| Fonte: Valor Econômico |
A Grécia pode decidir nas eleições deste domingo o futuro da sua permanência no euro, a moeda única europeia. Se os partidos favoráveis ao pacote de ajuste vencerem, a União Europeia já acenou ontem com um alívio nas duras exigências impostas aos gregos. Caso os partidos contrários ao pacote vençam, há o risco de pânico nos mercados na segunda-feira e de uma corrida aos bancos gregos. Nesse caso, há indicações de que os principais bancos centrais do mundo preparam uma ação coordenada para garantir liquidez e tentar acalmar os mercados. O país realiza a segunda eleição legislativa em um mês e meio, já que na votação anterior nenhum bloco ou coligação obteve a maioria necessário no Parlamento para formar um governo. As últimas pesquisas divulgadas, no dia 1º, mostravam que nenhum partido conquistaria a maioria. O Syriza, o legenda de esquerda que está prometendo voltar atrás nos termos do resgate fechado com o FMI, o Banco Central Europeu e a União Europeia (UE), e o Nova Democracia, de centro direita, a favor do acordo, estavam empatados na frente. Em terceiro, vinha o socialista Pasok, também pró-resgate. Os vizinhos europeus estão abertamente fazendo pressão para que o país respeite o acordo. "Quero que a Grécia permaneça na zona do euro, mas os gregos devem compreender que isso exige uma relação de confiança", disse o presidente francês, François Hollande, em entrevista a uma televisão grega. "Caso se dê a impressão de que os gregos querem se distanciar dos compromissos assumidos e abandonar quaisquer perspectivas de recuperação, haverá países da zona do euro que preferirão pôr um fim na presença da Grécia." |
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sexta-feira, 15 de junho de 2012
Grécia vai às urnas para definir seu futuro no euro
BCs preparam ação conjunta na Europa
| Fonte: O Estado de S. Paulo Autor: Jamil Chade |
Autoridades estão preocupadas com resultado das eleições gregas; essa medida foi acionada pela última vez após a quebra do Lehman
Os bancos centrais das maiores economias do mundo se preparam para uma intervenção coordenada no mercado financeiro internacional, caso as eleições na Grécia no domingo abram a porta para a saída de Atenas da zona do euro e criem uma turbulência mundial.
O objetivo é evitar que a Grécia jogue toda a economia mundial em um caos. Em Londres, o governo já admitiu estar fazendo reservas de bilhões de libras para injetar no mercado e garantir liquidez se a crise grega terminar em cenário de turbulência.
No domingo, os gregos enfrentam eleições mais uma vez, depois que o último pleito não conseguiu resultar na formação de um governo. O problema é que o partido que pode sair vencedor - de extrema esquerda - promete rasgar os termos dos acordos de resgate da Grécia, o que, na prática, implodiria dois anos de negociações para manter Atenas no bloco.
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terça-feira, 15 de maio de 2012
Ministros da UE: saída da Grécia é 'disparate'
Fonte: O Globo
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Presidente do Eurogrupo afirma que hipótese nem foi discutida, mas avisa que gregos têm de cumprir acordo de resgate
Os ministros de Finanças da zona do euro afirmaram ontem, após reunião, que as discussões sobre uma possível saída da Grécia do bloco são "um disparate". Mas ressaltaram que o país tem de respeitar os termos do acordo de resgate acertado com a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).
- Não vejo, nem por um segundo, a Grécia deixando a zona do euro. Isso é um disparate - disse o presidente do Eurogrupo, que reúne os ministros de Finanças do bloco, Jean-Claude Juncker. - O abandono da moeda única pela Grécia não foi discutido em nossa reunião hoje. Ninguém defendeu isso.
Após a reunião do Eurogrupo, que durou seis horas, Juncker disse ainda que os gregos têm de entender que o programa de austeridade precisa ser implementado.
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segunda-feira, 14 de maio de 2012
BCE já admite saída da Grécia do euro
| Fonte: Valor Econômico |
| Autor: Ralph Atkins |
Representantes do Banco Central Europeu (BCE) falaram pela primeira vez publicamente, neste fim de semana, sobre o "gerenciamento" de uma possível saída da Grécia da zona do euro, na medida em que as tentativas frustradas para a formação de um governo de coalizão elevam as chances de um calote do país. Comentários de membros do conselho do BCE mostram que o risco de uma fragmentação da união monetária é levado de forma cada vez mais séria no órgão. Isso marca uma mudança de postura do BCE, que até então vinha dizendo que acordos europeus não permitem retiradas de países, e que uma quebra de tratado traria prejuízos econômicos incalculáveis. "Creio que um divórcio amigável, se for em algum momento necessário, seria possível. Mas eu ainda sentiria muito [se isso ocorresse]", disse Luc Coene, representante da Bélgica no Banco Central Europeu. |
segunda-feira, 26 de março de 2012
Grécia deveria ter opção de sair da zona do euro, afirma Unctad
Fonte: O Estado de S. Paulo
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Para o presidente da entidade Supachai Panitchpakdi, é preciso dar flexibilidade para os países da zona do euro
A zona do euro só poderá sobreviver no longo prazo se seus integrantes tiverem permissão para abandoná-la e aderir novamente a ela, e a Grécia deveria ser o primeiro país a poder ter essa opção, disse o presidente da Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad), Supachai Panitchpakdi.
Supachai foi vice-primeiro-ministro e ministro do comércio da Tailândia de 1997 a 1999, quando ele se tornou o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), e portanto tem conhecimento em primeira mão das dificuldades que os países encontram para resolver os problemas de dívidas.
Agora secretário-geral da Unctad, Supachai acredita que é essencial para a saúde da economia mundial que a zona do euro consiga sobreviver, mas que é necessária maior flexibilidade para que ela consiga atravessar a crise. "Isso significa que a zona do euro não é estanque para sempre, com um número fixo de participantes", disse Supachai. "Deve ser flexível o suficiente para permitir que os países entrem e saiam do bloco."
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sexta-feira, 16 de março de 2012
FMI dá aval a empréstimo de € 28 bi à Grécia
| Fonte: O Estado de S. Paulo Autor: Andrei Netto |
O Fundo Monetário Internacional (FMI) deu ontem sinal verde ao novo empréstimo à Grécia, que chegará a € 28 bilhões. A liberação dos recursos é a última etapa do segundo plano de socorro ao país, aprovado pela União Europeia e que totaliza € 130 bilhões. Com o valor, o Fundo - e seus países-membros - sinalizam também que vão investir bem abaixo do porcentual de 33% de participação nos planos de resgate anteriores, feitos à Grécia, à Irlanda e a Portugal. Desde ontem, a primeira parcela do empréstimo, de € 1,65 bilhão, já está desbloqueada e pode ser sacada pelo governo do primeiro-ministro Lucas Papademos. O objetivo, segundo comunicado do Fundo, é "apoiar o programa de ajuste econômico das autoridades". A decisão de liberar o resgate foi tomada por representantes de 24 países que integram o Conselho de Administração do FMI. O grupo também confirmou o prazo de quatro anos para o desbloqueio do valor total. |
quarta-feira, 7 de março de 2012
Grécia, China e Brasil derrubam bolsas
Fonte: O Estado de S. Paulo
Autor: Jamil Chade
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Grécia, Brasil e China derrubaram as bolsas pelo mundo, reforçando a percepção de que a crise da dívida na Europa não está resolvida e obrigando os mercados a reverem suas perspectivas de recuperação da economia mundial para 2012.
Um documento do Instituto de Finanças Internacionais (IIF) mostrou que um calote desordenado da Grécia poderia causar prejuízo superior a € 1 trilhão à zona do euro e forçar a Itália e a Espanha a procurarem ajuda financeira externa.
"O contágio vai se acelerar particularmente em Portugal e depois rapidamente na Irlanda, Itália e Espanha", destaca o documento. Nem Alemanha e os países nórdicos ficariam imunes, já que a crise afetaria o poder de compra de toda a região e as exportações. O próprio Banco Central Europeu (BCE) também sofreria. "O choque financeiro sobre o BCE ameaça sacudir os fundamentos da União Monetária."
Uma consequência seria a saída dos gregos da zona do euro. "Parece difícil imaginar que a Grécia continuará sendo um membro funcional da zona do euro em caso de falência desordenada", indica o IIF.
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Relutância alemã cancela cimeira da Zona Euro
Fonte: RTP
Foi cancelada a reunião entre os líderes da Zona Euro que estava prevista para a próxima sexta-feira. A Alemanha mantém-se reticente em discutir o reforço do novo mecanismo de financiamento europeu e defende que isso poderá ser feito ao longo do mês de março, o que torna irrelevante o encontro que deveria acontecer após a cimeira da União Europeia a 27.
O encontro entre os líderes dos países da Zona Euro, que estava previsto para arrancar no final da cimeira a 27, foi cancelado, de acordo com diferentes fontes europeias citadas pela agência France Presse.
O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, tinha planeado reunir os líderes da Zona Euro num almoço depois da cimeira de quinta e sexta-feira, para iniciar as discussões sobre a dimensão do novo Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), que substituirá o atual Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) a partir de julho.
No entanto, a Alemanha mantém-se relutante em reforçar o fundo de resgate comunitário e ainda mais em juntar os recursos restantes do FEEF (cerca de 250 mil milhões de euros) aos do novo programa de financiamento (MEE), que em conjunto atingiriam os 750 mil milhões de euros.
Na reunião do G20 do passado fim de semana, os líderes mundiais fixaram o mês de abril como prazo para a Europa tomar decisões quanto ao “reforço das suas instituições que promovem o apoio financeiro”, de forma a travar a crise da dívida pública na Zona Euro. Só assim os restantes países estão dispostos a aumentar os recursos do Fundo Monetário Internacional para atacar futuras crises.
Contudo, com o prazo a apontar para abril, o ministro alemão das Finanças veio dizer que não seria necessário tomar uma decisão definitiva na reunião de sexta-feira, tornando-a desnecessária. De acordo com Wolfgang Schäuble, a Europa tem todo o mês de março para discutir o assunto.
O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, tinha planeado reunir os líderes da Zona Euro num almoço depois da cimeira de quinta e sexta-feira, para iniciar as discussões sobre a dimensão do novo Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), que substituirá o atual Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) a partir de julho.
No entanto, a Alemanha mantém-se relutante em reforçar o fundo de resgate comunitário e ainda mais em juntar os recursos restantes do FEEF (cerca de 250 mil milhões de euros) aos do novo programa de financiamento (MEE), que em conjunto atingiriam os 750 mil milhões de euros.
Na reunião do G20 do passado fim de semana, os líderes mundiais fixaram o mês de abril como prazo para a Europa tomar decisões quanto ao “reforço das suas instituições que promovem o apoio financeiro”, de forma a travar a crise da dívida pública na Zona Euro. Só assim os restantes países estão dispostos a aumentar os recursos do Fundo Monetário Internacional para atacar futuras crises.
Contudo, com o prazo a apontar para abril, o ministro alemão das Finanças veio dizer que não seria necessário tomar uma decisão definitiva na reunião de sexta-feira, tornando-a desnecessária. De acordo com Wolfgang Schäuble, a Europa tem todo o mês de março para discutir o assunto.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Grécia cumpre exigências da UE
Fonte: O Globo
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Segundo ministro, acordo com credores sai dia 20. Presidente pede para não receber salário
ATENAS. Os líderes partidários da Grécia finalmente cumpriram as duas últimas condições exigidas por União Europeia (UE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) para selar um novo socorro, de 130 bilhões, afirmou ontem à noite o ministro de Finanças do país, Evangelos Venizelos.
Ele disse que o governo já decidiu onde vai cortar mais 325 milhões em gastos, além dos 3,3 bilhões já acertados. Além disso, os líderes dos principais partidos assinaram um compromisso de que implementarão as medidas de austeridade.
- A grande questão dos 325 milhões foi finalizada, e isso ajudou as discussões - disse Venizelos depois de uma teleconferência do Eurogrupo, formado pelos ministros de Finanças da zona do euro.
Estes haviam exigido que os dois itens fossem resolvidos antes de uma decisão sobre um novo pacote de ajuda. A Grécia precisa de recursos para honrar vencimentos da dívida em 20 de março, no valor de 14,5 bilhões. Antes da teleconferência, Venizelos havia dito que alguns países estavam "brincando com fogo" ao apostar que a Grécia não cumpriria as exigências.
- Alguns poderes na Europa estão brincando com fogo porque acreditam que os requisitos não serão cumpridos, e há até quem queira a Grécia fora da zona do euro - disse o ministros.
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
UE estuda plano para retirar Grécia do bloco
| Fonte: O Estado de S. Paulo |
Documento, batizado de Controle de Dano, prevê principalmente a injeção de bilhões de euros nos bancos para garantir liquidez
A saída da Grécia da zona do euro já deixa de ser um tema tabu, Bruxelas se prepara para que o calote seja absorvida pelo restante do bloco e ministros começam a admitir que a volta do dracma em Atenas seria até positiva para o país.
Segundo o Estado apurou, economistas e assessores legais trabalharam de forma incansável nos últimos três meses para montar um esquema que permitisse o menor impacto possível no bloco com a saída da Grécia. O plano B, batizado de "Controle de Danos", foi alvo de intensos debates entre os negociadores dos diversos governos. O esquema inclui, acima de tudo, injetar bilhões de euros nos bancos para garantir liquidez. A estratégia ainda contaria com a ação do Banco Central Europeu (BCE) para comprar uma parte substancial da dívida de Itália, Espanha, Portugal e Irlanda, países que estariam na linha de frente de um contágio do calote grego.
A atuação da UE seguiu a mesma linha de multinacionais, bancos e setor privado que, diante do risco de um calote grego, começaram a desenhar estratégias de sobrevivência.
Reação. Ontem, o ministro de Finanças de Luxemburgo, Luc Frieden, declarou abertamente que não excluía a possibilidade de uma expulsão da Grécia e chegou a dizer que uma moratória daria a Atenas "a chance de um novo começo" e até ajudaria o país. O ministro insistiu que preferiria a Grécia na zona do euro. Mas reforçou o discurso de que hoje a Europa está preparada para a saída do país do bloco.
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Grécia corta gastos, mas credores estão céticos
| Fonte: Valor Econômico |
Ao todo, o governo promete economizar mais de €3 bilhões em gastos neste ano, com a redução de benefícios aos aposentados e também a diminuição do salário mínimo em 22% para 586 euros (US$ 780), além da demissão de 15 mil funcionários públicos e o fim de dezenas de cláusulas de estabilidade no emprego. As informações fazem parte do rascunho do documento sobre o acordo firmado entre os líderes, obtido ontem pela imprensa. O acordo, negociado desde julho, é um dos dois passos decisivos a serem tomados pela Grécia para receber uma operação de salvamento de € 130 bilhões (US$ 170 bilhões) de outros países europeus e do mundo inteiro. Ele foi anunciado pelo gabinete do primeiro-ministro da Grécia, Lucas Papademos, e passou a ser examinado de perto pelos ministros das Finanças dos 17 países que empregam o euro, em reunião realizada ontem em Bruxelas. |
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Cresce pressão por acordo entre Grécia e credores
Fonte: O Estado de S. Paulo
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Demora na assinatura do tratado que cortará cerca de 60% da dívida grega é vista com impaciência em Bruxelas e Washington
A demora para a assinatura do acordo para o corte de cerca de 60% das dívidas soberanas da Grécia provocou ontem insatisfação na União Europeia e no Fundo Monetário Internacional (FMI).
Credores privados e o governo de Lucas Papademos discutem há semanas, mas ainda não encontraram a saída do impasse sobre a troca de obrigações que pode vir a representar o corte (haircut, na palavra em inglês) de até € 200 bilhões em dívidas.
Pela manhã, ministros de Finanças da zona do euro pressionaram Atenas para que implemente as reformas fiscais no país. À noite, a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, exortou os bancos a assumirem as suas perdas. A preocupação é de que as conversas entre credores e o governo terminem em fracasso, apesar das manifestações de otimismo de Papademos e do presidente do Instituto Internacional de Finanças (IIF), Charles Dallara, representante do sistema financeiro.
Ontem, ao término da reunião do Eurogrupo, fórum de ministros da zona do euro, o ministro de Finanças grego, Evangelos Venizelos, voltou a garantir que o país busca um acordo, mas não aceita pagar juros superior a 4% por ano pelas novas obrigações, que substituirão as atuais.
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
‘Plano B’ da Grécia envolve uso de cláusula coletiva e calote forçado
Fonte: Estadão
Autora: Daniela Milanese
Se os envolvidos não chegarem a um acordo sobre a renegociação da dívida, a Grécia tem outra opção bem menos palatável: acionar as cláusulas de ação coletiva (CACs), impondo a reestruturação da dívida mesmo sem a anuência dos credores. Até o Banco Central Europeu entraria no barco, o que não está previsto no plano atual - os 50 bilhões de euros em dívidas gregas detidos pelo BCE devem ficar de fora da reestruturação.
O uso das cláusulas de ação coletiva também se configuraria um calote formal e dispararia os contratos de swaps de default de crédito (CDS), com implicações negativas e difíceis de projetar para os mercados, segundo analistas consultados pela Agência Estado.
"É possível que os credores sejam forçados a participar, mas aí entraríamos em um território nunca antes navegado porque o BCE também seria afetado", disse Thomas Costerg, economista para a Europa do Standard Chartered Bank. "Seria um processo compulsório e agressivo aos investidores. Os mercados reagiriam muito mal e Portugal e Irlanda seriam os primeiros a sentirem os efeitos", disse Achilleas Georgolopoulos, estrategista de dívida do Lloyds Bank.
O terceiro cenário seria ainda pior: a Grécia poderia simplesmente deixar de pagar o vencimento do dia 20 de março, de 14,4 bilhões de euros, num default desordenado. Nesse caso, haveria uma onda global de aversão ao risco, com rápido efeito dominó sobre os mercados.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
G-20 promete ajudar mas prefere não discutir sobre recursos
G-20 promete apoio a bancos e plano para superar crise
Grupo, no entanto, deixou em aberto o debate sobre o aumento de recursos para o FMI, ideia que enfrenta resistência de Estados Unidos, Canadá e outras nações desenvolvidas
O Grupo dos 20 (G-20, que reúne as nações mais industrializadas e as principais potências emergentes do mundo) continuará garantindo que os bancos tenham capital suficiente e a União Europeia vai trabalhar para maximizar o impacto de seu fundo de ajuda, no valor de 440 bilhões de euros, segundo comunicado divulgado neste sábado em Paris.
Ministros das finanças que encerram hoje um encontro de dois dias na capital francesa disseram que seus bancos centrais estão prontos para fornecer liquidez aos bancos quando necessário, informa o documento. Eles afirmaram também ter avançado numa proposta de "plano de ação coordenada" do G-20 para impulsionar o crescimento global e superar a crise internacional.
O plano que está em discussão se baseia em três pilares: mais ajuda financeira à Grécia, capitalização dos bancos atingidos pela crise grega e mais recursos para o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira.
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