| Fonte: Valor Econômico |
| Autores: Daniel Gilbert e John Lyons | The Wall Street Journal |
A intenção de promotores brasileiros de apresentar acusações criminais contra executivos da Chevron devido aos vazamentos de petróleo no mar ameaça dissuadir empresas estrangeiras de concretizar seus planos de abertura de poços nesse país rico em petróleo, disseram especialistas. O Brasil apresentará acusações criminais amanhã contra executivos da Chevron e da Transocean, operadora de equipamentos de perfuração, acusando-os de crimes ambientais relacionados a vazamento de petróleo no mar ocorrido em novembro, disse o promotor Eduardo Santos de Oliveira. A Chevron tem enfrentado dificuldades para estancar vazamentos no fundo do mar no lucrativo campo de Frade, 230 quilômetros a nordeste do Rio. Na semana passada, a petrolífera americana informou que um segundo vazamento submarino está liberando pequena quantidade de petróleo no oceano. A empresa interrompeu sua produção no campo. Na sexta-feira, um juiz brasileiro proibiu um grupo de executivos e funcionários da Chevron e da Transocean de deixar o país. Oliveira disse que "existem informações e provas da ocorrência de conduta criminosa" por funcionários nas empresas relacionadas com o acidente de perfuração em novembro, que causou um vazamento de 2,4 mil a 3 mil barris de petróleo do fundo do mar. "Vamos defender a empresa e seus funcionários. A Chevron está confiante em que, depois que todos os fatos forem plenamente examinados, irão comprovar que a Chevron tomou as providências adequadas e responsáveis diante do incidente", disse Kurt Glaubitz, porta-voz da companhia de San Ramon, Califórnia, em comunicado. Guy Cantwell, porta-voz da Transocean, disse que a empresa "sempre cooperou com as autoridades, mas continuará a defender vigorosamente seu pessoal". Os acontecimentos são um revés para a Chevron, que tem cerca de 700 milhões de barris em reservas de petróleo no Brasil e está investindo cerca de US$ 2 bilhões em um de seus maiores projetos de petróleo no país - no campo marítimo de Papa-Terra - em associação com a Petrobras. "Acho que alguns executivos ficarão muito alarmados com isso", disse Subash Chandra, analista da Jefferies & Co. em Nova York. Pavel Molchanov, analista da Raymond James em Houston, disse que o Brasil tem mais a perder do que a Chevron, que, segundo ele, tinha 1% de suas reservas no país. "O governo brasileiro está dando um tiro no pé", disse Molchanov. "O Brasil ainda precisa de capital e de know-how tecnológico. Não é estrategicamente vantajoso para o Brasil fazer as pessoas sairem do país ou deixarem de investir." |
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terça-feira, 20 de março de 2012
Acusações contra executivos da Chevron ameaçam planos de novos investimentos
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