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terça-feira, 26 de junho de 2012

Banco Mundial quer estimular cooperação entre Brasil e países africanos

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

O estreitamento nas relações de acordo técnico e cooperativo entre Brasil e países africanos e o aporte de recursos em projetos de eficiência tecnológica rural dominaram a pauta da reunião com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Mendes Ribeiro Filho e o diretor do Departamento de Desenvolvimento Sustentável do Banco Mundial para a Região da África, Jamal Sagchir. O encontro ocorreu no gabinete ministerial em Brasília na tarde desta segunda-feira (25/06).

Os temas discutidos na reunião – ainda sob a influência dos debates e encontros bilaterais internacionais da Rio+20 – buscaram aproximar os projetos estruturais, de sustentabilidade e de capacitação técnica do segmento agropecuário brasileiro já implementados naquele continente pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) – instituição pública de pesquisa vinculada ao Mapa – bem como a transferência tecnológica e ampliação de parcerias com governos africanos, a exemplo do que já ocorre em projetos com Angola, Moçambique, Gana e Quênia, entre outros.

A captação de recursos e viabilidade foi outro ponto destacado pelo ministro Mendes durante o encontro. Segundo ele, é necessário que as organizações financeiras internacionais ajudem na cooperação e fomento tecnológico para suprir necessidade em infraestrutura dos países latinos e africanos. “O mundo começou a demandar do Brasil e prevaleceu a capacidade produtiva de alimentos e a consequente distribuição de renda. Porém, é necessário aporte em outros modelos operacionais”, afirmou, citando a política de armazenamento e de irrigação.

Participaram da reunião, o presidente da Emprapa, Pedro Arraes e o titular da Secretaria de Relações Internacionais do Mapa, Célio Porto.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Brasil quer replicar com outros países da África modelo de comércio com Angola

Fonte: Valor Econômico
Autor:  Francisco Góes

O Brasil prepara um novo passo no relacionamento com os países africanos. Essa segunda etapa na relação comercial com a África tende a replicar para outros países, como Moçambique e Gana, o modelo de financiamento à exportação construído com Angola. Ele se baseia na concessão de créditos, via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para a exportação de bens e serviços brasileiros para obras de infraestrutura, tendo como garantias recebíveis de petróleo. Agora estão sendo estudadas novas formas de garantia para alguns projetos com o uso de recebíveis lastreados em carvão.

"Começamos a trilhar em outros mercados da África caminho semelhante ao de Angola, que considera participação em financiamentos às exportações [de bens e serviços] para obras de infraestrutura em setores como saneamento, geração de energia, transporte e abastecimento de água", disse Luciene Machado, superintendente da área de exportações do BNDES. Ela acredita que o seminário "Investindo na África: oportunidades, desafios e instrumentos para a cooperação econômica" que o banco promove amanhã, no Rio, vai permitir evoluir nas discussões com os países africanos.

Uma das iniciativas em discussão é a assinatura de um memorando de entendimento com o Banco Africano de Desenvolvimento, com sede em Tunes, na Tunísia, onde o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, manteve reunião de trabalho na semana passada. As duas instituições estão trabalhando para constituir um fundo de financiamento não reembolsável voltado para a elaboração de projetos de investimento na África. É possível que reuniões técnicas definam, na tarde de amanhã, as condições básicas desse fundo, incluindo setores e montantes.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Diretor da OMC está preocupado com o futuro do comércio internacional e aconselha a África fortalecer comércio regional

No último domingo, 29 de janeiro de 2012, o atual Diretor Geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, discursou na Cúpula da União Africana.

Após declarar estar preocupado com o futuro do comércio internacional, haja vista os efeitos da crise econômica de 2009 e 2011, bem como do aumento do protecionismo, Lamy sugeriu que a África deveria impulsionar o comércio intra-Africano e acelerar a integração regional, por meio de acordos regionais.

Segundo ele, o ano de 2012 será marcado por incertezas e baixo crescimento, e que o mundo se encaminha para uma “recessão generalizada”, que durará anos nas economias desenvolvidas, com alto risco de contágio e impactos imprevisíveis na economia global, devido a interconectividade. Lamy afirmou, ainda, que a ameaça do protecionismo aumentou, sendo considerada mais um obstáculo a recuperação global.

Diante desses fatores, o Diretor Geral recomendou que a África acelerasse seu processo de integração, assegurando que não há qualquer contradição entre o sistema multilateral do comércio e a integração regional. Para Lamy, a integração entre os países africanos pode permitir um incremento do comércio entre esses países, além de atrair mais investimentos e parceiras.

Por fim, Lamy sustentou que o aumento do comércio intra-Africano criará “oportunidades para seu povo e permitir o comércio a ser o motor da redução do crescimento, desenvolvimento e pobreza”.