| Fonte: Valor Econômico |
| Autor: Gustavo Loyola |
Em seu último comparecimento ao Senado Federal, o ministro Guido Mantega listou a queda da taxa Selic entre as chamadas "medidas de defesa cambial" adotadas pelo governo para salvaguardar a indústria manufatureira nacional. Parece não haver melhor evidência do que esta para indicar que a política de juros não mais objetiva exclusivamente o controle da inflação, o que seria de se esperar em um país que pratica o regime de metas para inflação. No Brasil, pelo que se depreende da apresentação do ministro Mantega, na fixação dos juros, o Copom também visaria evitar a sobrevalorização da moeda brasileira e prejuízos a nossa indústria. Há sérios riscos nessa estratégia, caso ela de fato prevaleça. Ao desviar o uso do principal instrumento de política monetária para outros fins que não o da estabilidade de preços, o governo aumenta o risco da criação de desequilíbrios internos que levariam à aceleração da inflação e ao não cumprimento da meta nos próximos anos. Além disso, o Banco Central passa a depender mais fortemente do apelo a outros instrumentos para integrar o cardápio da política monetária, em um contexto no qual a taxa de juros serve a vários fins ao mesmo tempo, o que acaba por trazer distorções adicionais ao mercado de crédito, sem obter-se plenamente a mesma eficácia no controle da demanda agregada. As preocupações com a indústria, por mais legítimas que sejam, não podem ser atendidas com políticas que prejudicam a estabilidade macroeconômica. Este fato é tão óbvio que deveria dissuadir o governo do emprego da política cambial e da política de juros como instrumentos de estímulo ao setor manufatureiro nacional. Porém, o que se vê nos últimos meses é certa relativização da importância do equilíbrio macroeconômico, em favor da necessidade urgente de defesa da produção doméstica contra as várias "guerras" externas, imaginárias ou reais. |
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segunda-feira, 2 de abril de 2012
Proteção à indústria deve ter limites
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
UNASUL define plano de defesa para a região com respeito à soberania dos países
O plano de defesa
para os 12 países que integram a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) deve
ser anunciado hoje (11) em Lima, no Peru. O ministro da Defesa, Celso Amorim, e
mais 11 autoridades participam dos debates. O centro das preocupações é a
definição de um projeto comum para equilibrar os gastos militares e medidas que
garantam o respeito à soberania, à integridade e à inviolabilidade dos
países.
O Conselho de
Defesa Sul-Americano é o mecanismo responsável pela integração dos países da
Unasul - a Argentina, o Brasil, a Bolívia, o Chile, a Colômbia, o Equador, a
Guiana, o Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e a Venezuela. A reunião é comandada
pelo ministro da Defesa do Peru, Daniel Mora, e pela secretária-geral do bloco,
Maria Emma Mejia.
Maria Emma Mejia
disse que o Conselho de Defesa Sul-Americano estabelece a confiança mútua entre
seus integrantes e serve como "exemplo para o mundo". Segundo ela, as discussões
em Lima reafirmam o "respeito pela soberania, a integridade territorial e a
inviolabilidade" dos Estados.
Nesta reunião serão
definidos ainda os projetos de cooperação militar, que preveem exercícios
combinados em áreas fronteirição e operações de manutenção da paz. Também devem
ser definidos os planos de formação e treinamento em defesa .
"Esse plano de ação
em debate mostra que o Conselho de Defesa não é apenas extremamente dinâmico,
mas é focado no fortalecimento da América do Sul como uma zona de paz e como uma
lição para o mundo", disse Mejia.
Fonte: Agência Brasil
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