia o impacto da moeda sobre o mercado de trabalho e monitora para que o fluxo de capital não provoque valorização excessiva. "Valorização excessiva de moedas se tornou um tremendo vexame político para alguns bancos centrais nos últimos anos", avalia a consultoria FxPro, de Londres. No Japão, as intervenções têm sido colossais. A Suíça emprega termos militares para avisar que se protegerá com aquisições ilimitadas de moeda estrangeira a fim de evitar mais apreciação do franco suíço. A expectativa entre bancos internacionais é de reintrodução de controles de capital ou barreiras comerciais, diante da rapidez no aumento do fluxo de capitais e de importações em vários países. Para o RBS, os investidores vão usar os recursos baratos nos países desenvolvidos, onde as taxas de juros são baixas ou mesmo negativas, para investir nos emergentes com juros mais altos e onde as perspectivas de crescimento também persistem. Esse excesso de liquidez está impulsionando todos os mercados, criando dilemas para as autoridades dos países emergentes, com suas moedas fortes ameaçando a competitividade no comércio e aquecendo demais suas economias. O RBS alerta, porém, que a persistência das forças da desalavancagem (com a redução do endividamento) persistem como um risco central, podendo afetar de novo os mercados globais quando desaparecer o ímpeto positivo dado pela expansão deflagrada pelo G-4. |
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