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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Banco Mundial oferece ajuda por alta de alimentos

Fonte: Reuters
Autor: Doug Palmer

O Banco Mundial disse nesta segunda-feira que está pronto para ajudar governos a responder a uma ampla escalada de preços de grãos que novamente coloca as pessoas mais pobres do mundo em risco e que poderia ter impactos negativos prolongados por anos.

"Não podemos permitir que as altas nos preços dos alimentos a curto prazo causem consequências ruins de longo prazo para os mais pobres e vulneráveis do mundo", disse o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, em nota.

"O Banco Mundial e nossos parceiros estão monitorando esta situação de perto para podermos ajudar governo a colocar em prática políticas que ajudem as pessoas a lidar com isso", disse Kim, um especialista em saúde pública que encara seu maior desafio nos dois meses em que está no cardo.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Banco Mundial quer estimular cooperação entre Brasil e países africanos

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

O estreitamento nas relações de acordo técnico e cooperativo entre Brasil e países africanos e o aporte de recursos em projetos de eficiência tecnológica rural dominaram a pauta da reunião com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Mendes Ribeiro Filho e o diretor do Departamento de Desenvolvimento Sustentável do Banco Mundial para a Região da África, Jamal Sagchir. O encontro ocorreu no gabinete ministerial em Brasília na tarde desta segunda-feira (25/06).

Os temas discutidos na reunião – ainda sob a influência dos debates e encontros bilaterais internacionais da Rio+20 – buscaram aproximar os projetos estruturais, de sustentabilidade e de capacitação técnica do segmento agropecuário brasileiro já implementados naquele continente pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) – instituição pública de pesquisa vinculada ao Mapa – bem como a transferência tecnológica e ampliação de parcerias com governos africanos, a exemplo do que já ocorre em projetos com Angola, Moçambique, Gana e Quênia, entre outros.

A captação de recursos e viabilidade foi outro ponto destacado pelo ministro Mendes durante o encontro. Segundo ele, é necessário que as organizações financeiras internacionais ajudem na cooperação e fomento tecnológico para suprir necessidade em infraestrutura dos países latinos e africanos. “O mundo começou a demandar do Brasil e prevaleceu a capacidade produtiva de alimentos e a consequente distribuição de renda. Porém, é necessário aporte em outros modelos operacionais”, afirmou, citando a política de armazenamento e de irrigação.

Participaram da reunião, o presidente da Emprapa, Pedro Arraes e o titular da Secretaria de Relações Internacionais do Mapa, Célio Porto.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Bird alerta emergentes sobre volatilidade

Fonte: Valor Econômico
Autor: Alex Ribeiro

Os países em desenvolvimento vão crescer abaixo de 6% anuais até 2014 e devem se preparar para enfrentar um período de vários anos de volatilidade internacional, alertou o Banco Mundial no seu relatório "Perspectivas Econômicas Globais". O organismo recomenda reagir menos às flutuações econômicas de curto prazo e priorizar mais as medidas estruturais que alavancam o crescimento de médio e longo prazos.

O mundo deverá crescer 2,5% em 2012, projeta o Banco Mundial (Bird), abaixo dos 2,7% do ano passado. As economias em desenvolvimentos devem registrar expansão de 5,3% e, para o organismo, não devem passar de 6% até 2014, devido à demanda ainda fraca nos países desenvolvidos, altos custos de capital, fluxos mais fracos de investimento e limites para ampliar a oferta. O Brasil deve crescer 2,9% em 2012 e o conjunto de economias desenvolvidas, 1,4%.

Para o Banco Mundial, o atual ambiente de alta volatilidade será persistente em função da fragilidade fiscal do mundo desenvolvido, incluindo Japão e Estados Unidos, e de suas políticas monetárias bastante relaxadas. As projeções do organismo são de que os fluxos de capitais privados aos países em desenvolvimento sofram uma retração de 22% neste ano, quando comparado a 2011, caindo a US$ 775 bilhões.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Sem surpresas, americano é eleito para presidência do Banco Mundial

Fonte: RFI Brasil

O americano Jim Yong Kim foi nomeado nesta segunda-feira presidente do Banco Mundial, anunciou a instituição em um comunicado publicado ao término de uma reunião de seu conselho de administração. Ele substitui o também norte-americano Robert Zoellick, que não tentou a reeleição depois de um mandato de cinco anos.

A única adversária era a ministra das Finanças nigeriana, Ngozi Okonjo-Iweala. Ele felicitou Kim pela indicação, mas acrescentou que o processo de seleção para o posto deveria ser “mais aberto, transparente e baseado no mérito”. O economista colombiano José Antonio Ocampo desistiu da disputa. Países emergentes, como os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), reivindicam maior representação nos órgãos de decisão de ambas instituições financeiras.

Um acordo informal faz com que as direções do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial sejam divididas entre a Europa e os Estados Unidos desde 1944, quando essas instituições foram criadas, através do acordo de Bretton Woods. Por isso o americano era considerado favorito.

Kim, 52 anos, nasceu na Coreia do Sul, e é médico de formação. Formado pela Dartmouth College, uma das instituições acadêmicas mais respeitadas dos EUA, ele dirigiu o programa de luta contra a AIDS dentro da Organização Mundial da Saúde (OMS) e foi co-fundador de 'Partners in Health', organização sem fins lucrativos que oferece serviços médicos em países como Haiti, Peru, Rússia e Ruanda.

O Brasil anunciou horas antes do anúncio, através do ministro da Fazenda Guido Mantega, que apoiaria a ministra nigeriana. Mantega acrescentou que o governo brasileiro não fará aporte adicional ao Fundo Monetário Internacional (FMI) se as reformas nas duas instituições não avançarem, num claro recado às potências.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Quem vai presidir o Banco Mundial

Fonte: Valor Econômico
Autor: Rogério Studart
No momento em que o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) escolhe um novo presidente para substituir Robert Zoellick, pode-se dizer que ele se encontra numa encruzilhada em sua história. O papel de uma eleição é debater ideias, reunir apoio político em torno de plataformas específicas e escolher a melhor liderança. A eleição atual do presidente dessa instituição pode ser um primeiro passo importante para um debate sincero entre os acionistas para a construção do Banco Mundial do século XXI - e, talvez, do que queremos para o futuro da comunidade internacional e do sistema multilateral.

O Bird foi fundado em 1944, em meio à II Guerra Mundial e a uma recessão global econômica grave. Sua criação reflete a atitude prevalecente de que a melhor maneira de evitar a repetição da história seria promover uma reconstrução rápida e buscar o desenvolvimento equilibrado de todas as nações. Com a recuperação das grandes economias industrializadas, no entanto, essa percepção inicial desapareceu. O apoio ao desenvolvimento de todas as nações começou a ser visto menos como interesse comum e mais como uma questão de caridade por parte dos doadores.

A crise de 2008 foi uma trágica lembrança da nossa necessidade de termos instituições multilaterais verdadeiramente globais. Em um mundo cada vez mais integrado, interligado e interdependente, a crise, que teve origem em uma pequena parte do sistema financeiro dos Estados Unidos, espalhou-se rapidamente para tornar-se um desastre financeiro mundial. Seus impactos foram fortemente sentidos no comércio internacional e na produção em países grandes e, finalmente, ela se converteu em uma crise de emprego e transformou-se em uma grande fonte de instabilidade política.

O Grupo Banco Mundial desempenhou um papel na resposta à crise financeira, aumentando os seus empréstimos, mediante um apoio adicional para setores privados, e pela canalização de financiamento para países de baixa renda.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Nova liderança para o Banco Mundial

Fonte: Valor Econômico
Autor: Jeffrey D. Sachs
No mês passado, defendi que o Banco Mundial seja comandado por um especialista em desenvolvimento internacional, em vez de executivos de banco ou políticos. "O banco precisa de profissional competente para enfrentar os grandes desafios do desenvolvimento sustentável desde o primeiro dia", escrevi. Agora, que o presidente do Estados Unidos, Barack Obama, indicou Jim Yong Kim para o cargo, o mundo terá justamente um líder excelente em desenvolvimento.

Obama mostrou genuína liderança com a indicação. Ele colocou o desenvolvimento na dianteira, dizendo explicitamente: "É hora de um profissional em desenvolvimento comandar a maior agência de desenvolvimento do mundo".

A indicação de Kim é um grande avanço para o Banco Mundial, que também espero ver estendido a outras instituições internacionais. Até agora, os EUA haviam recebido uma espécie de carta branca para indicar qualquer um que desejassem para a presidência do Banco Mundial. Foi assim que o comando do Banco Mundial acabou em mãos inadequadas, que não tinham o conhecimento necessário para liderar o combate à pobreza.

Para quebrar essa tradição e ressaltar a importância crucial de escolher um líder em desenvolvimento para o comando do Banco Mundial, eu mesmo entrei na campanha e fiquei honrado pelo apoio que recebi publicamente de uma dúzia de países e de muitos outros, reservadamente. A indicação de Kim foi uma vitória para todos e tive prazer em retirar minha candidatura para apoiá-lo.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Brics querem reformas no FMI e no Banco Mundial


Fonte: O Estado de S. Paulo
Autora: Tânia Monteiro
Além da crise econômica global, as propostas para as organizações multilaterais serão tema central do comunicado conjunto dos países emergentes


A crise financeira mundial e a necessidade de implantar reformas de instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial serão o tema central do comunicado conjunto que deve ser assinado por Brasil, Índia, China, Rússia e África do Sul ao final da quarta reunião dos Brics, que se realiza esta semana na capital indiana.

Segundo a subsecretária-geral de Política do Ministério das Relações Exteriores, embaixadora Maria Edileuza Fontenele Reis, o documento terá também uma parte política, mas deverá se concentrar nas questões econômicas. A crise entre a China e o Tibete, que levou anteontem um tibetano a atear fogo ao corpo em protesto contra a repressão praticada pelo presidente chinês Hu Jintao, não deverá se tratada no documento. "Não creio que entrará, porque estamos mais preocupados com crises que eclodiram e estão em um momento de grandes episódios de violência", afirmou.

A criação de um banco de desenvolvimento comum aos cinco emergentes também estará em pauta. "Deve ser anunciada não ainda a criação do banco, mas de um grupo de trabalho para estudar as modalidades de constituição do banco", disse a embaixadora, lembrando que a instituição é importante porque cria uma "fonte alternativa de financiamento, sobretudo para países em desenvolvimento".

terça-feira, 27 de março de 2012

Indicado ao Banco Mundial sob crítica

Fonte: Valor Econômico
Autor: Rogin Harding

Jim Yong Kim, o indicado pelos Estados Unidos para comandar o Banco Mundial, vem sendo questionado devido a um livro, do qual é coautor, que critica o "neoliberalismo" e "o crescimento econômico puxado pelas corporações". Segundo o texto do livro, essas correntes de pensamento deterioraram a situação das classes médias e dos pobres nos países em desenvolvimento.

Alguns economistas estão argumentando que "Dying for Growth" ("Morrendo pelo Crescimento", em tradução livre), publicado em 2000, se concentra excessivamente na política de saúde, em detrimento do crescimento da economia como um todo.

"Se conduzido ao cargo, o dr. Kim será o primeiro presidente do Banco Mundial de todos os tempos que parece ser anticrescimento", disse William Easterly, professor de economia da Universidade de Nova York.

A indicação de Kim, que é presidente do Darmouth College e ex-diretor do programa HIV/Aids da Organização Mundial de Saúde (OMS), para o cargo máximo no Banco Mundial, atribuído, tradicionalmente, a um cidadão americano, constituiu uma surpresa.

Pouco se sabe sobre seus pontos de vista em política econômica, devido à sua formação na área de saúde.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Indicação de Ocampo para Banco Mundial será definida amanhã


Fonte: Valor Econômico
Autor: Alex Ribeiro
O representante brasileiro no Banco Mundial, Rogério Studart, disse que a possível indicação do economista colombiano José Antônio Ocampo como candidato à presidência do organismo será definida até amanhã, baseado numa consulta formal feita aos nove países que compõem a cadeira brasileira. Ocampo, que foi secretário-geral da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal), é um dos nomes em cogitação, mas o Brasil ainda poderá apoiar outros, como a ministra das finanças da Nigéria, Ngozi Okonjo-Iweala.

O assessor internacional da presidência da República, Marco Aurélio Garcia, disse anteontem ao Valor que, desta vez, o Brasil está inclinado a votar num candidato dos países emergentes, mas não citou nomes. "O Ocampo tem um currículo excepcional e, quando o nome dele foi colocado sobre a mesa, as pessoas naturalmente se animaram", afirmou Studart. "Mas precisamos da concordância pessoal dele e dos membros da cadeira para apresentar formalmente a candidatura."

O brasileiro Studart é diretor-executivo do Brasil e de outros oito países no Banco Mundial, incluindo Colômbia, Equador, Filipinas, Panamá, Suriname, Republica Dominicana e Trinidade e Tobago. Tão ou mais importante que a possível candidatura de Ocampo, disse Studart, foi a disposição em reunião anteontem do chamado G-11, grupo que reúne 11 diretores-executivos que representam quase todos os países em desenvolvimento, de considerar seriamente o voto num candidato apresentado pelos países em desenvolvimento.

Por uma regra não escrita, a presidência do Banco Mundial sempre foi entregue a um americano, enquanto que o comando do Fundo Monetário Internacional (FMI) fica a cargo de um europeu. Nunca houve uma disputa competitiva pelo comando do Banco Mundial. Studart disse que "é um momento histórico" o fato de a Nigéria ter apresentado a candidatura.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Brasil apoia colombiano para dirigir Banco Mundial

Fonte: Valor Econômico
Autor: Por Sergio Leo

O Brasil deve apoiar um candidato sul-americano, José Antônio Ocampo, ex-secretário-geral da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), para a presidência do Banco Mundial, que ficará vaga em junho com a saída do atual presidente, o americano Robert Zoellick. Segundo apurou o Valor, o governo brasileiro já informou o governo da Colômbia que apoia Ocampo, colombiano que também foi subsecretário-geral para Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas, chegou a ser cogitado pelo governo de Juan Manuel Santos como candidato ao comando do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Ao lhe perguntarem sobre o assunto, ontem, o assessor internacional da presidência da República, Marco Aurélio Garcia, confirmou a decisão brasileira de lançar um candidato dos países emergentes à direção do Banco Mundial, mas se recusou a falar em nomes, alegando que o anúncio será feito pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Noutro dia já fui admoestado, com razão, por ter dito o que só a torcida do Corinthians e do Flamengo sabiam, que o juro ia cair", gracejou, lembrando sua declaração sobre a iminente queda de juros, durante viagem a Hannover, que o levou a ser repreendido pela presidente Dilma Rousseff.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Zoellick vai deixar o Banco Mundial


Fonte: O Estado de S. Paulo
Autora: Denise Chrispim Marin

Hillary Clinton e Lawrence Summers são vistos como principais candidatos à sucessão

O presidente do Banco Mundial (Bird), Robert Zoellick, decidiu não concorrer a um segundo mandato e deixará o posto em 30 de junho.

A temporada de especulações sobre sua sucessão já estava aberta desde o fim do ano passado. A secretária de Estado, Hillary Clinton, e o ex-secretário do Tesouro, Lawrence Summers, encabeçam as listas extraoficiais em Washington.

Zoellick ainda conduzirá a reunião de primavera do Banco Mundial e do FMI, programada para 20 a 22 de abril. Em comunicado, ele prometeu manter-se focado 100% na instituição até o seu último dia. Nos seus cinco anos no posto, Zoellick destacou-se por sua habilidade em lidar com a crise econômica mundial deflagrada em 2008 e por defender a inclusão de países emergentes à discussão sobre as soluções possíveis, no âmbito do G-20.

"O Banco Mundial reconheceu que nós vivemos em um mundo com múltiplos polos de crescimento, onde conceitos tradicionais sobre o "Terceiro Mundo" estão agora ultrapassados e onde os países em desenvolvimento têm um papel chave como condutores do crescimento e como partes interessadas responsáveis", afirmou ele, por meio de comunicado.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Banco Mundial prevê crise igual à de 2008 é alerta emergentes


Fonte: O Estado de S. Paulo
Autora: Cláudia Trevisam
Principal perigo, segundo a instituição, vem da Europa, num cenário em que não há espaço fiscal para países adotarem medidas de estímulo

O Banco Mundial, assim como fez a ONU na terça-feira, rebaixou todas as projeções de expansão global para 2012 e alertou os países em desenvolvimento para a possibilidade de a situação se agravar ainda mais. A instituição prevê forte desaceleração do crescimento, redução no fluxo de capitais, desvalorização do mercado acionário, queda no preço das commodities e aumento do spread sobre a dívida soberana.

"O risco de uma crise global similar à que ocorreu em setembro de 2008 é real", afirmou em Pequim o economista-chefe da instituição, o chinês Justin Yifu Lin, durante divulgação do levantamento Prospectos para a Economia Global (PEG), realizado duas vezes por ano.

O principal risco vem da Europa, que pode arrastar o mundo para uma situação de congelamento dos mercados financeiros globais, afetando de maneira dramática os países cujas necessidades de financiamento externo superam 5% do Produto Interno Bruto (PIB).

A repetição de uma turbulência global teria impactos negativos mais profundos e duradouros agora, em razão do menor espaço fiscal para os países adotarem medidas de estímulo ao crescimento, alertou a instituição.

Na avaliação de Hans Timmer, diretor de Projetos de Desenvolvimento do Banco Mundial e responsável pela coordenação do PEG, "2012, ou o Ano do Dragão para a China, será muito difícil para a economia global". A probabilidade de a situação mundial se degradar de maneira generalizada é grande o bastante para ganhar destaque nas projeções do Banco Mundial, ainda que não seja o panorama considerado mais plausível.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Chávez rejeita arbitragem de órgão do Banco Mundial

Fonte: Valor Econômico

O presidente Hugo Chávez disse ontem em seu programa de televisão que a Venezuela não vai reconhecer a decisão de um tribunal do Banco Mundial (Bird) num caso multibilionário de arbitragem envolvendo o país e a Exxon Mobil.

A empresa americana é uma das 12 companhias com 17 processos contra a Venezuela abertos no Centro Internacional para Resolução de Disputas sobre Investimento (ICSID, na sigla em inglês), ligado ao Bird. O país iniciou em 2007 um processo de nacionalização de ativos das multinacionais do setor petrolífero.

Chávez anunciou a decisão ao se referir aos US$ 907,6 milhões concedidos à Exxon em outro caso de arbitragem, apresentado à Câmara de Comércio Internacional (CCI) - a empresa pedia US$ 7 bilhões. No ICSID, a Exxon reivindica US$ 6 bilhões.

"Agora, eles nos ameaçam no ICSID", disse o presidente venezuelano. "Temos que sair desse ICSID. E digo mais: não vamos reconhecer qualquer decisão do ICSID (...) Não vamos pagar nada."

terça-feira, 21 de junho de 2011

O GRUPO BANCO MUNDIAL

A criação do Banco Mundial foi discutida em 1944, durante a Conferência Monetária e Financeira das Nações Unidas celebrada em Bretton Woods, conhecida como Conferência de Bretton Woods.

No final da 2ª Guerra Mundial, preocupados com o rumo da sociedade internacional, 44 países do mundo, incluindo o Brasil, se reuniram em Bretton Woods com o objetivo instituir uma nova ordem econômica mundial, calcada no direito e não apenas baseada no equacionamento das relações de poder, como até então ocorria.

Ao final da Conferência, concebeu-se um sistema econômico internacional, ou seja, um conjunto de normas e instituições, alicerçado em um tripé: o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial (BIRD) e a Organização Internacional do Comércio (OIC). Temos neste fato, a raiz do Direito Internacional Econômico, formado por um conjunto de normas e instituições multilaterais que regulam as relações econômicas internacionais.

O FMI e o BIRD foram instituídos legalmente em 1945, mas a OIC jamais existiu, e as relações comerciais internacionais passaram a ser reguladas somente por um acordo internacional chamado de Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT).

Na época em que foi criado, o Banco Mundial tinha como única finalidade a reconstrução dos países destruídos durante a 2ª Guerra Mundial.

Com o passar do tempo, principalmente após a reconstrução destes países, o Banco Mundial passou a ter outras funções, e atualmente seu principal objetivo é a redução da pobreza no mundo em desenvolvimento.

Além disso, outras instituições foram sendo criadas, formando o que hoje conhecemos como Grupo Banco Mundial (GBM).

O GBM é formado por 5 instituições, a saber:

a) Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD): Visa promover o desenvolvimento dos países de rendas médias com capacidade de crédito.

b) Associação Internacional de Desenvolvimento (AID): Tem como finalidade a redução de pobreza, por meio de empréstimos sem juros e outros serviços aos países mais pobres.

c) Corporação Financeira Internacional (IFC): Sua função é promover o crescimento dos países em desenvolvimento por intermédio de financiamentos e investimentos no setor privado e de assistência técnica e de assessoramento aos governos e empresas. Em parceria com investidores privados, a IFC proporciona empréstimos e participação acionária em negócios nos países em desenvolvimento.

d) Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (AMGI): Visa a estimular investimentos estrangeiros nos países em desenvolvimento, por meio de garantias a investidores estrangeiros contra prejuízos causados por riscos não-comerciais.

e) Centro Internacional para Arbitragem de Disputas sobre Investimentos (CIADI): Tem como função contribuir aos investimentos estrangeiros mediante procedimentos de conciliação e arbitragem, orientando na resolução dos conflitos entre os investidores estrangeiros e os países-receptores.

Estas cinco instituições têm como função maior lutar contra a pobreza e melhorar o nível de vida dos habitantes dos países em desenvolvimento e países mais pobres. Elas estão estreitamente relacionadas entre si, encontrando-se sob uma única presidência.

Por fim, importante esclarecer que enquanto o “Grupo Banco Mundial” é formado pelo conjunto das 5 Instituições acima citadas, o “Banco Mundial” é formado por somente duas: o BIRD e a AID.