| Fonte: Valor Econômico Autor: Sergio Leo |
MIP. O encontro entre as presidentes Dilma Rousseff, do Brasil, e Cristina Kirchner, da Argentina, no fim da semana, em Caracas, resultou nessa nova sigla, que terá uma coloração nova para as empresas habituadas a outras siglas já vistas nesses últimos 25 anos de aproximação entre os vizinhos. O Mecanismo de Integração Produtiva inventado pelas chefes de Estado traz ecos remotos do Pice, o Programa de Integração e Cooperação Econômica com que os então presidentes José Sarney e Raúl Alfonsin ensaiaram, em 1986, a anunciada integração das duas economias. O Pice foi embrião do Mercosul, que seria impulsionado anos depois pelos sucessores Fernando Collor e Carlos Menem, e já previa a identificação de setores complementares nas duas economias e estímulo governamental para coordenação das cadeias produtivas dos dois países - ideia que não sobreviveu às políticas de mercado que vieram a seguir. O governo Lula ressuscitou o tema em 2003. Chegou a criar um "Programa de Substituição Competitiva de Importações" (outra sigla, o PSCI) para estimular a compra, por empresas brasileiras, de insumos e componentes nos países vizinhos, com quem o Brasil tem crônico superávit no comércio. |
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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
O curinga no jogo entre Brasil e Argentina
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