| Fonte: Valor Econômico |
| Autor: Peter Wise | Financial Times, de Lisboa |
"O que Portugal pode produzir que o restante do mundo queira comprar?" Os especialistas que tentam dar um fim rápido à crise econômica e financeira do país fizeram muitas vezes essa pergunta desde que Lisboa foi obrigada a pedir uma operação internacional de socorro financeiro, um ano atrás. O papel higiênico preto preferido de Simon Cowell, o renomado produtor de TV britânico, e os sapatos usados pela mãe e pela irmã da noiva no casamento do príncipe William com Kate Middleton, no Reino Unido, estão entre as respostas menos esperadas a serem dadas pelos exportadores portugueses. O ritmo do crescimento das exportações de Portugal se intensificou nos últimos 12 meses, reduzindo o déficit da balança comercial e concedendo um vislumbre de esperança a um país atolado em profunda recessão, às voltas com uma taxa recorde de desemprego e defrontando-se com um futuro incerto. No primeiro trimestre de 2012, um aumento de 11,6% nas exportações e uma queda de 3,3% nas importações reduziram o déficit comercial para € 2,68 bilhões, 38% menos do que os € 4,35 bilhões computados no mesmo período do ano passado, segundo o instituto nacional de estatística português. As autoridades portuguesas estão confiantes de que é possível chegar a um déficit comercial zero no médio prazo. Essa é uma notícia especialmente bem-vinda num país cujos problemas, segundo Poul Thomsen, do Fundo Monetário Internacional (FMI), são "singularmente estruturais". Mais do que os acordos de socorro financeiro para a Grécia ou a Irlanda, o programa de ajustes de Portugal está focado nas reformas econômicas destinadas a fomentar o crescimento puxado pelas exportações e a tirar o país do endividamento. |
Mostrando postagens com marcador Recessão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Recessão. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Exportações sobem e animam Portugal no combate à recessão
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Unctad alerta para risco de uma recessão mundial
| Fonte: O Globo Autora: Andrea Freitas* |
O órgão da ONU diz que economia global terá uma expansão de 2,6% em 2012. Brasil crescerá 2,7%
RIO E GENEBRA. Com uma redução expressiva das previsões que fez há seis meses, o relatório "Situação e Perspectivas da Economia Mundial", elaborado pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad), admite que os problemas nos Estados Unidos e na Europa "podem levar a uma nova recessão global". Neste ano, a economia mundial deve ficar longe do crescimento de 2010 - de 4% - e ter uma expansão de 2,6% (em junho a projeção era de 3,6%) e no próximo, de 3,2%.
As perspectivas da Unctad estão atreladas a uma contenção da crise da dívida soberana na Europa. Segundo o órgão da ONU, a incapacidade dos políticos europeus e americanos de lidar com a crise de desemprego e de prevenir o estouro da dívida soberana, assim como a fragilidade do setor financeiro, estão entre os principais fatores de risco para a economia global.
A Unctad alerta para o perigo das políticas de austeridade fiscal adotadas nos países desenvolvidos em crise, porque podem dificultar a recuperação da economia e contribuir ainda mais para o crescimento do desemprego. Os EUA devem ter crescimento de 1,5% este ano e de 2% em 2013. A União Europeia deve ter expansão de 0,7% em 2012 e de 1,7% no próximo ano. Já a zona do euro deve crescer 0,4% e 1,3%, respectivamente.
Segundo o documento, os países em desenvolvimento devem continuar movendo o mundo. A projeção é de crescimento de 5,4% este ano. No próximo, de 5,8% - longe dos 7,1% de 2010.
O Brasil deve registrar uma expansão econômica de 2,7% em 2012 e de 3,8% em 2013. A projeção deste ano é bem menor que a anunciada pelo órgão em junho: 5,3%.
|
Assinar:
Postagens (Atom)