| Fonte: Valor Econômico |
| Autora: Alda do Amaral Rocha |
A provável chegada do socialista François Hollande à Presidência da França, como indicam as pesquisas de intenção de voto, deve tornar a relação com o Brasil "mais institucional" e "descentralizada". Mas, mais importante, o protecionismo pode aumentar qualquer que seja o resultado, e não só em relação à agricultura, conforme avaliações ouvidas pelo Valor de fontes da diplomacia e analistas. No próximo domingo, Hollande (PS) disputa com o presidente-candidato Nicolas Sarkozy (UMP) o segundo turno das eleições. Apesar da expectativa de que algo mude num eventual governo Hollande em função de equipes e estilos diferentes, o clima é de "otimismo" em relação à transição porque existe a "percepção de que a política de Sarkozy" de aproximação e parceria com o Brasil "foi correta" e deve ser mantida, afirmou um diplomata brasileiro. "Existe um sentimento de que a França precisa de uma potência emergente como parceira para competir com outras potências", acrescenta. Ele observa que 38 das 40 empresas que fazem parte do CAC 40, o índice de ações da bolsa de Paris, estão atualmente no Brasil, por conta do potencial de crescimento desse mercado. O atual presidente francês estreitou relações com o Brasil em seu governo, principalmente durante o mandato do ex-presidente Lula, e fez parcerias em áreas como defesa, tecnologia e ciência, além de cooperação econômica e comercial. Também apoiou a candidatura do Brasil ao Conselho de Segurança das Nações Unidas. "Sarkozy era muito próximo de Lula. Com Hollande, a relação deve ser mais institucional. |
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quarta-feira, 2 de maio de 2012
Brasil teme protecionismo maior após eleição francesa
segunda-feira, 12 de março de 2012
Em campanha, Sarkozy defende protecionismo e controle migratório
Fonte: O Globo
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Presidente francês propõe programa de incentivo a compra de produtos locais
PARIS, MADRI, FRANKFURT e BRUXELAS. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, defendeu maior proteção às empresas europeias e às fronteiras em discurso de sua campanha à reeleição, em abril e maio, ontem. Ele afirmou que gostaria de renegociar a livre circulação de pessoas prevista pelo Acordo de Schengen e de pressionar pela criação de um "Ato Compre Europeu", referindo-se a uma legislação ao estilo "Buy American" dos EUA, que estimula a compra de produtos fabricados localmente. Ele afirmou que se não houver avanços nesta questão, a França vai aplicar suas regras unilateralmente.
- Quero uma Europa que proteja seus cidadãos. Não quero mais essa concorrência selvagem. Digo não a uma Europa que abre seus mercados enquanto outros não o fazem. Tal comportamento não significa aceitar o livre comércio, significa aceitar ser uma Europa que é uma peneira - disse Sarkozy, que está atrás do socialista François Hollande nas pesquisas de opinião, e afirmou ainda que um sistema de sanções é necessário para controlar a imigração.
Para "lutar melhor contra a imigração clandestina", Sarkozy quer que os países que não controlem bem suas fronteiras possam ser sancionados ou excluídos do Acordo de Schengen.
Na Espanha, mais de cem mil pessoas saíram às ruas para protestar contra as reformas trabalhistas aprovadas pelo governo. As mais de 60 manifestações que ocorreram ontem no país, convocadas pelos principais sindicatos, antecedem a greve geral marcada para o dia 29.
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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Novo tratado europeu
Toulon (França) e Atenas (Grécia) — O presidente da França, Nicolas Sarkozy, anunciou que vai realizar, em parceria com a Alemanha, um novo tratado de reformulação europeu com mais disciplina fiscal — medidas que garantirão um novo ciclo de redução da dívida da Zona do Euro. "Caso a Europa não mude rapidamente, a história do mundo será escrita sem ela", declarou o líder francês, que, na segunda-feira, receberá a chefe do governo alemão, Angela Merkel, em Paris, para elaborar as "propostas franco-alemãs" destinadas a superar a crise que sacode a Eurozona.
Os dois países decidiram unir forças numa última tentativa de evitar o caos na Zona do Euro. "Estamos vivendo uma situação extrema. Precisamos retomar o essencial e, por isso, França e Alemanha militarão por um novo tratado europeu que contenha mais disciplina, mais solidariedade e mais responsabilidade mediante um verdadeiro governo econômico", disse Sarkozy, em Toulon. Na avaliação dele, começa, agora, o ciclo do "desendividamento". Sem proteção Para atingir os objetivos, a cartilha franco-alemã defenderá o corte de gastos e benefícios sociais patrocinados pelos governos da Europa. "Não podemos financiar nossa proteção social como antes, com cotações salariais, quando as fronteiras são mais abertas e temos que enfrentar a competência de outros países com baixos salários. A reforma de nosso modelo social possui uma urgência absoluta", afirmou o Sarkozy em um discurso sobre a crise na Europa. Desde sua chegada ao poder, em 2007, ele realizou uma reforma do sistema previdenciário, mas sofre fortes resistências para realizar a reforma do sistema trabalhista. Na Grécia, milhares de pessoas protestaram contra as medidas de austeridade que abalam o país há dois anos e que devem continuar, de acordo com a vontade do novo governo de coalizão. Ontem, até a metade do dia, a polícia havia contabilizado cerca de 17 mil manifestantes em Atenas e 6.000 em Salonique, no norte do país. "A paciência das pessoas está chegando ao fim", declarou Ilias Iliopoulos, vice-presidente do sindicato dos funcionários Adedy à rádio Flash. Fonte: Correio Braziliense
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quinta-feira, 7 de julho de 2011
Brasil e França firmam parcerias para promover inovação e exportações
Brasil e França firmam memorando de entendimento visando desenvolver projetos de inovação. De acordo com o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), “a intenção é aumentar o intercâmbio de informações e de boas práticas entre os órgãos de governo, centros de pesquisa e desenvolvimento, universidades, associações e federações empresariais, e empresas públicas e privadas dos dois países”.
Ademais, o acordo “prevê ainda a promoção conjunta de investimentos, a criação de novos serviços e aplicação de práticas e processos de inovação nos setores produtivos e de serviços, privado e governamental” (MDIC).
Além do acordo acima, foi firmado um memorando de entendimento entre Seguradora Brasileira de Credito à Exportação S.A. (SBCE) e a Companhia Francesa de Seguros para o Comércio Exterior (Coface, na sigla em francês), buscando “facilitar o apoio às exportações de Brasil e França para terceiros países em que uma empresa exportadora francesa poderá subcontratar parte de suas exportações de uma empresa brasileira e vice-versa. Por meio do memorando firmado, SBCE e Coface estabeleceram negociações na cooperação institucional para prestar garantias a estas combinações contratuais entre as empresas dos dois países” (MDIC).
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