Mostrando postagens com marcador Empréstimos Externos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Empréstimos Externos. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Governo facilita empréstimo externo

Fonte: Correio Braziliense
Autora: Rosana Hessel
Operações com prazo acima de 2 anos não pagarão mais IOF de 6%. Medida permite rolagem de dívidas que estão vencendo


"Antes de essa crise recrudescer, havia uma facilidade maior para a tomada de crédito com prazos mais longos. Agora, com o agravamento da crise internacional, ficou mais difícil

Preocupado com a perda de capacidade de financiamento de algumas empresas e bancos de pequeno porte, o governo decidiu facilitar a captação de recursos fora do país. Decreto publicado ontem no Diário Oficial isentou do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) os empréstimos obtidos no exterior com prazo maior do que 2 anos antes o benefício valia penas para aqueles acima de 5 anos. Captações com prazos inferiores continuam pagando 6% do valor total do capital. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avisou, no entanto, que pode reverter a norma caso ache necessário ou o ingresso de capital estrangeiro se eleve expressivamente.

Nos bastidores, a equipe econômica admite que a decisão terá pequeno impacto no fluxo de entrada de dólares no país, e deve apenas ajudar a diminuir a volatilidade da moeda. Mantega não quer que a cotação da divisa norte-americana saia do nível atual, ao redor de R$ 2, patamar confortável para a indústria. O objetivo principal, entretanto, é facilitar a rolagem de dívidas de instituições financeiras e empresas.

terça-feira, 3 de abril de 2012

IOF afeta estratégia de butiques

Fonte: Valor Econômico
Autora: Carolina Oms

A extensão do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 6% aos empréstimos externos com prazo de até cinco anos não obrigará somente o setor produtivo a mudar sua estratégia para captar dinheiro no exterior. As emissões de até cinco anos constituem uma parte importante das captações intermediadas por pequenas casas no exterior.

Sem a estrutura e o poder de fogo dos grandes bancos, assessorias financeiras independentes investem em estratégias diferenciadas e um contato mais próximo com as empresas para abocanhar uma parte desse competitivo mercado. Uma delas é o foco em operações de volume menor, realizadas por empresas de risco um pouco mais alto e com prazos mais curtos.

Entre as dez emissões externas captadas com a assessoria de butiques em 2011, metade possuía prazo inferior a cinco anos. Por terem prazos mais curtos, os volumes dessas captações são menores. De um total de US$ 1,307 bilhão de captados no ano passado, US$ 445 milhões venciam em até cinco anos.

Esse número é particularmente significativo para a gestora Queluz, que entre 2005 e 2011 realizou 23 emissões externas de até US$ 10 milhões e com prazos de no máximo três anos. A captação de valores bem menores que a média do mercado de bônus só se tornou possível com a criação de um programa iniciado em 2005, mas que se tornou inviável agora graças ao IOF.