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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Brasil teme protecionismo maior após eleição francesa

Fonte: Valor Econômico
Autora:  Alda do Amaral Rocha

A provável chegada do socialista François Hollande à Presidência da França, como indicam as pesquisas de intenção de voto, deve tornar a relação com o Brasil "mais institucional" e "descentralizada". Mas, mais importante, o protecionismo pode aumentar qualquer que seja o resultado, e não só em relação à agricultura, conforme avaliações ouvidas pelo Valor de fontes da diplomacia e analistas. No próximo domingo, Hollande (PS) disputa com o presidente-candidato Nicolas Sarkozy (UMP) o segundo turno das eleições.

Apesar da expectativa de que algo mude num eventual governo Hollande em função de equipes e estilos diferentes, o clima é de "otimismo" em relação à transição porque existe a "percepção de que a política de Sarkozy" de aproximação e parceria com o Brasil "foi correta" e deve ser mantida, afirmou um diplomata brasileiro.

"Existe um sentimento de que a França precisa de uma potência emergente como parceira para competir com outras potências", acrescenta. Ele observa que 38 das 40 empresas que fazem parte do CAC 40, o índice de ações da bolsa de Paris, estão atualmente no Brasil, por conta do potencial de crescimento desse mercado.

O atual presidente francês estreitou relações com o Brasil em seu governo, principalmente durante o mandato do ex-presidente Lula, e fez parcerias em áreas como defesa, tecnologia e ciência, além de cooperação econômica e comercial. Também apoiou a candidatura do Brasil ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.

"Sarkozy era muito próximo de Lula. Com Hollande, a relação deve ser mais institucional.