Mostrando postagens com marcador Importadores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Importadores. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Grupos afetados por protecionismo criam associações


Fonte: O Estado de S. Paulo
Autora: Raquel Landim
Cinco entidades setoriais já foram organizadas para defender os importadores nas áreas em que a indústria nacional é mais atuante

A exemplo do que ocorre na indústria nacional, os importadores também estão se organizando por setor. Já existem pelo menos cinco entidades de classe setoriais que representam esse setor.
O movimento, no entanto, é reativo e geralmente essas empresas só se unem quando são incomodadas por medidas de restrição de suas atividades. Por isso, as entidades de classe de importadores surgiram nos segmentos em que a indústria nacional é mais atuante: veículos, têxtil, calçados e máquinas.

O setor de calçados é um bom exemplo. Para se defender da acusação de dumping feita pelo governo brasileiro contra os calçados chineses, as multinacionais fabricantes de tênis - Nike, Adidas, Puma e Asics - se uniram em uma entidade: a Associação Brasileira de Material Esportivo (Abramesp).

Posteriormente, empresas nacionais que também importam, como a São Paulo Alpargatas, aderiram e a entidade mudou o nome para Movimento pela Livre Escolha (Move). "Com a entrada de empresas brasileiras, ficamos mais fortes e seremos cada vez mais vocais", disse Mário Andrada e Silva, diretor de comunicação do Move.

O Move está hoje dividido em três comitês: jurídico, relações com o governo e comunicação e relações públicas. Apesar do lobby reforçado dos importadores, o governo impôs sobretaxa antidumping contra os calçados chineses. E agora ameaça aplicar uma tarifa contra sapatos vindos de outros destinos, como Vietnã ou Tailândia, para evitar a triangulação de produtos chineses.

Importadores se unem para reagir contra medidas protecionistas do governo Dilma


Fonte: O Estado de S. Paulo
Autora: Raquel Landim
Eles criaram entidades de classe, contrataram consultorias e recorreram a ex-funcionários do governo Lula

Tradicionalmente avessos à exposição pública, os importadores reforçaram seu lobby para reagir às medidas protecionistas da presidente Dilma Rousseff. Criaram ou revigoraram entidades de classe, contrataram consultorias renomadas e recorreram até a ex-funcionários do governo Lula.

Defender a importação é uma missão ingrata no Brasil. O argumento da indústria nacional em prol do emprego tem apelo, especialmente na equipe econômica. Para ganhar a simpatia da população, os importadores adotaram o discurso de defesa do consumidor e controle da inflação.

"A importação sempre foi o patinho feio. Parece que importar é pecado", diz Alfredo de Goye, presidente da Sertrading. As maiores tradings do País (Cotia, Cisa, Comexport e Sertrading) estão incomodadas com o aumento de licenças não automáticas, tarifas antidumping e outras barreiras à importação.

Essas empresas também demonstram receio com a disposição do governo de acabar com a "guerra dos portos" (benefícios estaduais para produtos importados). O argumento das tradings é que os incentivos promovem o desenvolvimento regional ao descentralizar os desembarques de mercadorias.