| Fonte: Valor Econômico |
| Autor: Sergio Leo |
As barreiras comerciais entre Brasil e Argentina serão discutidas "nas próximas semanas", em encontro de ministros dos dois países, segundo informou o ministro de Relações Exteriores, Antônio Patriota, em audiência na Comissão de Relações Exteriores do Senado. Nos últimos meses cresceu a quantidade de queixas de brasileiros com produtos barrados nas alfândegas por motivos burocráticos. Nos últimos dias, os brasileiros passaram também a reter na fronteira pêras, uvas e maçãs da Argentina, sob alegação de problemas sanitários. As barreiras aos equipamentos agrícolas exportados pelos brasileiros estão obrigando fábricas a se mudarem ao país vizinho, prejudicando a indústria instalada no Rio Grande do Sul, segundo denunciou a senadora Ana Amélia (PP-RS), que cobrou providências do Itamaraty. Patriota respondeu que os governos da América do Sul e, especialmente, do Brasil e na Argentina, vivem um "momento de grande convergência política", e que o maior problema enfrentado pelos produtores nos dois maiores sócios do Mercosul é a concorrência dos países asiáticos. Para o ministro, "situações episódicas" de conflito são naturais em países que têm comércio intenso, como acontece entre Estados Unidos e Canadá, ou entre os membros da União Europeia. "Não significa que não daremos importância às queixas de setores produtivos, contra práticas que não pareçam aceitáveis, que exijam conversa", ressalvou. O encontro para tratar dos pontos de atrito terá os secretários-executivos do Itamaraty e dos ministérios do Desenvolvimento e da Agricultura, informou. |
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sexta-feira, 11 de maio de 2012
Brasil e Argentina discutirão barreiras
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Grupo de 40 países denuncia Argentina na OMC
| Fonte: Valor Econômico |
| Autor: Assis Moreira |
A Argentina está perto de ser denunciada na Organização Mundial de Comércio (OMC) por uma coalizão sem precedentes de 40 países desenvolvidos e emergentes, sob acusação de comércio administrado por programas que afetariam as regras internacionais. EUA, União Europeia (27 países), México, Austrália, Japão, Coreia, Taiwan, Tailândia, Turquia, Israel, Nova Zelândia, Noruega, Suíça e Panamá sinalizaram uma batalha comercial contra a Argentina, em comunicado que divulgaram no Comitê de Bens da entidade, na sexta-feira. Também levantaram a voz China, segundo maior parceiro comercial da Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Cingapura, Malásia e Hong Kong. Para o embaixador dos EUA, Michael Punke, a mensagem mostra a "seriedade com que esse amplo grupo de membros da OMC vê as restrições à importação na Argentina e pede que sejam eliminadas" as crescentes exigências de licença não automática de importações, pré-registro e autorização prévia, que "causariam enormes custos" para os parceiros. A coalizão alega que desde 2008 a Argentina vem expandindo a lista sujeita a licença de importação não automática, que retarda enormemente a entrada dos produtos, afetando agora também a importação de computadores portáteis, eletrodomésticos, ar condicionado, tratores, máquinas e equipamentos, carros e autopeças, plásticos, químicos, pneus, brinquedos, têxteis e vestuário, malas, bicicletas e produtos de papel. |
Começam a faltar produtos na Argentina
| Autor(es): César Felício | De Buenos Aires |
| Valor Econômico - 02/04/2012 |
A onda de frio nos últimos dias em Buenos Aires, com temperaturas de sete graus já em março, aumentou o descompasso entre o que se vê em algumas vitrines e o que se observa nas calçadas da cidade. Enquanto os pedestres passam agasalhados, os manequins ainda ostentam roupas leves, de verão. "Todas as coleções estão atrasadas", disse uma lojista que não se identificou, na avenida Las Heras, região norte da cidade. De modo sutil, os sinais de desabastecimento na capital argentina vão se mostrando depois da criação de uma série de barreiras comerciais pelo governo com praticamente uma novidade por semana: a desta sexta-feira foi a introdução de um controle fotográfico nos contêineres, para verificar se a carga retida condiz com as declarações de antecipação das importações, mecanismo criado em 1º de fevereiro que barrou cerca de 30% das compras do país. Segundo o diretor de relações institucionais da Câmara de Importadores da Argentina (Cira), Miguel Ponce, das 164 mil declarações apresentadas desde 1º de fevereiro, 51 mil ainda não foram liberadas. A barreira motivou a apresentação de um documento no comitê de bens da Organização Mundial de Comércio (OMC) por parte da União Europeia, dos Estados Unidos e de outros 14 países. As barreiras afetam também a indústria nacional: no caso do vestuário, por exemplo, a confecção é feita com tecido importado, que está retido. Mas o desabastecimento é mais grave nos itens que já estavam com problemas de importação antes da criação das mais recentes barreiras. "Entre 2008 e 2011, aumentou muito a quantidade de produtos colocados no regime de licenças não automáticas. Quando a área de comércio exterior saiu do Ministério da Indústria para uma secretaria própria na órbita do secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, havia uma herança de licenças vencidas e não renovadas. O resultado é que temos encomendas barradas desde agosto", disse Ponce. |
sexta-feira, 30 de março de 2012
Dilma critica barreiras impostas aos emergentes
| Fonte: O Estado de S. Paulo |
Ao discursar na 4.ª reunião dos Brics, que reúne Brasil, Índia, China, África do Sul e Rússia, a presidente Dilma Rousseff criticou as barreiras "injustas" impostas pelos países ricos aos emergentes. "A consequente depreciação do dólar e do euro traz enormes vantagens comerciais para os países desenvolvidos e coloca barreiras injustas à competitividade dos produtos oriundos dos demais países, em especial o Brasil", disse Dilma. E avisou: "Contudo, nós, do Brasil, não queremos, não iremos, nem concordamos em um processo de levar a uma competição na qual cada país tenta sair da crise desvalorizando sua moeda e o ganho de seus trabalhadores".
A presidente Dilma defendeu "uma nova política de combate à crise, uma política baseada na expansão do investimento e do consumo, na expansão dos mercados internos das principais economias mundiais e no crescimento equilibrado do comércio internacional". Ela reiterou que "medidas exclusivas de política monetária não são suficientes para superação dos atuais problemas da economia mundial". Para ela, "a recessão, o desemprego e a precarização do trabalho apenas ganham tempo e podem até gerar bolhas especulativas, caso não sejam acompanhadas pela recuperação do investimento, do consumo e um aumento do crescimento internacional".
Ela pregou também que "países com elevadas dívidas, como é o caso de muitos países da Europa, devem fazer sim o ajuste fiscal para ganhar credibilidade". E emendou: "no entanto, os que gozam de prestígio junto ao mercado, os que são estáveis e superavitários têm condições de lançar mão de instrumentos fiscais e expansivos, e assim o reequilíbrio seria alcançado". Para a presidente, "sem dúvida, reformas estruturais são importantes, mas só darão os resultados na magnitude e no tempo necessários se combinadas com a volta do crescimento". / T.M.
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quinta-feira, 22 de março de 2012
Restrições derrubam as importações na Argentina
| Fonte: Valor Econômico Autor: César Felício |
As barreiras impostas pela Argentina para importações estão cumprindo seu papel: o país teve em fevereiro o maior superávit mensal desde maio, atingindo US$ 1,341 bilhão de saldo. O resultado foi obtido graças à retração das importações, que somaram apenas US$ 4,757 bilhões, o menor resultado dos últimos 14 meses. As exportações foram de US$ 6,1 bilhões, ligeiramente acima dos US$ 5,9 bilhões registrados no mês passado, mas abaixo dos US$ 6,3 bilhões vendidos em dezembro.
Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a Argentina reduziu as importações em 1%, sendo que, nos últimos 12 meses, a economia se expandiu muito: 9% de acordo com os dados oficiais, que tomam como base um índice de preços questionado pelos agentes privados, ou 7% segundo diversos consultorias de economia.
O resultado enfraquece a explicação dada pelo presidente da União Industrial Argentina (UIA), José Ignacio de Mendiguren, ao comentar o resultado. "A redução das importações na Argentina sempre esteve vinculada ao nível de atividade da economia e, desde novembro, estamos vivendo uma desaceleração", comentou o dirigente, logo após encontro com o presidente da brasileira Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade. Mendiguren e Braga se reuniram para elaborar a pauta do encontro de um fórum de 20 empresários com os chanceleres do Brasil e da Argentina, que deve ocorrer em maio.
O dirigente brasileiro admitiu que, no caso brasileiro, houve uma redução de 22% nas vendas do país para a Argentina em fevereiro, segundo uma pesquisa preliminar entre os exportadores, e atribuiu diretamente o resultado às barreiras que entraram em vigor em 1º de fevereiro. Nesse dia, o governo argentino começou a exigir uma declaração jurada de todos os importadores, e as operações passaram a depender de um aval dos órgãos do governo. Na prática, isso foi equivalente a estender o regime de licenças não automáticas a toda a economia. Até a entrada em vigor da medida, o ritmo das compras argentinos era outro: em janeiro, as importações foram 10% superior às registradas no mesmo mês do ano anterior.
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sexta-feira, 16 de março de 2012
Agricultura tenta negociar restrições com argentinos
| Fonte: O Estado de S. Paulo |
| Autor: Iuri Dantas |
As restrições comerciais impostas pela Argentina "estão incomodando muito"e atingem "de forma muito visível" o Mercosul, avaliou o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, que antecipou para ontem uma viagem a Buenos Aires com o objetivo de negociar uma via rápida no trânsito de alimentos entre os dois países e evitar retaliações. "É a questão do vizinho: tenho que avisar a Argentina, ao ministro da Argentina, que ele está gritando na hora em que estou dormindo e que não vale a pena eu começar a gritar na hora que ele dorme, porque nós dois vamos acabar acordados", afirmou. "Temos que estabelecer uma política de integração que não prejudique o Brasil, nem prejudique a Argentina." Ribeiro decidiu se antecipar a um encontro maior, que incluirá também o Ministério do Desenvolvimento e o Itamaraty, depois que os argentinos deixaram todo o carregamento de carne suína do País parado na fronteira por uma semana. "Isso está atingindo de forma muito visível o Mercosul", disse. "Está pegando queijo, pegando bastante coisa, está incomodando bastante." Retaliação. A ideia do ministro é negociar uma solução que não prejudique produtores rurais do Brasil e da Argentina. "Queremos é terminar com a rivalidade, com essa história de fazer boquinha aqui, fazer boquinha ali... As pessoas dizem: tranca, coloca barreira sanitária, mas o que a Argentina e o Brasil ganham com isso?" A Argentina vem intensificando a adoção de medidas comerciais nos últimos meses, com o claro objetivo de manter um superávit em sua balança. Para alguns produtos, por exemplo, o governo argentino emite licenças de importação em prazo superior aos 60 dias determinados pela Organização Mundial do Comércio (OMC) e o Brasil já reclamou algumas vezes. No ano passado, o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, determinou medidas de reciprocidade, como o atraso na liberação de produtos argentinos que eram exportados ao Brasil. Pimentel e sua equipe também se reuniram com representantes argentinos, fechando uma espécie de "pacto de convivência". Segundo este acordo informal, para cada mercadoria brasileira liberada, uma da Argentina entraria no País. Ribeiro se reúne hoje com se homólogo Norberto Yauhar e com o presidente da Câmara dos Deputados, Julián Dominguez. |
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