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Fonte: Valor
Econômico
Autores:
Por Juliana Ennes e Guilherme Serodio
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A
Câmara Internacional de Comércio (ICC, na sigla em inglês) divulgou ontem um
roteiro de transição para a chamada economia verde. A proposta é que o setor
privado participe ativamente dessa transição, sem que todos os esforços
fiquem concentrados em ações governamentais.
A
instituição quer que o documento batizado de "Green Economy
Roadmap" seja um plano concreto de ações, que, como defende a entidade,
tenha atuação direta do setor privado, mas não se restrinja apenas às
empresas. Há indicações para aprimorar também a governança de forma ampla,
incentivando o desenvolvimento de políticas e a tomada de decisões.
O
estudo é resultado de dois anos de trabalho com empresas de diversos portes.
A ICC, maior instituição empresarial do mundo, representa empresas de 120
países diferentes. O documento aponta para um potencial de oportunidades
comerciais relacionadas à sustentabilidade que circula entre US$ 2,1 trilhões
e US$ 6,3 trilhões.
De
acordo com a ICC, a economia verde demanda atenção imediata para a inovação,
essencial no desenvolvimento de estratégias e políticas que integrem as
dimensões social, econômica e ambiental do desenvolvimento sustentável.
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quinta-feira, 14 de junho de 2012
ICC defende maior atuação privada
quinta-feira, 15 de março de 2012
Empresas vão à OMC pressionar por abertura
| Fonte: Valor Econômico Autor: Assis Moreira |
A crise econômica, com retração da demanda e aumento do protecionismo, provocou ontem uma mobilização inédita do setor privado junto à Organização Mundial do Comercio (OMC) para defender liberalização e menores custos para seus negócios. A Câmara de Comércio Internacional (CCI) levou à OMC mais de 80 executivos de multinacionais como Daimler, Renault, Du Pont, Zurich Financial, Great Eastern Energy, da Índia, e representantes de federações industriais de dezenas de países para pedir por acordos menores de abertura de mercados, mas essenciais para as transações. "O risco de protecionismo aumentou, e o custo de fazer comércio está crescendo"", disse Victor Fung, presidente da Li & Fung, empresa de Hong Kong que é um dos maiores supridores globais de mercadorias feitas na China. "É hora de nos voltarmos para o setor empresarial, os reais usuários e de fato os beneficiários do sistema global de comércio para falar sobre suas necessidades"", acrescentou. Pascal Lamy, diretor da OMC, observou que nos últimos dez anos, o setor privado pouco se fez ouvir ou apoiou a Rodada Doha porque a negociação ocorreu em período de forte crescimento global econômico e comercial. "A crise provocou uma situação muito diferente, bem-vindo de volta!". "Estamos numa fase em que temos de voltar ao essencial, trabalhando com as empresas na identificação dos obstáculos ao comércio e removê-los", acrescentou Lamy. "Não estamos em um momento onde podemos contar com energia política para fazer avançar o sistema multilateral de comércio. Precisamos dos outros para irmos para a frente"". Para conter a ameaça de mais protecionismo, o presidente do CCI, Gerard Worms, defendeu um acordo rápido para facilitação de comércio e reduzir, por exemplo, a burocracia nas aduanas. Lamy calcula que as regras já desenhadas para facilitação de comércio representam 50% dos benefícios de uma conclusão da Rodada Doha. |
Setor privado tenta relançar a Rodada Doha
Fonte: O Estado de S. Paulo
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Proposta é reabrir o debate com novos temas, trazendo a liberalização de investimentos de volta às negociações
Diante da impotência de governo em superar os impasses da Rodada Doha, o setor privado mundial tenta tomar as rédeas do processo e relançar as negociações com novos temas. Os empresários insistem que está na hora de recolocar a liberalização de investimentos de volta na negociação, rejeitada há dez anos pelos emergentes. Mas alertam que não seria o momento de incluir o câmbio na agenda da OMC.
Lançada em 2001, a Rodada Doha está sem direção. Pascal Lamy, diretor da OMC, admite que não existe "energia política" dos governos neste momento.
Agora, a Câmara Internacional de Comércio lança uma iniciativa para reunir CEOs do mundo todo para repensar a Rodada.
"Quando os grandes acordos não avançam, precisamos repensar as estratégias e voltar ao setor privado e saber onde estão os obstáculos reais para o comércio. Há uma distância muito grande entre as declarações do G-20 e a realidade das negociações", disse Lamy.
Victor Fung, presidente da multinacional Li & Fung, é quem vai liderar os trabalhos durante todo o ano de 2012. Ele admite que a crise mostrou ao setor privado que é preciso uma nova liberalização. "Precisamos pedir que os negociadores voltem a olhar o mundo real. Hoje, estamos negociando leis para um mundo que não existe mais", atacou o empresário, uma das 500 maiores fortunas do mundo.
Segundo ele, a OMC ainda opera como se cada produto fosse produzido apenas em um país. "Hoje, as cadeias de fornecimento são muito mais complexas."
Sobre a proposta de incluir o câmbio nas negociações, o presidente da Câmara Internacional de Comércio, Gerard Worms, é cético. "Avaliamos que não há espaço e, se o assunto for incluído, o impasse será maior."
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Câmara internacional de comércio acusa o Brasil de protecionismo
Fonte: O Estado de S. Paulo
Autor: Jamil Chade
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Levantamento da instituição aponta o Brasil como a economia mais protecionista entre todas que formam o G-20
Diante de uma onda de elevação de tarifas no Brasil, uma das maiores alianças de empresas do mundo acusa o governo brasileiro de protecionismo, alerta que tarifas não resolverão a variação cambial e alerta que o País corre o risco de perder competitividade se continuar nesse caminho. O ataque é da Câmara Internacional de Comércio, que em um levantamento aponta o Brasil como a economia mais protecionista de todo o G-20 e ontem fez questão de não poupar alertas ao governo de Dilma Rousseff.
Enquanto isso, o diretor da Organização Mundial do Comércio, Pascal Lamy, alerta que a relação que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, faz entre a valorização do câmbio e o comércio pode não ser tão simplista quanto o governo brasileiro aponta.
"O crescimento da economia brasileira é inspirador", disse Harold McGraw, vice-presidente da entidade com representantes em 120 países e que reúne algumas das maiores empresas do mundo. "Mas da mesma forma que cresce agora, é também um dos países menos abertos", declarou McGraw, que preside ainda o Conselho para Negócios Internacionais dos Estados Unidos. Para ele, essa onda protecionista não tem como sobreviver no Brasil e não é por meio de tarifas que o governo conseguirá compensar a valorização do real.
"É uma questão de tempo. Esse protecionismo não poderá durar se o Brasil quiser continuar a crescer", declarou. "O Brasil, mais cedo ou mais tarde, vai ter de liberalizar sua economia, se de fato quiser manter uma taxa importante de crescimento."
McGraw coordenou um levantamento entre as economias do G-20 que revelou que o Brasil adotou mais barreiras ao comércio que qualquer outro governo, inclusive o da Argentina. "Os dados brasileiros não são nada positivos", alertou.
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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
O protecionismo brasileiro
| Fonte: O Estado de S. Paulo |
Vítima frequente das medidas protecionistas adotadas pela Argentina, o Brasil tornou-se mais protecionista que sua principal parceira no Mercosul. É hoje o mais fechado dos 20 países mais desenvolvidos do mundo (G-20) e dos Brics (Rússia, Índia, China, África do Sul e Brasil). Entre as 75 maiores economias do mundo, ocupa a 68.ª posição entre os que mais favorecem o comércio externo.
Não se trata de classificação feita por algum país que tenha tido problemas comerciais com o Brasil, mas de uma pesquisa de uma organização independente, a Câmara de Comércio Internacional (CCI), que reúne milhares de empresas de comércio externo e associações comerciais de 120 países. Por coincidência, seu relatório sobre o protecionismo - principal tema da reunião ministerial da OMC realizada há dias em Genebra - foi apresentado no mesmo dia em que, no Brasil, entrou em vigor o decreto que eleva em 30 pontos porcentuais o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis que não comprovem o mínimo de 65% de conteúdo nacional.
O aumento do IPI para carros com menor índice de componentes nacionais, no entanto, é apenas a mais recente de uma série de decisões que o governo Dilma Rousseff vem adotando, alegando necessidade de proteção do produtor nacional contra a concorrência externa predatória. O governo tem afirmado que o aumento do IPI e outras medidas tomadas com o mesmo objetivo estão de acordo com as regras do comércio internacional.
O crescente protecionismo brasileiro - explícito ou implícito - ainda não está sendo questionado formalmente. A inexistência de queixas formais tem sido invocada pelo governo como demonstração de que está agindo com correção no campo comercial. "Nós estamos seguindo as regras e não há nenhum processo aberto contra nós", disse o ministro Fernando Pimentel, em Genebra, onde participou da reunião da OMC. Naquele momento, porém, o aumento do IPI não tinha entrado em vigor. Mas já são vários os itens apontados pela OMC e parceiros comerciais como característicos de uma guinada protecionista brasileira. Há estudos que mostram o Brasil como o país que mais adotou medidas protecionistas neste ano.
No fim de outubro, a OMC enviou aos países do G-20 relatório no qual mostra que a Índia, o Brasil e a Rússia foram os membros do bloco que mais impuseram medidas de restrição ao comércio externo nos últimos meses - embora, como ressalva o relatório, esses países tenham também adotado medidas de liberalização do comércio.
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quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Decisão do STJ anima fisco e Kia Motors
Fonte: Valor
Econômico
Autoria:
Cristine Prestes e Marli Olmos
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Uma recente decisão do Superior Tribunal de
Justiça (STJ) garantiu à Kia Motors uma vitória importante na disputa com os
sócios brasileiros da extinta Asia Motors do Brasil (AMB). A coreana, que
controlava a Asia Motors Company (AMC), conseguiu a homologação quase
completa da sentença do comitê de arbitragem da Câmara Internacional de
Comércio (CCI), que condenou a subsidiária brasileira a indenizá-la pelas
perdas decorrentes da fracassada tentativa de instalação de uma fábrica na
Bahia na década de 90. No entanto, o julgamento no STJ também animou o fisco,
que viu na decisão - e em especial no voto da ministra relatora - um
argumento adicional para cobrar uma dívida de R$ 1,7 bilhão deixada pela AMB.
A Asia Motors do Brasil foi criada em 1993 para
importar veículos da Coreia do Sul. Em 1997, dois sócios brasileiros e a Asia
Motors Company, subsidiária da Kia Motors na Coreia, formaram uma joint venture
com o intuito de construir uma fábrica no Brasil. A aliança, com 51% do
capital nas mãos da empresa coreana, foi criada logo depois da entrada em
vigor da lei que estabeleceu o regime automotivo brasileiro. A ideia era
instalar uma fábrica na Bahia em troca de uma redução de 50% no imposto de
importação incidente sobre automóveis e peças trazidos do exterior. Durante
dois anos a AMB usufruiu do benefício fiscal até que, em 1998, o plano de
instalar a fábrica no país foi abortado quando a Kia Motors encerrou os
negócios da AMC em todo o mundo após ser adquirida pela Hyundai.
Ao desistir de instalar a fábrica na Bahia, a
controladora Kia iniciou uma disputa com os sócios brasileiros na CCI com o
intuito de ser ressarcida dos prejuízos pelo investimento fracassado. A
decisão da CCI saiu em 2004 e condenou a AMB a pagar à Kia US$ 79 milhões,
com juros de 6% ao ano, por veículos que recebeu da AMC e outros US$ 10
milhões, com multa de 10% e juros de 1% ao mês, pela assistência técnica
prestada. Parte dos sócios brasileiros também foi condenada a pagar à Kia US$
30 mil por danos morais e US$ 3,9 milhões em custos da arbitragem. Em 19 de
outubro o STJ homologou parcialmente a sentença arbitral, que agora poderá
ser executada no Brasil.
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terça-feira, 13 de setembro de 2011
Câmara de Comércio Internacional lança nova versão do Regulamento de Arbitragem
Ontem, dia 12 de setembro de 2011, na cidade de Paris, foi lançada a última versão revisada do Regulamento de Arbitragem da Câmara de Comércio Internacional (CCI), que entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2012.
Segundo a CCI, a nova versão visa adaptar as normas de arbitragem aos novos desafios do comércio internacional e dos investimentos estrangeiros, facilitando as relações entre as empresas.
Entre as alterações introduzidas no novo Regulamento de Arbitragem, podemos citar: inclusão de dispositivos referentes a conflitos que envolvam vários contratos e partes, nomeação de um árbitro de emergência para decretar medidas urgentes, regras para facilitar o tratamento de litígios decorrentes de tratados de investimento e acordos de livre comércio, normas para garantir um processo ágil e de baixo custo.
Fonte: Câmara de Comércio Internacional
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