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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Sem surpresas, americano é eleito para presidência do Banco Mundial

Fonte: RFI Brasil

O americano Jim Yong Kim foi nomeado nesta segunda-feira presidente do Banco Mundial, anunciou a instituição em um comunicado publicado ao término de uma reunião de seu conselho de administração. Ele substitui o também norte-americano Robert Zoellick, que não tentou a reeleição depois de um mandato de cinco anos.

A única adversária era a ministra das Finanças nigeriana, Ngozi Okonjo-Iweala. Ele felicitou Kim pela indicação, mas acrescentou que o processo de seleção para o posto deveria ser “mais aberto, transparente e baseado no mérito”. O economista colombiano José Antonio Ocampo desistiu da disputa. Países emergentes, como os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), reivindicam maior representação nos órgãos de decisão de ambas instituições financeiras.

Um acordo informal faz com que as direções do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial sejam divididas entre a Europa e os Estados Unidos desde 1944, quando essas instituições foram criadas, através do acordo de Bretton Woods. Por isso o americano era considerado favorito.

Kim, 52 anos, nasceu na Coreia do Sul, e é médico de formação. Formado pela Dartmouth College, uma das instituições acadêmicas mais respeitadas dos EUA, ele dirigiu o programa de luta contra a AIDS dentro da Organização Mundial da Saúde (OMS) e foi co-fundador de 'Partners in Health', organização sem fins lucrativos que oferece serviços médicos em países como Haiti, Peru, Rússia e Ruanda.

O Brasil anunciou horas antes do anúncio, através do ministro da Fazenda Guido Mantega, que apoiaria a ministra nigeriana. Mantega acrescentou que o governo brasileiro não fará aporte adicional ao Fundo Monetário Internacional (FMI) se as reformas nas duas instituições não avançarem, num claro recado às potências.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Quem vai presidir o Banco Mundial

Fonte: Valor Econômico
Autor: Rogério Studart
No momento em que o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) escolhe um novo presidente para substituir Robert Zoellick, pode-se dizer que ele se encontra numa encruzilhada em sua história. O papel de uma eleição é debater ideias, reunir apoio político em torno de plataformas específicas e escolher a melhor liderança. A eleição atual do presidente dessa instituição pode ser um primeiro passo importante para um debate sincero entre os acionistas para a construção do Banco Mundial do século XXI - e, talvez, do que queremos para o futuro da comunidade internacional e do sistema multilateral.

O Bird foi fundado em 1944, em meio à II Guerra Mundial e a uma recessão global econômica grave. Sua criação reflete a atitude prevalecente de que a melhor maneira de evitar a repetição da história seria promover uma reconstrução rápida e buscar o desenvolvimento equilibrado de todas as nações. Com a recuperação das grandes economias industrializadas, no entanto, essa percepção inicial desapareceu. O apoio ao desenvolvimento de todas as nações começou a ser visto menos como interesse comum e mais como uma questão de caridade por parte dos doadores.

A crise de 2008 foi uma trágica lembrança da nossa necessidade de termos instituições multilaterais verdadeiramente globais. Em um mundo cada vez mais integrado, interligado e interdependente, a crise, que teve origem em uma pequena parte do sistema financeiro dos Estados Unidos, espalhou-se rapidamente para tornar-se um desastre financeiro mundial. Seus impactos foram fortemente sentidos no comércio internacional e na produção em países grandes e, finalmente, ela se converteu em uma crise de emprego e transformou-se em uma grande fonte de instabilidade política.

O Grupo Banco Mundial desempenhou um papel na resposta à crise financeira, aumentando os seus empréstimos, mediante um apoio adicional para setores privados, e pela canalização de financiamento para países de baixa renda.