Fonte: O Estado de S. Paulo
Autor: Jamil Chade
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Dados do BIS mostram redução de US$ 53 bilhões nos empréstimos e ativos dessas instituições só no Brasil; no mundo, foram US$ 800 bi
O Brasil é o país fora da União Europeia que registrou a maior contração de financiamento de projetos e empréstimos de bancos europeus no mundo. No auge da crise, as instituições europeias, obrigadas a lidar com os próprios problemas, deram início a um período de "desglobalização" para se concentrar em socorrer seus negócios, muitos à beira da falência.
Os dados são do Banco de Compensações Internacionais (BIS), que indica que a queda é a primeira em dois anos no caso brasileiro. Mas, apesar da redução de US$ 53 bilhões no Brasil, os empréstimos europeus estão sendo substituídos por instituições locais e sucursais registradas como bancos nacionais e não há sinal da falta de crédito no País, pelo menos por enquanto. Nos últimos meses, a emissão de bônus também ajudou a compensar a queda.
O que o BIS alerta, porém, é que essa tendência europeia ameaça ser mantida por alguns anos e a questão é saber se os mercados emergentes terão como repor o papel desempenhado pelos europeus até agora.
No total, os bancos europeus reduziram a participação em atividades financeiras pelo mundo em US$ 800 bilhões entre julho e setembro de 2011. A desglobalização já resultou numa queda de 39% no financiamento de projetos e 23% no comércio.
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segunda-feira, 12 de março de 2012
País lidera 'desglobalização' de bancos europeus fora da UE, aponta relatório
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