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terça-feira, 27 de março de 2012

Cidades do oeste alemão querem encerrar ajuda ao leste do país

Fonte: Economia, Comércio & Finanças, Europa
Autora: Emilia C. de Paula

Prefeituras do oeste alemão alegam problemas financeiros e querem fim da ajuda ao leste do país. Mais de 20 anos após a queda do Muro, situação em muitas cidades do oeste é pior do que nas da antiga Alemanha Oriental.

Com um olhar melancólico, Caroline e Fabian chegam à entrada da nova piscina pública em Waltrop. Mas o portão está fechado porque a minúscula piscina só está aberta a aulas de natação. Na cidade de 30 mil habitantes da região do rio Ruhr não existe mais piscina pública. A última foi fechada há alguns anos. “Lá eu tinha aulas de natação, e acho um absurdo agora não ter mais piscina. Espero que essa situação logo mude”, disse Fabian, de 11 anos.

Poucos acreditam em Waltrop que essa situação venha a mudar, pois a prefeitura da cidade está totalmente endividada. O orçamento municipal apresenta um déficit de 164 milhões de euros – mais do que o dobro de todo o orçamento anual. Já em 2008, a administração distrital estava tão preocupado com a situação financeira em Waltrop, que pediu a um consultor de economia elaborar um plano de recuperação, juntamente com a prefeita, Anne Heck-Guthe.

“Nós queríamos um orçamento equilibrado, isso não implica nem a quitação de dívidas, mas primeiramente não fazer novas dívidas. Queríamos alcançar isso através de vendas, por isso fechamos nossas piscinas e vendemos nossas instalações esportivas”, disse a prefeita.

Empréstimos para o leste

Assim como em Waltrop, a situação não é diferente em muitas cidades do Vale do Ruhr. Após o declínio da indústria do carvão e do aço, que foi responsável pela riqueza da região no passado, a taxa de desemprego em algumas cidades chega hoje a quase 20% – ou seja, quase três vezes superior à média alemã. As prefeituras fecham teatros, centros para jovens, piscinas e ainda assim não sabem como pagar os juros, muito menos suas dívidas.