| Fonte: Valor Econômico |
| Autor: Assis Moreira |
O volume das exportações de açúcar da União Europeia (UE) deverá ultrapassar em 50% o limite autorizado pela Organização Mundial do Comércio (OMC) no ano-cota ("marketing year") que começou em outubro de 2011 e terminará neste mês de setembro, o que poderá se tornar um novo foco de fricção com o Brasil e outros países produtores. Num mercado internacional com preços em elevação, a UE deverá encerrar o período em questão com 792 mil toneladas a mais do que o volume máximo de exportação acordado na OMC. Mas os europeus consideram que o excesso é "contábil". Na prática, levando-se em conta os últimos três anos, as vendas da UE ficaram 22,4% acima do teto. Foram 4,915 milhões de toneladas embarcadas, ante cota autorizada para o intervalo de 4,015 milhões. A UE foi obrigada a reformar seu segmento de açúcar, em parte por causa da derrota na OMC em disputa com Brasil, Austrália e Tailândia. Bruxelas pagava milhões de dólares de subsídios para exportar o produto a cada ano, tomando o mercado de países competitivos. A OMC estabeleceu, então, uma cota de exportação de 1,273 milhão de toneladas para os europeus. A UE utiliza como limite, porém, 1,374 milhão de toneladas, com a alegação de que o bloco se expandiu. |
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sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Exportação de açúcar da UE supera o limite autorizado pela OMC
terça-feira, 17 de abril de 2012
Brasil quer mais cota para açúcar nos EUA
| Fonte: Valor Econômico |
| Autor: Tarso Veloso |
A partir do ano que vem, o Ministério da Agricultura deve redistribuir as cotas para exportação de açúcar com destino aos Estados Unidos de acordo com o volume de cana-de-açúcar produzido na safra 2011/12. O projeto do governo é levar adiante a redistribuição, pleito antigo de vários Estados da região Nordeste. A primeira estratégia do governo é negociar com os americanos o aumento da cota para distribuir as novas quantidades aos Estados que pedem um aumento. A estratégia é a preferida, pois evita reduzir os percentuais de Estados com maior capacidade de embarque, como Pernambuco e Alagoas. A segunda hipótese, e tratada com mais reserva pelo ministério, prevê o reajuste das cotas pelo volume de cana-de-açúcar produzido na safra 2011/2012. De acordo com uma fonte do ministério, esse cálculo beneficiará vários Estados que registraram alta forte de produção nos últimos anos. A cota americana consiste na quantidade de volume de açúcar que pode ser exportado para o mercado americano por país com um diferencial de cerca de US$ 140 a US$ 150 por tonelada. O governo dos Estados Unidos, por meio de sua Secretaria da Agricultura, publica as cotas que os países exportadores de açúcar terão para enviar seus produtos ao mercado americano. |
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