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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Irã vai rever venda de petróleo a seis países europeus

Fonte: Agência Brasil
Autora: Roberta Lopes

O governo do Irã anunciou hoje (15) que vai rever a venda de petróleo a seis países da União Europeia por causa do embargo adotado pelo grupo ao petróleo iraniano. Alguns embaixadores foram chamados ao Ministério de Negócios Estrangeiros do Irã para ser comunicados da decisão.


Portugal, a Espanha, França, Grécia, Holanda e Itália podem ter as vendas revistas. O governo iraniano já tinha ameaçado suspender o fornecimento de petróleo a países europeus.


O governo iraniano alegou que o embargo europeu não vai afetar a economia porque há outros países que podem comprar esse petróleo. As vendas a países europeus correspondem a aproximadamente 18% das exportações de petróleo iraniano.


A União Europeia adotou várias sanções ao Irã, entre elas, o embargo à compra de petróleo, como forma de pressionar as autoridades iranianas a rever o programa nuclear, considerado pela comunidade internacional como de uso militar e não pacífico como dizem os iranianos.


* Com informações da Agência Lusa

Edição: Talita Cavalcante

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Embargo japonês ao petróleo do Irã

Correio Braziliense
Autora: Carolina Vicentin
A pedido dos EUA, o país asiático aceita aumentar a pressão internacional sobre o regime persa


Honras militares O presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, desembarcou ontem em Quito, na última parada da viagem pela América Latina. O líder islâmico foi recebido com honras militares na base aérea de Guayaquil, de onde partiu para reuniões privadas com o presidente Rafael Correa. Antes de chegar à capital equatoriana, ele passou pela Venezuela, pela Nicarágua e por Cuba. Na ilha, ele se encontrou com o ex-presidente Fidel Castro e com o atual mandatário, Raúl Castro. O iraniano reforçou os laços de amizade com os cubanos e obteve apoio para o uso pacífico da energia nuclear.

A diplomacia norte-americana atravessou o mundo e conseguiu apoio de um importante aliado na pressão internacional que busca exercer sobre o Irã. O Japão, terceiro maior comprador do petróleo iraniano, aceitou impor um embargo às importações provenientes da república islâmica. A sanção ainda não tem data para entrar em vigor, mas os japoneses já quebram a cabeça para encontrar fornecedores alternativos. Analistas ouvidos pelo Correio afirmam que o aumento das restrições pode levar o país dos aiatolás a um colapso financeiro, como desejam os Estados Unidos. Isso, no entanto, não impediria um eventual conflito no Golfo Pérsico, a quebra do mercado petroleiro e consequências severas para a economia global, especialmente para as nações do leste asiático.

O anúncio da decisão japonesa foi dado após uma reunião do ministro das Finanças, Jun Azumi, com o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner. "O assunto nuclear é um problema que o mundo não pode ignorar. Por isso entendemos perfeitamente as ações empreendidas pelos Estados Unidos", disse Azumi. "Trabalhamos estreitamente com a Europa, o Japão e nossos aliados do mundo inteiro para incrementar consideravelmente a pressão contra o Irã", reforçou Geithner. O jornal Yomiuri Shimbun noticiou, no entanto, que os japoneses estariam tentando convencer os EUA a não levar as medidas restritivas para os bancos do país, que mantêm muitos negócios com as autoridades iranianas.