Mostrando postagens com marcador financeirização. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador financeirização. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

OCDE sugere que Estados devem rever subsídios à agricultura

No relatório “Monitoramento e Avaliação de Políticas Agrícolas" apresentado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), foi verificado que, devido a alta do preços das commodities, no ano de 2010 os benefícios públicos internacionais concedidos ao setor agrícola caíram 18% se comparado ao ano de 2009. Contudo, apesar da redução apontada, os subsídios para a agricultura nos países desenvolvidos ainda são consideráveis e envolve muita resistência política devido ao lóbi do setor e à questões de segurança.

A OCDE aponta que neste período em que os países desenvolvidos estão efetuando ajustes econômicos, nada mais adequado para rever velhos paradigmas e quem sabe diminuir ou mesmo retirar os subsídios concedidos à agricultura.

Conforme já noticiado em post anterior (leia mais), devido a volatilidade do preço e a financeirização das commodities, o G 20 se reuniu procurando formas de regular o setor, visando evitar que os preços sejam elevados artificialmente e ameace a segurança alimentar. Todavia, os Estados tem que se atentar que a “alta dos preços” das commodities pode ser, também, conseqüência de anos de subsídios e dificuldades de comercialização pelas barreiras impostas pelos países desenvolvidos (leia mais).

Quem sabe, fazendo cada um sua “mea culpa", será mais fácil encontrar soluções eficientes e viáveis.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Integra do relatório sobre a financeirização das commodities

No post do dia 7 de junho de 2011  , comentei sobe o relatório denominado “Price Formation in Financialized Commodity Markets: The Role of Information”. Este documento faz uma séria crítica a financeirização dos mercados de commodities, recomendando a adoção de mais transparência no setor, regulamentação e possibilidade de intervenção da autoridade administrativa.

Outro relatório tratando o mesmo tema, foi publicado nesta semana. Tal documento é fruto de um estudo iniciado em virtude de uma preocupação exposta pelos líderes do G20 em novembro de 2010. O grupo solicitou para algumas Organizações Internacionais (FAO, FIDA, FMI, OCDE, UNCTAD, PAM - Programa Alimentar Mundial-, Banco Mundial e OMC) um estudo aprofundado do tema, bem como recomendações sobre como “mitigar e gerir os riscos associados à volatilidade dos preços dos alimentos e outras commodities agrícolas, sem distorcer o comportamento do mercado, em última análise, proteger os mais vulneráveis".

O relatório foi coordenado pela FAO e pela OCDE, com colaboração da FAO, FIDA, FMI, OCDE, UNCTAD, o PAM, o Banco Mundial, da OMC, o IFPRI e o HLTF ONU - Equipe Especial de Alto Nível sobre a Crise Mundial da Segurança Alimentar.

Quem tiver mais interesse, acesse a íntegra do relatório:


terça-feira, 7 de junho de 2011

A UNCTAD recomenda mais transparência e regulamentação do mercado de commodities

No último domingo (05/06/2011), a Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD) publicou um estudo denominado “Price Formation in Financialized Commodity Markets: The Role of Information”.

De acordo com este documento, a “financeirização” dos mercados de commodities, por meio das especulações financeiras, distorcem os preços do produto, ocasionando as chamadas "bolhas de preço", pois não se observa as regras de mercado da oferta e da procura. Segundo o estudo, a financeirização deste mercado é um dos grandes responsáveis pela atual tendência de aumento da volatilidade nos preços, bem como a alta dos preços das commodities. Todo este cenário poderá gerar grandes danos a economia mundial, prejudicando, principalmente, os países menos desenvolvidos.

Diante destes fatos, a UNCTAD recomenda várias medidas para evitar ou atenuar os efeitos negativos da financeirização das commodities, tais como: mais transparência deste mercado, por meio da melhoria na qualidade de dados e acesso à informação, de modo a reduzir as incertezas do investidor; regulamentação mais rigorosa dos agentes financeiros; e intervenção direta das autoridades sobre o mercado para “esvaziar bolhas de preços”.

Concordo que é necessário dar maior transparência e regulamentar o mercado de commodities, entretanto há que se aprofundar mais no assunto, de modo a compreender todos os fatores envolvidos, estabelecer uma regulamentação bem fundamentada. O Brasil é um grande exportador de commodities e tem que ficar atento para estas discussões que se fazem em âmbito da UNCTAD e outras organizações internacionais.