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terça-feira, 29 de maio de 2012

Argentina amplia controle cambial


Fonte: O Globo
Autora: Janaína Figueiredo
Quem quiser comprar dólar para viajar terá de informar previamente ao Fisco

Depois de ter reforçado o controle no mercado cambial, há dez dias, e provocado uma disparada da cotação do dólar paralelo - que chegou a 6 pesos, contra 4,46 do oficial -, ontem o governo Cristina Kirchner publicou no Boletim Oficial (o Diário Oficial argentino) novas regras para a compra de moeda americana em viagens ao exterior. A partir de hoje, os argentinos que desejem adquirir dólares para usar em outros países deverão informar à Afip (a Receita Federal local) detalhes da viagem e apresentar uma série de documentos, equivalentes ao CPF e à carteira de trabalho brasileiros.

Segundo fontes do mercado, o objetivo é evitar que as agências de turismo, que têm livre acesso às moedas estrangeiras, comprem dólares no mercado oficial e vendam no paralelo para ficar com a diferença. Com as informações fornecidas pelo contribuinte, a Afip determinará se este pode ou não comprar dólares e autorizará um montante máximo.

A medida, que já vem sendo chamada de "corralito verde" por muitos argentinos, foi implementada pelo governo depois da confirmação de que, em abril, a venda de dólares chegou a US$ 1,2 bilhão. As primeiras ações do Executivo para conter a demanda pela moeda americana foram adotadas em novembro de 2011. No mês anterior, em plena campanha eleitoral, os argentinos adquiriram US$ 3 bilhões, e grande parte desse montante foi transferido para contas no exterior. Após a adoção dos primeiros controles, a venda mensal de dólares caiu para cerca de US$ 500 milhões.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

BC oferta US$ 12 bi em swaps, e dólar recua

Fonte: Valor Econômico
Autores:   Eduardo Campos e João José Oliveira

Ainda é cedo para falar que o dólar perdeu completamente a tendência de alta, pois nunca se sabe que notícias o quadro externo pode produzir, mas é certo que a corrida de compra entrou em pausa e não foram as condições de mercado que mudaram.

O que mudou foi a postura do governo com relação ao câmbio.

Em seis leilões de swap cambial o Banco Central (BC) colocou à disposição do mercado nada menos do que US$ 12,075 bilhões. Desses, cerca de US$ 5,4 bilhões foram tomados.

Cabe uma breve distinção, mas o que ocorreu foi uma venda de dólar futuro nessas proporções. O BC primeiro "zerou" os swaps reversos (que equivalem à compra de dólar futuro) que tinha ofertado quando o dólar caía e depois vendeu "novos" contratos.

Essa atuação, aliada ao aceno de que o grau de volatilidade preocupa a autoridade monetária, descolou o câmbio local do movimento externo.

Argentina aumenta rigor sobre compra de dólares

Fonte: Valor Econômico
Autor: César Felício

O governo argentino reagiu com ainda mais rigor sobre a demanda de dólar por parte de pequenos poupadores. Hoje entra em vigor outra restrição, obrigando a compradores de pacotes turísticos a informarem à AFIP, o órgão da receita, dados como a duração da estadia no exterior, o destino final e as escalas aéreas.

A justificativa do governo é que a medida visa a coibir fraudes: as agências podem adquirir dólares pelo mercado oficial, onde a cotação está 4,48 pesos pela moeda americana e os pacotes são vendidos na moeda local, parceladas em prestações congeladas pela cotação do dia do fechamento do contrato.
Desde novembro, diversas medidas foram tomadas pelo governo argentino para restringir a compra de dólares por pessoas físicas ou jurídicas. Dado o costume no país de se entesourar moeda estrangeira, as reservas do país passam por constantes crises de volatilidade. No ano passado, saíram do mercado financeiro cerca de US$ 23 bilhões. O turismo não havia sido afetado por nenhuma das restrições já existentes.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Baixa do dólar é limitada por intervenções

Fonte: Valor Econômico
Autor:  Eduardo Campos

Coerente com a tendência que se estabeleceu desde o início da semana, o mercado local segue correlacionado com o que acontece lá fora. Como a quinta-feira foi dia de vender dólar e correr para o risco nos principais mercados, por aqui, não foi diferente.

No entanto, o movimento de baixa foi limitado pelas atuações do Banco Central (BC). A autoridade monetária fez duas compras à vista, algo que não acontecia desde o dia 15 de março.

Com isso, a queda do dólar comercial ficou limitada a 0,27%, para R$ 1,83, depois de uma mínima intradia de R$ 1,823.

No mercado futuro, a baixa foi de 0,51%, com o contrato para maio valendo R$ 1,834, antes do ajuste final de posições.

O giro estimado para o interbancário ficou em US$ 2,2 bilhões, cifra elevada e que dá respaldo à percepção de que o dia contou com firme entrada de recursos externos pela conta financeira.

No câmbio externo, no entanto, as variações foram mais expressivas.

terça-feira, 20 de março de 2012

Analistas veem dólar a R$ 1,80 como piso de câmbio do governo


Fonte: O Estado de S. Paulo
Autor: Fernando Nakagawa
Pesquisa Focus divulgada ontem mostra que parte do mercado já admite que o governo trabalha com novo nível para o dólar

O mercado financeiro se ajusta ao novo nível informal de câmbio que parece ter sido estabelecido pela equipe econômica. Pesquisa semanal do Banco Central mostra que as previsões dos analistas para o dólar no fim do ano deixam a casa de R$ 1,70 e caminham para R$ 1,80. O levantamento revela também que foi consolidada a previsão de que o ciclo de corte de juro acabará em abril, quando a taxa básica de juros deve cair para 9%.

A pesquisa Focus divulgada ontem mostra que parte do mercado já incorporou às previsões a certeza de que o governo trabalha com um piso informal para a moeda americana.

Depois de uma série de medidas nas últimas semanas e principalmente declarações explícitas do ministro da Fazenda, Guido Mantega, economistas passam a estimar que a moeda americana não deve - pelo menos no curto prazo - voltar às cotações próximas a R$ 1,70, como estavam até o fim de fevereiro.

terça-feira, 13 de março de 2012

Governo anuncia nova restrição ao crédito externo e dólar passa de R$ 1,80

Fonte: O Estado de S. Paulo
Autor: Eduardo Cucolo

Em mais uma tentativa de conter a entrada de dólares no Brasil e a valorização do real, o governo anunciou ontem a terceira restrição a operações cambiais em menos de duas semanas. Reforçou, ainda, que outras medidas para coibir a especulação com a moeda brasileira devem ser anunciadas a qualquer momento.

Empréstimos no exterior com prazo de até cinco anos serão taxados com Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 6%, segundo a medida anunciada pelo Ministério da Fazenda. Até fevereiro, essa alíquota atingia apenas captações de dois anos. No dia 1.º de março, o governo estendeu o prazo para três anos. Ontem, fez a nova alteração.

A restrição maior ao crédito externo contribuiu para que o dólar fechasse a R$ 1,805, alta de 1,18%. No mês, a moeda já subiu 5,19%. No ano, ainda acumula queda de 3,42%. A alta recente nas cotações foi vista dentro do governo como sinal de que as medidas estão no caminho certo.

Segundo fontes da equipe econômica, a estratégia de defesa do real está se ampliando e o governo procura montar um plano mais forte para enfrentar a escalada da "guerra cambial". Por isso, decidiu que era preciso "pesar a mão" na restrição a empréstimos externos e deixar o mercado em alerta sobre a possibilidade de mais mudanças, aumentando a imprevisibilidade.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Dólar cai a R$ 1,80 com fluxo positivo e melhora externa

Fonte: O Estado de S. Paulo
O dólar exibiu fortes quedas ante o real ontem, sustentadas pelo ambiente externo um pouco melhor, mas, principalmente, por ingressos de recursos no mercado interno. Na mínima do dia, a moeda norte-americana chegou a visitar a casa de R$ 1,79, encerrando em baixa de 1,90%, a R$ 1,8030 no balcão, o menor valor desde 7 de dezembro passado. Além das vendas de divisa por exportadores, houve entradas financeiras relativas a captações externas privadas que vêm sendo fechadas desde a semana passada, na esteira da emissão soberana do Brasil de US$ 825 milhões. Estes recursos, segundo o Tesouro Nacional, servirão para pagar dívida externa e não ingressarão nas reservas internacionais do País, que tinha saldo de US$ 351,901 bilhões na segunda-feira. O coordenador de Operações da Dívida Pública, José Franco de Morais, afirmou que o Tesouro também espera captar este ano títulos em reais no exterior, e que os meses de janeiro e agosto são, normalmente, "janelas" para emissões.

Com a queda de ontem, o dólar balcão ampliou a perda acumulada em janeiro para 3,53%. O movimento de baixa da moeda teve como pano de fundo notícias favoráveis sobre China, EUA e França. O fluxo positivo também garantiu um recuo do dólar ante o real mais forte do que observado pela divisa norte-americana no exterior, um aumento dos volumes de negócios aqui e o encolhimento do cupom cambial (taxa de juros em dólar). Segundo profissionais das mesas de câmbio, o dólar chegou num ponto em que novas quedas podem ocorrer, porém, em velocidade e intensidade mais fracos.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Para nova chefe do FMI, fluxo de dólares no Brasil preocupa

Dólar no Brasil preocupa, diz Lagarde
Autor(es): Luciana Antonello Xavier
O Estado de S. Paulo - 07/07/2011

Em sua primeira entrevista como diretora do FMI, Lagarde afirma que há excesso de fluxo de capitais para países emergentes

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, disse ontem que se preocupa com o excesso de fluxo de capitais para países emergentes como o Brasil. Segundo ela, a crise da dívida soberana europeia tem colaborado para aumentar o fluxo para esses países. "Essa é uma preocupação imediata", afirmou durante sua primeira entrevista coletiva no cargo, em Washington.

De acordo com Lagarde, esse movimento reflete o desequilíbrio da retomada da economia global. "Temos o problema da dívida soberana e quando olhamos os emergentes vemos riscos de superaquecimento e inflação."

Lagarde disse que a crise financeira global de 2008 foi superada e que o mundo está em recuperação. "Mas é uma recuperação desigual", observou. Ela ressaltou que há várias preocupações nesse cenário desigual e uma das principais é a crise da dívida soberana na Europa.

Ex-ministra das Finanças da França, Lagarde foi nomeada na semana passada para ocupar o lugar de Dominique Strauss-Kahn, preso em 14 de maio sob acusações de crime sexual. Ele foi liberado da prisão domiciliar na semana passada para responder ao processo em liberdade, após surgirem questionamentos sobre a credibilidade da vítima.

Reformas. Lagarde destacou várias vezes, a preocupação do Fundo em manter sua credibilidade e seguir adiante com mudanças implementadas por seu antecessor Dominique Strauss-Kahn. "Strauss-Kahn iniciou excelentes reformas no FMI e pretendo continuá-las", disse.

"O FMI é e continuará sendo independente", disse Lagarde, em seu esforço para cuidar da imagem do FMI após o escândalo. Ela disse que é preciso manter a presunção de inocência até que se prove o contrário. "Esse enorme apetite da mídia por manchetes acaba atrapalhando julgamentos."

Para Lagarde, é preciso deixar de analisar as economias apenas pelos critérios tradicionais. "Temos de incluir questões sociais e de emprego, sem, no entanto virar uma butique para ajudar na criação de empregos. Para isso existem órgãos competentes. O que não podemos perder de vista é que estamos aqui para servir 187 países membros e ajudá-los quando preciso", afirmou.

Lagarde disse que entra no FMI com a "mente aberta". "Aceito esse emprego com orgulho e humildade. Vocês devem estar surpresos de eu estar aqui logo após minha eleição, mas há temas que não podem esperar pelas férias de verão e por isso estou aqui", disse a primeira diretor-gerente mulher a assumir o cargo na história do Fundo.

Segundo ela, o Fundo tem o papel de fazer recomendações, dar conselhos e dar suporte. "Há questões que o Fundo deve focar, relativas à ação externa do fundo e questões internas", disse em outro momento da coletiva. Ela afirmou que todos os temas a serem tratados pelo FMI têm a ver com conectividade, para exercer um trabalho mais amplo, credibilidade, e compreensão das questões e realidades de cada país.