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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Financiar a economia verde é desafio

Fonte: Valor Econômico
Autor:  Fernando Exman
Bancos de fomento de todo o mundo aproveitaram ontem a realização da Rio+20 para discutir formas de aumentar a oferta de crédito a projetos verdes. O desafio é grande. Além de mobilizar investidores privados, os bancos de desenvolvimento precisam lidar com diretrizes governamentais que muitas vezes privilegiam o crescimento econômico e a promoção do consumo de combustíveis fósseis, em vez da sustentabilidade dos empreendimentos.

A reunião dos bancos ocorreu em meio a protestos de movimentos sociais e ONGs contra a construção de alguns dos grandes projetos de infraestrutura que recebem seus financiamentos e às negociações multilaterais sobre desenvolvimento sustentável.

Ontem, um dado divulgado pelo International Development Finance Club demonstrou que o esforço é de longo prazo. Em 2011, os 19 integrantes do IDFC aprovaram a liberação de US$ 89 bilhões em linhas de "financiamento verde", cerca de 20% do total observado no período. A expectativa do IDFC é que tal cifra seja revisada para cima na reunião do grupo que está agendada para o fim do ano e será realizada em Tóquio, pois os bancos ainda não definiram uma metodologia única que determine o que é "financiamento verde". E, mesmo sem fixar metas, o grupo integrado por instituições latino-americanas, europeias, asiáticas e africanas informou que pretende aumentar nos próximos anos a oferta de linhas de crédito voltadas à chamada economia verde.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

FMI defende socorro direto a bancos

Fonte: Valor Econômico

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, alertou que a recapitalização direta de bancos da zona do euro com fundos de socorro regionais é vital para brecar a crise de dívida da região. A posição contrasta com a defendida pela Alemanha, de usar € 100 bilhões em fundos de emergência do euro para apoiar a Espanha na sustentação do setor bancário.

A pressão do FMI pode ajudar a convencer Berlim e permitir um mecanismo de socorro direto para os bancos. Líderes mundiais do G-20 reunidos no México na próxima semana devem pressionar as principais autoridades da União Europeia por um plano de ação concreto para resolver os problemas financeiros.

No sábado, a UE se comprometeu a repassar para Madri os recursos para ajudar o país a financiar os bancos prejudicados por empréstimos imobiliários de má qualidade. Os problemas no setor bancário da Espanha têm elevado os custos para rolagem de dívida do país, aumentando o risco de que a crise possa se espalhar para as maiores economias da região e, em última instância, ameaçando abocanhar a economia global.

A defesa do FMI por uso direto dos recursos para recapitalizar os bancos é vital "para evitar o círculo vicioso que nós estamos observando entre soberanos e bancos, bancos e soberanos e assim por diante", afirmou Lagarde.

"Nós defendemos que a ligação seja direta entre os recursos e os bancos", acrescentou.

Economistas alertam que repassar os recursos por meio do governo aumentaria os níveis de endividamento do país e alimentaria as incertezas sobre as condições de Madri honrar suas dívidas.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Brasileiros ampliam presença na Ásia

Fonte: Valor Econômico
Autor: Por Fernando Travaglini

Os bancos nacionais estão firmes nas suas estratégias para se tornar uma alternativa a instituições financeiras estrangeiras na coordenação de emissões internacionais de ações e dívida para as companhias nacionais. A maior deficiência, o acesso aos investidores externos, começa aos poucos a ser vencida.

O Banco do Brasil começa a operar em 2 de janeiro seu novo escritório de distribuição de títulos no exterior, em Cingapura. A unidade da BB Securities será a terceira, e se une a Londres e Nova York para auxiliar na colocação de bônus de empresas brasileiras para os fundos internacionais da região.
Já o Bradesco espera que até fevereiro sua unidade em Hong Kong esteja ativa. "As empresas brasileiras hoje preferem que os bancos brasileiros levem suas companhias para o exterior", garante Sérgio Clemente, diretor-executivo do Bradesco.

Esse movimento teve início durante a crise de 2008, quando os bancos americanos e europeus se retraíram em meio às turbulências globais. Os brasileiros aproveitaram o espaço, reforçaram suas equipes com profissionais das próprias instituições estrangeiras e passaram a liderar diversas operações, algumas delas sem a participação dos bancos estrangeiros.