| Fonte: Valor Econômico |
| Autor: Assis Moreira |
O Banco Central da Suíça sinaliza controle de capital estrangeiro no caso de a Grécia deixar a zona do euro. A ideia é evitar uma nova enxurrada de dinheiro em direção às instituições helvéticas. O Banco Central da Suíça sinaliza controle de capital estrangeiro no caso de a Grécia deixar a zona do euro. A ideia é evitar uma nova enxurrada de dinheiro em direção às instituições helvéticas. O presidente do BC suíço, Thomas Jordan, constata que a situação se degradou nas últimas semanas, quando o euro chegou a seu nível mais baixo face ao dólar desde janeiro de 2010 e a pressão aumentou para alta do franco suíço. "Os investidores estão em busca de porto seguro. Para muitos, é o franco. A política monetária do BC permitiu que o franco não se valorize mais face ao euro. Assim, vamos fazer prevalecer a cotação mínima (1,20 franco) com toda determinação, mesmo nas condições mais difíceis", afirmou Jordan. Embora o cenário básico não seja de saída da Grécia do euro, Jordan disse que as autoridades se preparam "O franco suíço é inegavelmente uma moeda excessivamente valorizada e, do ponto de vista dos fundamentos, deveria baixar de valor. Mas não podemos manipular nossa moeda indiscriminadamente." |
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segunda-feira, 28 de maio de 2012
Suíça cogita controle de capitais
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Suíça quer acordo para pôr fim à bitributação de múltis brasileiras
Fonte: O Estado de S. Paulo
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País voltou a insistir na questão depois de perder para outro país a base da Brasil Foods na Europa
De olho no mercado e nas empresas brasileiras, a Suíça pressiona por um acordo tributário entre os dois países. Os suíços querem um entendimento para evitar que empresas que atuam nos dois países tenham de pagar impostos às duas autoridades. Os acordos de bitributação estão sendo negociados pela Suíça com uma série de governos emergentes. Mas Berna recebeu um "não" de Brasília.
Há dez anos, o governo suíço chegou a fazer uma campanha para promover um tratado. Mas o projeto não caminhou e ficou enterrado por alguns anos. O que fez os suíços voltar a procurar o governo brasileiro foi a decisão da Brasil Foods de instalar sua base europeia fora da Suíça, justamente para buscar um país onde houvesse algum tipo de acordo tributário com o Brasil.
Os suíços estão convencidos de que a onda de multinacionais brasileiras vai ganhar força nos próximos anos e querem atrair para a Suíça parte dessas empresas, em busca de estabelecer um pé na Europa.
Mas os suíços também estão de olho no mercado brasileiro e um acordo que impeça que uma sucursal de uma multinacional suíça tenha de pagar impostos nos dois países. O mercado brasileiro, ao lado de Índia, China e Rússia, passou a estar entre as prioridades das empresas suíças como forma de diversificar seu destino de exportação. Hoje, 80% das vendas do país vão para a Europa, que está em crise.
Estratégia. Os suíços já planejam até mesmo começar a driblar a resistência brasileira, abrindo escritórios de suas empresas em países com os quais o Brasil tem algum tipo de acordo. Assim, a companhia que investiria no Brasil não se apresentaria como suíça, mas sim de um dos países que fazem parte da lista de acordos do Brasil, sem pagar duas vezes os impostos. Hoje, os suíços contam com investimentos acumulados no Brasil de mais de US$ 34 bilhões e afirmam empregar mais de 105 mil trabalhadores brasileiros.
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